2Reis 16.3 §
Nota de John Wesley
Passar — por via de oblação, de modo a ser consumido como holocausto; prática dos pagãos, e de alguns israelitas à sua imitação.
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Introdução ao capítulo
A idolatria de Acaz (v. 1-4); ele aluga o rei da Assíria para invadir a Síria e Israel (v. 5-9); ergue um altar novo no templo (v. 10-16); despoja o templo (v. 17-18); morre (v. 19-20).
2Reis 16.3 §
Nota de John Wesley
Passar — por via de oblação, de modo a ser consumido como holocausto; prática dos pagãos, e de alguns israelitas à sua imitação.
2Reis 16.5 §
Nota de John Wesley
Não puderam vencer — porque Deus, por pura graça sua, tomou sobre si a sua proteção e frustrou as esperanças dos seus inimigos.
2Reis 16.7 §
Nota de John Wesley
Enviou mensageiros... — mas era por não haver Deus em Israel que ele mandou pedir socorro ao assírio? O próprio pecado foi o seu castigo: pois, embora lhe servisse na necessidade presente, fez mau negócio — não só se empobreceu, mas escravizou a si e ao seu povo.
Nota do editor
A crise síro-efraimita deste capítulo é o pano de fundo de Isaías 7: enquanto Acaz tremia 'como as árvores do bosque com o vento', o profeta lhe oferecia a promessa — 'se não crerdes, não permanecereis' — e o sinal do Emanuel (Is 7.2,9,14). Acaz preferiu o sinal que podia pagar: prata do templo pelo exército da Assíria (2Rs 16.8). Wesley faz a contabilidade: 'fez mau negócio — empobreceu-se e escravizou-se'. O socorro comprado ao mundo cobra juros de senhorio: a Assíria salvou Acaz de Damasco para engoli-lo depois (2Cr 28.20-21). Toda fé que terceiriza a confiança acaba tributária do seu 'salvador' (Is 31.1-3).
2Reis 16.12 §
Nota de John Wesley
Ofereceu — um sacrifício, e não a Deus, mas aos ídolos sírios, aos quais aquele altar era apropriado.
2Reis 16.13 §
Nota de John Wesley
Ofertas pacíficas — dos pagãos; e Acaz, à sua imitação, oferecia aos falsos deuses as mesmas espécies de ofertas que os israelitas ofereciam ao verdadeiro.
2Reis 16.14 §
Nota de John Wesley
Altar de bronze — o dos holocaustos, feito por Salomão e ali posto por ordenação de Deus. De entre... — o seu altar novo fora primeiro posto abaixo do altar de bronze, e a maior distância do templo. Isto ele tomou por desdouro do seu altar; e por isso impiamente remove aquele, e põe o seu no seu lugar. Assim pôs o altar de Deus fora do seu lugar e do seu uso — golpe mais ousado do que o pior dos reis até então dera na religião.
Nota do editor
Acaz viu um altar em Damasco, gostou do design e mandou a planta ao sacerdote Urias — que construiu a cópia sem uma palavra de protesto (2Rs 16.10-11). O rei inovando o culto por estética e diplomacia; o sacerdote executando por servilismo: a dupla que desmonta qualquer religião. O altar de Deus foi rebaixado a instrumento de consulta particular do rei (v. 15), e o modelo importado tomou o centro. Wesley crava: 'a nossa sabedoria é fazer exatamente o que Deus ordenou' — nem menos, nem 'melhor'. Culto se recebe por revelação, não se importa por admiração (Dt 12.30-32; Cl 2.23). E todo Urias que assina a planta do palácio trai o altar que jurou guardar.
2Reis 16.15 §
Nota de John Wesley
Grande altar — este altar novo, que era maior que o de Salomão. Sacrifício — tudo o que se oferecer ao Deus verdadeiro, seja em meu nome (pois possivelmente ainda não abandonara Deus de todo, mas adorava os ídolos junto com ele), seja em favor do povo, será oferecido neste altar novo. Para eu consultar — esse ficará reservado ao meu uso próprio, para consulta: nele buscarei a Deus, ou inquirirei da sua vontade, por sacrifícios unidos à oração, quando me parecer bem. Tendo-o expulsado do uso para que fora instituído — santificar as ofertas sobre ele apresentadas —, pretende elevá-lo acima da sua instituição; o que é comum entre os supersticiosos. Mas exceder é ficar aquém: a nossa sabedoria é fazer exatamente o que Deus ordenou.
2Reis 16.18 §
Nota de John Wesley
A cobertura — cuja forma e uso hoje se desconhecem. Entende-se geralmente de alguma construção: ou aquela em que os sacerdotes, acabado o seu turno semanal, permaneciam até vir o turno seguinte (o que se fazia no sábado); ou aquela em que a guarda do templo mantinha o seu posto; ou aquela sob a qual o rei costumava assentar-se para ouvir a palavra de Deus e ver os sacrifícios — chamada cobertura do sábado porque os principais tempos em que o rei a usava para esses fins eram o sábado semanal e os outros dias solenes de festa ou jejum (que no Antigo Testamento vêm todos sob o nome de sábados), nos quais o rei costumava apresentar-se diante do SENHOR com mais solenidade que nos outros tempos. A entrada — por onde o rei costumava ir do seu palácio ao templo.