2Crônicas 6.1 §
Nota de John Wesley
Densas trevas — ele de fato fez das trevas o seu pavilhão. Mas seja esta casa a residência daquela treva. É no mundo de cima que ele habita em luz — luz de que nenhum olho se pode aproximar.
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Introdução ao capítulo
Salomão declara o seu intento na edificação da casa (v. 1-11); a sua oração de dedicação (v. 12-42).
2Crônicas 6.1 §
Nota de John Wesley
Densas trevas — ele de fato fez das trevas o seu pavilhão. Mas seja esta casa a residência daquela treva. É no mundo de cima que ele habita em luz — luz de que nenhum olho se pode aproximar.
2Crônicas 6.9 §
Nota de John Wesley
Mas teu filho... — assim um semeia, e outro colhe. E não julgue o mais sábio dos homens desdouro algum prosseguir os bons desígnios que os seus antecessores traçaram.
2Crônicas 6.14 §
Nota de John Wesley
Ó SENHOR... — por esta oração o templo de Salomão é feito figura de Cristo, o grande Mediador: por quem devemos oferecer todas as nossas orações e esperar todos os favores de Deus, e para quem devemos olhar em tudo o que tratamos com Deus.
Temas: cristo
2Crônicas 6.21 §
Nota de John Wesley
E quando... — não pede que Deus os ajude sem que orem por si mesmos, mas que os ajude em resposta às suas orações. Nem a intercessão de Cristo dispensa as nossas súplicas: antes as encoraja.
Nota do editor
A observação de Wesley resolve um equívoco devocional antigo: a intercessão do Mediador 'não dispensa as nossas súplicas — antes as encoraja'. Salomão não pediu bênção automática para Israel, mas atendimento 'quando orarem voltados para este lugar' (2Cr 6.21,24,26,29): a mediação abre o canal; a oração o usa. Assim também Cristo: 'vive sempre para interceder' (Hb 7.25) — não para orar em nosso lugar, mas para tornar eficazes as orações que fazemos em seu nome (Jo 16.23-24,26-27; Rm 8.34,26). Quem deixa de orar 'porque Cristo já ora por mim' entendeu o advogado e dispensou o processo.
Temas: oracao
2Crônicas 6.41 §
Nota de John Wesley
Levanta-te — ó tu que estás assentado nos céus, levanta-te do trono da tua glória e desce a este lugar, que designaste para tua constante habitação, do qual não te removerás, como outrora fizeste, de lugar em lugar. E a arca — tu, na arca. Tua força — que é o sinal e o instrumento do teu grande poder, exercido de tempo em tempo em favor do teu povo. Salvação — sejam rodeados de todos os lados pela tua proteção e bênção.
2Crônicas 6.42 §
Nota de John Wesley
Teu ungido — de mim, que por tua ordem fui ungido rei e governante do teu povo: não negues os meus pedidos, nem me despeças do trono da tua graça com rosto abatido. As misericórdias — as que prometeste a Davi e à sua casa para sempre. E assim podemos nós pleitear, com os olhos em Cristo, que é chamado Davi (Os 3.5): Senhor, lembra-te dos seus méritos, e aceita-nos por causa deles. Lembra-te das promessas da aliança eterna, chamadas as fiéis misericórdias de Davi (Is 55.3). Este deve ser todo o nosso desejo, toda a nossa esperança, toda a nossa oração e todo o nosso argumento: porque é toda a nossa salvação.
Nota do editor
O fecho da oração — 'lembra-te das misericórdias de teu servo Davi' (2Cr 6.42) — ensina a gramática da súplica cristã: pleitear não os nossos méritos, mas os do Ungido. Wesley transpõe sem hesitar: 'Senhor, lembra-te dos méritos dele, e aceita-nos por causa deles' — as 'fiéis misericórdias de Davi' (Is 55.3) que Paulo aplica ao Ressuscitado (At 13.34). Toda oração evangélica termina, dita ou subentendida, com 'por amor de Jesus': não é fórmula, é fundamento — o único argumento que nunca envelhece diante do trono (Jo 14.13-14; Ef 1.6; 1Jo 2.1-2).