2Reis 21.1 §
Nota de John Wesley
Reinou — tempo em que se compreendem os anos do seu cativeiro.
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Introdução ao capítulo
O ímpio reinado de Manassés (v. 1-9); o juízo denunciado contra ele e Jerusalém (v. 10-16); a sua morte (v. 17-18); o ímpio reinado de Amom (v. 19-22); ele é morto, e sucede-lhe Josias (v. 23-26).
2Reis 21.1 §
Nota de John Wesley
Reinou — tempo em que se compreendem os anos do seu cativeiro.
2Reis 21.3 §
Nota de John Wesley
Tornou a edificar... — pisando o pó e afrontando a memória do seu digno pai. Todo o exército dos céus — o sol, a lua e as estrelas.
2Reis 21.6 §
Nota de John Wesley
Pelo fogo — entre dois fogos, com o que o dedicou a Moloque — em desprezo do selo da circuncisão, pelo qual fora dedicado a Deus. Agouros — dias de sorte ou azar, segundo a prática supersticiosa dos pagãos.
2Reis 21.7 §
Nota de John Wesley
Uma imagem — a imagem daquele Baal que era adorado no bosque.
2Reis 21.9 §
Nota de John Wesley
Pior — em parte porque não se contentaram com os ídolos que os cananeus adoravam, mas inventaram, ou tomaram emprestados de outras nações, muitos ídolos novos; e em parte porque, sendo a sua luz muito mais clara, as suas obrigações a Deus infinitamente maiores e os seus socorros contra a idolatria muito mais fortes que os dos cananeus, os seus pecados, embora da mesma espécie, eram indizivelmente piores por causa destas terríveis agravações.
Nota do editor
Manassés é o anti-troféu da hereditariedade espiritual: filho do melhor rei, tornou-se o pior — 'fez pior do que as nações que o SENHOR destruíra' (2Rs 21.9,11). Cinquenta e cinco anos desfazendo a reforma do pai, enchendo Jerusalém 'de sangue inocente de uma a outra extremidade' (v. 16; a tradição diz que Isaías foi serrado ao meio no seu reinado, cf. Hb 11.37). E contudo as Crônicas guardam o capítulo que Reis omite: preso em Babilônia, 'humilhou-se muito', orou — e Deus o restaurou (2Cr 33.11-13). O pior perseguidor da história de Judá acabou convertido: prova extrema de que nenhuma biografia fecha antes do fim, e de que a graça alcança até quem queimou os próprios filhos (1Tm 1.15-16). Mas as consequências ficaram: o juízo sobre Jerusalém não foi revogado (2Rs 23.26; 24.3) — perdão de pecado não é anulação de colheita.
2Reis 21.13 §
Nota de John Wesley
O cordel — terá a mesma medida, os mesmos juízos que Samaria teve. O cordel toma-se muitas vezes pela sorte ou porção de alguém, porque as porções e possessões se mediam com cordéis. Um prato — como se faz com um prato usado: primeiro esvazia-se de tudo, depois limpa-se e enxuga-se bem, e por fim vira-se de boca para baixo, para que nada fique nele — assim farei com Jerusalém, esvaziando-a e purgando-a de todos os seus habitantes ímpios. Contudo, a comparação dá a entender que isto seria para a purificação, não para a destruição final de Jerusalém: o prato não será quebrado nem lançado fora, mas somente enxugado.
Nota do editor
A imagem doméstica é mais terrível — e mais esperançosa — que qualquer figura bélica: Jerusalém como prato que Deus esvazia, esfrega e emborca (2Rs 21.13). Terrível, porque anuncia limpeza completa: nada ficará. Esperançosa, pelo detalhe que Wesley não deixa escapar: prato que se limpa não é prato que se quebra — o exílio seria purificação, não aniquilação. Setenta anos depois, o prato voltou à mesa (Jr 29.10-14; Ed 1.1-3). É o padrão da disciplina divina sobre o seu povo: 'castigar-te-ei com justiça, mas de todo não te terei por inocente... porém não te destruirei' (Jr 30.11; Hb 12.10-11).
2Reis 21.15 §
Nota de John Wesley
Desde que... — este juízo antecipado, embora infligido principalmente pelos pecados de Manassés e da sua geração, tinha respeito a todos os seus pecados anteriores.
2Reis 21.16 §
Nota de John Wesley
Sangue — o sangue dos profetas e justos que ou repreendiam as suas práticas pecaminosas, ou recusavam obedecer às suas ordens ímpias. Seu pecado — a sua idolatria, chamada pecado por eminência. A tradição dos judeus é que ele mandou serrar ao meio, em particular, o profeta Isaías.
2Reis 21.18 §
Nota de John Wesley
Jardim — não no sepulcro dos reis; provavelmente por sua própria escolha e ordem, como testemunho duradouro do seu sincero arrependimento e da abominação de si mesmo pelos seus antigos crimes.
2Reis 21.21 §
Nota de John Wesley
Andou... — reavivou a idolatria que Manassés, no fim do seu reinado, havia abolido. Os que dão maus exemplos, ainda que se arrependam, não podem ter certeza de que se arrependerão aqueles a quem o seu exemplo arrastou ao pecado. Muitas vezes é o contrário.
Nota do editor
Amom seguiu o Manassés idólatra, não o Manassés penitente (2Rs 21.20-21): copiou os pecados do pai e ignorou-lhe a conversão. Eis a nota mais sóbria de Wesley em todo o capítulo: quem semeia mau exemplo pode arrepender-se — mas não pode arrepender-se pelos que arrastou. O pecado tem filhos que sobrevivem ao pai arrependido (Dv 2Sm 12.14). Que os pais e líderes ponderem: a nossa restauração pessoal não desfaz automaticamente as escolas que fundamos na fase errada — razão dobrada para não fundá-las (Lc 17.1-2). E, ainda assim, do pior berço saiu Josias: a graça não fica refém de nenhuma genealogia.