E chegou o tempo em que Israel havia de morrer — Israel, que teve poder sobre o anjo e prevaleceu, deve contudo render-se à morte. Morreu por graus: a sua candeia não foi soprada, mas foi-se consumindo aos poucos, de modo que ele viu, a alguma distância, o tempo aproximar-se. Quis ser sepultado em Canaã — não porque fosse a terra do seu nascimento, mas pela fé, porque era a terra da promessa (que assim desejava como que manter em posse, até que viesse o tempo em que a sua posteridade seria senhora dela) e porque era figura do céu, aquela pátria melhor que ele aguardava. Feito isso, Israel se inclinou sobre a cabeceira da cama — adorando a Deus, como o explica Hebreus 11.21: dando graças a Deus por todos os seus favores, e em particular por este: que José estaria ali para lhe pôr a mão sobre os olhos. Assim os que descem ao pó devem, com humilde gratidão, inclinar-se diante de Deus, o Deus das suas misericórdias.