Os filhos de Jafé — o historiador, repetindo o relato do repovoamento da terra pelos filhos de Noé, começa pelos que eram estranhos à igreja, os filhos de Jafé, que povoaram a Europa — dos quais pouco diz, pois os judeus até então pouco ou nada tratavam com eles. Passa aos que em grande parte foram inimigos da igreja, e dali apressa-se para a linhagem de Abraão, interrompendo abruptamente todas as outras famílias dos filhos de Noé, exceto a de Arfaxade, de quem Cristo havia de vir. A grande promessa do Messias foi transmitida de Adão a Sete, dele a Sem, dele a Héber, e assim à nação judaica, à qual, acima de todas as nações, foi confiado aquele tesouro sagrado, até que a promessa se cumprisse e o Messias viesse — e então aquela nação foi feita não-povo.
Nota do editor
Nove capítulos de nomes parecem o deserto do leitor bíblico — mas as genealogias das Crônicas são um mapa com um só destino: peneiram a humanidade inteira, de Adão em diante, até isolar o fio de onde viria o Cristo (1Cr 1.1; Lc 3.23-38 — que percorre o mesmo fio de volta até 'Adão, filho de Deus'). Cada nome é um elo guardado pela providência através de dilúvio, fomes e cativeiros. E Wesley fecha com a observação certeira da introdução: vindo aquele por causa de quem os registros existiam, os registros puderam perder-se — a genealogia cumpriu a missão. O arquivo servia ao Herdeiro; chegado o Herdeiro, o cartório fechou (Gl 3.16,19).