2Reis 13.6 §
Nota de John Wesley
O poste-ídolo — que Acabe plantara para o culto de Baal, e que devia ter sido destruído (Dt 7.5).
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Introdução ao capítulo
O reinado de Jeoacaz (v. 1-9); relato geral do reinado de Jeoás (v. 10-13); Eliseu adoece, anima Jeoás e morre (v. 14-19); um cadáver ressuscita ao tocar os seus ossos (v. 20-21); Hazael oprime Israel e morre (v. 22-24); Jeoás derrota os sírios (v. 25).
2Reis 13.6 §
Nota de John Wesley
O poste-ídolo — que Acabe plantara para o culto de Baal, e que devia ter sido destruído (Dt 7.5).
2Reis 13.7 §
Nota de John Wesley
Ele — o rei da Síria. Povo — do seu exército, ou homens de guerra.
2Reis 13.8 §
Nota de John Wesley
O seu poder — pois, embora o seu êxito não fosse bom, mostrou muito valor pessoal. O que se nota para indicar que os israelitas não foram vencidos por covardia do seu rei, mas puramente pelo justo juízo de Deus, que agora estava resolvido a ajustar contas com eles pela sua apostasia.
2Reis 13.14 §
Nota de John Wesley
Adoeceu... — viveu muito: fazia sessenta anos que fora chamado a profeta. Foi grande misericórdia para Israel, e especialmente para os discípulos dos profetas, que fosse conservado por tanto tempo como luz que arde e alumia. Elias terminou o seu testemunho na quarta parte desse tempo: os profetas de Deus têm o seu dia fixado, mais longo ou mais curto, como a sabedoria infinita julga conveniente. Mas em toda a última parte do seu tempo — desde a unção de Jeú, quarenta e cinco anos antes de Jeoás começar a reinar — não achamos menção dele, nem de coisa que fizesse, até o acharmos aqui no leito de morte. Contudo, pode ter sido útil até o fim, embora não tão famoso como outrora.
Nota do editor
'Meu pai, meu pai! Carros de Israel e seus cavaleiros!' — o rei chora sobre Eliseu com as mesmas palavras que Eliseu chorou sobre Elias (2Rs 13.14; 2.12): o círculo se fecha. E Wesley nota os quarenta e cinco anos de silêncio antes deste leito de morte: décadas sem registro, e nem por isso sem utilidade — 'útil até o fim, embora não tão famoso como outrora'. Há um evangelho para os ministérios que saíram dos holofotes: a fidelidade não se mede pela crônica (Hb 6.10). E do leito, o profeta moribundo ainda dirigia guerras: mãos trêmulas sobre as mãos do rei no arco (v. 16-17) — a fraqueza do corpo não aposenta a autoridade da palavra.
2Reis 13.17 §
Nota de John Wesley
Para o oriente — para a Síria, que ficava a nordeste da terra de Israel: esta flecha é atirada contra os sírios, como sinal do que Deus intentava fazer contra eles.
2Reis 13.18 §
Nota de John Wesley
Fere — o primeiro sinal pressagiava a vitória; este devia declarar o número das vitórias.
Nota do editor
'Ferirás os sírios só três vezes' (2Rs 13.19): o profeta se indignou porque o rei parou de ferir a terra — a promessa era ilimitada; a apropriação foi tímida. As flechas na mão eram do rei; a medida da vitória saiu da sua expectativa, não da capacidade de Deus. É uma parábola involuntária da oração e da fé: Deus se deixa medir pela nossa perseverança — 'não tendes, porque não pedis' (Tg 4.2; Mt 9.29 — 'faça-se conforme a vossa fé'). Quantas vitórias ficaram no chão porque batemos três vezes onde devíamos ter esgotado a aljava (Lc 18.1-8)?
2Reis 13.20 §
Nota de John Wesley
Os moabitas invadiram — mencionar isto imediatamente após a morte de Eliseu dá a entender que a remoção dos profetas fiéis de Deus é presságio de juízos que se aproximam.
2Reis 13.21 §
Nota de John Wesley
Reviveu — milagre que Deus operou para honrar aquele grande profeta, e para com este selo confirmar a sua doutrina; para fortalecer a fé de Jeoás e dos israelitas nesta promessa de êxito contra os sírios; para, no meio de todas as suas calamidades, consolar os israelitas que eram seguidores de Eliseu com a esperança da vida eterna, de que isto era penhor manifesto; e para despertar o resto daquele povo ao devido cuidado e preparação para ela.
Nota do editor
Até morto, Eliseu pregou: um cadáver lançado às pressas tocou os seus ossos e levantou-se vivo (2Rs 13.21). O homem da porção dobrada fez o seu último milagre do fundo da sepultura — e Wesley lê nele o endereço certo: penhor da ressurreição, consolo de vida eterna para os fiéis em meio às calamidades. O Deus de Israel opera onde toda esperança humana já assinou o atestado (Rm 4.17). Mas os ossos de Eliseu não salvaram Eliseu da morte: o penhor apontava para outro túmulo — o vazio — de onde a vida flui não por relíquia, mas por união com o Vivente (Jo 11.25-26; 1Co 15.20-22).
Temas: esperanca
2Reis 13.23 §
Nota de John Wesley
Teve misericórdia — a lentidão do processo de Deus contra os pecadores, mesmo quando permanecem impenitentes, deve ser interpretada a favor da sua misericórdia, não como acusação à sua justiça.
Temas: graca