Notas de John Wesley sobre a Bíblia Comentários bíblicos em português atual

InícioAntigo TestamentoDeuteronômio → Capítulo 33

Deuteronômio 33

Referências: 33.1-533.7-2533.29

Introdução ao capítulo

A bênção de Moisés. Ele os declara todos benditos pelo que Deus já fizera por eles (v. 1-5); pronuncia uma bênção sobre cada tribo (v. 6-25); declara-os todos em geral benditos, pelo que Deus lhes seria e faria, se obedientes (v. 26-29).

Deuteronômio 33.1-5 §

Nota de John Wesley

Moisés abençoou Israel — diz-se que os abençoou orando a Deus com fé pela sua bênção sobre eles, e predizendo as bênçãos que Deus lhes conferiria. E Moisés chama-se aqui homem de Deus, isto é, servo ou profeta de Deus, para lhes fazer saber que as profecias seguintes não eram invenções suas, mas inspirações divinas. Os filhos de Israel — as diversas tribos; só Simeão é omitido: ou em detestação do proceder sanguinário do seu pai Simeão, pelo qual Jacó dá àquela tribo maldição antes que bênção (Gn 49.5-7); ou porque aquela tribo não tinha herança distinta, mas havia de ter a sua porção dentro da tribo de Judá (Js 19.1). O SENHOR veio — a saber, aos israelitas: manifestou-se graciosa e gloriosamente entre eles. Do Sinai — começando no Sinai, onde foi a primeira aparição de Deus, e prosseguindo com eles até Seir e Parã. E lhes resplandeceu — apareceu ou mostrou-se, como faz o sol quando nasce. De Seir — do monte ou terra de Edom, aonde os israelitas chegaram (Nm 20.14ss), e donde Deus os conduziu rumo à terra da promessa, aparecendo então gloriosamente por eles ao subjugar Seom e Ogue diante deles. Mas, porque a terra de Edom às vezes se toma mais largamente, chegando até o mar Vermelho — e assim o monte Sinai lhe ficava próximo —, e porque Parã também era vizinho do Sinai, todo este versículo pode referir-se à aparição de Deus no monte Sinai, cuja luz gloriosa com toda probabilidade espalhou os seus raios pelas partes adjacentes, como Seir e Parã. Sendo assim, é apenas expressão poética da mesma coisa em palavras diversas: o vir, nascer ou resplandecer de Deus do Sinai, de Seir e de Parã nota uma só e mesma ilustre ação de Deus, aparecendo ali com dezenas de milhares dos seus santos, ou santos anjos, e dando-lhes uma lei de fogo. Parã — lugar onde Deus manifestou eminentemente a sua presença e bondade, tanto dando ao povo a carne que desejava, como designando os setenta anciãos e derramando sobre eles o seu Espírito. Com dezenas de milhares de santos — isto é, com grande companhia de santos anjos (Sl 68.17; Dn 7.10), que o assistiram nesta grande e gloriosa obra de dar a lei, como se pode colher de Atos 7.53 e Gálatas 3.19. Da sua direita — que escreveu a lei e a deu aos homens: alusão aos homens, que ordinariamente escrevem e dão presentes com a mão direita. Uma lei de fogo — a lei chama-se de fogo porque é de natureza ígnea: purga, sonda e inflama; para significar a ira ardente que inflige aos pecadores pela sua violação; e principalmente porque foi entregue do meio do fogo. Ele ama o povo — as tribos de Israel. O sentido é: esta lei, embora entregue com fogo, fumaça e trovões, que pareciam pressagiar só ódio e terror, na verdade foi dada a Israel em grande amor, como o grande meio da sua salvação temporal e eterna. Sim, ele abraçou o povo e o pôs no seu seio! — assim significa a palavra, que fala não só do amor mais terno, mas da proteção mais cuidadosa. Todos os seus santos — isto é, o seu povo — estavam na tua mão, isto é, sob o cuidado de Deus para os proteger, dirigir e governar. Estas palavras são ditas a Deus: a mudança de pessoas — dele e tua — é frequentíssima na língua hebraica. Pode notar ainda a bondade de Deus para com Israel em sustentá-los quando a lei de fogo foi entregue — com tanto terror que não só o povo estava prestes a desfalecer, mas o próprio Moisés temeu e tremeu grandemente. Mas Deus sustentou a ambos na sua mão, com que de certo modo os cobriu, para que mal algum lhes sobreviesse. Aos teus pés — como discípulos, para receber instrução: alude ao lugar onde o povo esperava quando a lei foi dada, ao pé do monte. Cada um — do povo receberá as tuas instruções e ordens, ou a elas se submeterá. Moisés — fala de si mesmo na terceira pessoa, o que é usualíssimo na língua hebraica. A lei chama-se a sua herança porque a sua obrigação era hereditária, passando de pais a filhos, e porque era a melhor parte da sua herança — o maior de todos os dons que Deus lhes concedeu. Ele era rei em Jesurum — Moisés era o seu rei, não em título, mas em realidade: debaixo de Deus, o seu supremo governador e legislador. Quando se congregavam — quando príncipes e povo se reuniam para os negócios públicos, Moisés era por eles reconhecido como seu rei e legislador. Viva Rúben — embora Rúben merecesse ser cortado, ou muito diminuído e obscurecido, segundo a predição de Jacó (Gn 49.4), Deus os poupará e lhes dará nome e porção entre as tribos de Israel, abençoando-os com aumento dos seus números. Todos os parafrastas antigos referem isto ao outro mundo — tão longe estavam de esperar só bênçãos temporais. Viva Rúben na vida eterna, diz Onquelos, e não morra a segunda morte.

Deuteronômio 33.7-25 §

Nota de John Wesley

Ouve, SENHOR — Deus ouvirá a sua oração pelo cumprimento das grandes coisas prometidas àquela tribo (Gn 49.8-12); o que implica as demoras e dificuldades que Judá encontraria, e que o levariam às suas orações — as quais teriam bom êxito. Ao seu povo — quando sair à batalha contra os inimigos e cair ferozmente sobre eles, como fora predito (Gn 49.8-9), traze-o de volta, com honra e vitória, ao seu povo. As suas mãos lhe bastem — esta tribo será tão numerosa e potente que bastará para defender-se sem auxílio algum, nem de nações estrangeiras nem de outras tribos: como se viu quando esta tribo sozinha pôde medir-se com nove ou dez das outras. Contra os seus inimigos — preservarás esta tribo de maneira especial, de modo que os inimigos não a possam arruinar como às outras — e isso por causa do Messias, que dela havia de brotar. O teu Tumim e o teu Urim — que são teus, ó SENHOR, por especial instituição e consagração (pelo que entende o éfode em que se punham, o sumo sacerdócio a que estavam apropriados, e também os dons e graças significados pelo Urim e Tumim, necessários ao desempenho de tão alto ofício), estejam com o teu santo: isto é, com aquele sacerdote que consagraste para ti, e que é santo de maneira mais peculiar que todo o povo — o sacerdócio ficará confinado à família de Arão e nela continuará. A quem provaste — embora o tenhas provado e repreendido, não lhe tiraste o sacerdócio. Em Massá — não a Massá de Êxodo 17.7, também chamada Meribá, mas a outra Meribá (Nm 20.13). Não viu — isto é, não teve consideração por eles. O sentido é: seguiu a Deus e à sua ordem plenamente, e executou o juízo ordenado por Deus sem acepção alguma de pessoas (Êx 32.26-27). Guardaram a tua aliança — quando os demais quebraram a sua aliança com Deus pelo torpe pecado da idolatria com o bezerro, aquela tribo conservou-se pura daquela infecção e apegou-se a Deus e ao seu culto. Os seus bens — porque não tem herança própria, e portanto depende inteiramente da tua bênção. A obra das suas mãos — todos os seus santos ministérios, que com propriedade chama obra das suas mãos, porque grande parte do serviço dos levitas e sacerdotes se fazia pelo trabalho das mãos e do corpo — ao passo que o serviço dos ministros do evangelho é mais espiritual e celestial. Fere — ora tão fervorosamente por eles porque previa que os que haviam de ensinar, repreender e corrigir os outros teriam muitos inimigos; e porque eram, debaixo de Deus, os grandes preservadores e sustentadores da religião — e os seus inimigos eram inimigos da própria religião. De Benjamim — Benjamim vem logo depois de Levi porque o templo, onde estava o trabalho dos levitas, ficava na borda do lote desta tribo. E vem antes de José pela dignidade de Jerusalém (parte da qual estava neste lote) acima de Samaria, que estava na tribo de Efraim; e também porque Benjamim aderiu à casa de Davi e ao templo de Deus quando as demais tribos desertaram de ambos. O amado do SENHOR — assim chamado em alusão ao seu pai Benjamim, o amado do seu pai Jacó; e pela bondade de Deus para com esta tribo, que apareceu tanto em habitarem na melhor parte da terra, como afirma Josefo, como no privilégio seguinte. Habitará seguro junto dele — terá o seu lote perto do templo de Deus, o que lhe era singular conforto e salvaguarda. Cobrirá — protegerá aquela tribo continuamente, enquanto a ele se apegar. Ele — o SENHOR habitará, isto é, o seu templo será posto, entre os seus ombros: isto é, na sua porção, ou entre os seus limites, como a palavra ombro muitas vezes se usa. E tal era de fato a situação do templo, tendo de ambos os lados a porção de Benjamim: pois, embora o monte Sião estivesse na tribo de Judá, o monte Moriá, sobre o qual o templo foi edificado, estava na de Benjamim. E de José — incluindo Efraim e Manassés. Na bênção de Jacó, a de José é a mais larga; e assim é aqui. A sua terra — a sua porção será dotada de bênçãos escolhidas de Deus. Do céu — isto é, os preciosos frutos da terra produzidos pelas influências do céu, o calor do sol e a chuva que Deus enviará do céu. O abismo — as fontes de água que brotam da terra; talvez se refira também ao grande abismo de águas que se supõe contido na terra. Do sol — que abre e aquece a terra, nutre, melhora e a seu tempo amadurece as suas sementes e frutos. Das luas — que com a sua umidade os refresca e promove; em hebraico, das luas ou meses: isto é, o que ela produz nos diversos meses ou estações do ano. As coisas mais excelentes — isto é, os frutos excelentes — uvas, azeitonas, figos etc. — que se comprazem nos montes; ou os preciosos minerais contidos nos seus montes e outeiros, chamados antigos e eternos, isto é, existentes desde o princípio do mundo e que provavelmente durarão até o seu fim, em oposição aos montículos levantados pelo homem. E do que é — e em geral de todos os frutos escolhidos que a terra produz em todas as suas partes, montes ou vales. A sua plenitude — isto é, as plantas, o gado e todas as criaturas que nela crescem, aumentam e florescem. A boa vontade — por todos os demais efeitos da boa vontade e bondade de Deus, que não muito antes habitou ou apareceu por um tempo na sarça, a mim, para alívio do seu povo (Êx 3.2). De José — isto é, da posteridade de José. Daquele que foi separado dos seus irmãos — os irmãos o separaram deles fazendo-o escravo, e Deus o distinguiu deles fazendo-o príncipe. As palavras anteriores poderiam traduzir-se: o meu morador da sarça. Aquela foi aparição da majestade divina só a Moisés, em sinal de particular favor. Muitas vezes Deus aparecera a Moisés; mas agora, prestes a morrer, parece guardar a mais grata lembrança da primeira vez em que viu as visões do Todo-Poderoso. Foi ali que Deus se declarou o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, confirmando a promessa feita aos pais — promessa que, como mostra o nosso Senhor, alcança até a ressurreição e a vida eterna. A sua glória é como a do primogênito do seu touro — o touro novo, criatura imponente, usada antigamente como emblema da majestade real: parece notar o reino que Efraim obteria em Jeroboão e seus sucessores. Os seus chifres — a sua força e poder serão grandíssimos. Os povos — todos os que se lhe opuserem, particularmente os cananeus. As dezenas de milhares — da terra de Canaã. Embora Manassés fosse então mais numeroso, Efraim em breve o ultrapassaria, como fora predito (Gn 48.17-19). Alegra-te — prosperarás e terás motivo de alegria. Nas tuas saídas — primeiro, à guerra, como esta expressão muitas vezes se usa; segundo, ao mar, em comércio, porque a sua porção ficava perto do mar. Em ambos os respeitos o seu curso é oposto ao de Issacar, amante da paz e das pastagens. Está aqui unido a Zebulom porque eram irmãos por pai e mãe, e porque as suas possessões ficavam vizinhas. Nas tuas tendas — dar-te-ás ao trato da terra e do gado, vivendo quieto nas tuas possessões. Eles — Zebulom, de quem Moisés faz mais especial menção; e assim, despachado Issacar em duas palavras, volta a Zebulom. Os povos — os gentios: ou os da Galileia, chamada Galileia dos gentios, seus vizinhos; ou povos de outras nações com quem comerciavam, e a quem procuravam persuadir a adorar o Deus verdadeiro. Ao monte — isto é, ao templo, que Moisés sabia havia de assentar-se sobre um monte. Sacrifícios de justiça — os que Deus requer. O seu comércio fora, com nações pagãs, não os fará esquecer o dever em casa; nem a distância do lugar do sacrifício os impedirá de a ele vir para cumprir aquele dever. Da abundância dos mares — enriquecerão pelo comércio do mar, e consagrarão a si mesmos e as suas riquezas a Deus. Escondidos na areia — as coisas preciosas que ou se contêm na areia do mar e dos rios, onde às vezes se mistura considerável quantidade de ouro e prata; ou crescem no mar, ou se tiram do seu fundo arenoso, como pérolas, coral, âmbar; ou, lançadas ao mar por naufrágio, são atiradas à praia pelo trabalho das ondas. Bom seria que o alargamento do nosso comércio com países estrangeiros contribuísse para a difusão do evangelho! Ao que faz dilatar — que o tira dos seus apertos e tribulações, em que muitas vezes se via envolvido, por estar cercado de inimigos poderosos. Como leoa — seguro e a salvo dos inimigos, e terrível a eles quando o despertam e molestam. Despedaça o braço — destrói totalmente os inimigos: a cabeça, assento da coroa — a sua dignidade e principado — e o braço, sede da força e instrumento da ação; tanto os príncipes como os súditos. A primeira parte — as primícias da terra da promessa, o país de Seom, que foi conquistado primeiro; e diz-se que a proveu para si porque a desejou e obteve de Moisés. Do legislador — de Moisés, cuja porção assim se chama: ou porque esta parte além do Jordão foi a única em que Moisés pôde entrar, ou porque lhe foi dada por Moisés, ao passo que as porções dalém do Jordão foram dadas às tribos por Josué segundo a direção da sorte. Escondido — em hebraico, oculto ou protegido: as mulheres e crianças ficaram seguras nas suas cidades, enquanto muitos dos homens passavam à guerra em Canaã. Veio — foi, ou irá, à guerra em Canaã com os príncipes, capitães ou governantes do povo de Israel, isto é, sob o seu comando e condução, como de fato fizeram; ou à frente do povo, como traduz o siríaco: pois esta tribo e os irmãos cujo lote caiu além do Jordão deviam marchar para Canaã adiante dos seus irmãos. Executou — o justo juízo de Deus contra os cananeus, como fizeram os demais israelitas. Cachorro de leão — corajoso, generoso, forte e vitorioso contra os inimigos. Que salta — de Basã: porque havia naquelas partes muitos e ferozes leões, donde costumavam sair e saltar sobre a presa. Ou pode referir-se às vitórias particulares de Sansão, que era da tribo de Dã, ou a façanha mais geral daquela tribo, quando um grupo deles surpreendeu Laís, que ficava na parte de Canaã mais distante deles; e o monte de Basã, não longe daquela cidade, foi provavelmente donde desceram sobre ela — saltando assim de Basã. Farto de favor — do favor de Deus. Só esse é o favor que satisfaz a alma. Felizes de fato os que têm o favor de Deus; e tê-lo-ão os que nele põem a sua satisfação. E cheio da bênção do SENHOR — não só de trigo, vinho e azeite, fruto da bênção, mas da própria bênção: a graça de Deus, segundo a sua promessa e aliança. Possui o ocidente e o sul — ou, o mar e o sul. Não se entende do lugar do seu lote, que ficava antes no leste e norte da terra, mas dos prazeres e produtos do ocidente ou do mar, que lhe vinham do vizinho Zebulom, e do sul — isto é, das tribos e partes meridionais de Canaã, que lhe desciam pelo rio Jordão; e ambos lhe eram dados em troca do solo fértil e rico que tinha em grande abundância. Seja Aser — que leva a bem-aventurança no próprio nome — abençoado com filhos: terá filhos numerosos, fortes e saudáveis. Agradável aos seus irmãos — pela sua doce índole e trato cativante. Em azeite — terá tal abundância de azeite que poderá banhar nele não só o rosto, mas também os pés. Ferro e bronze — as minas de ferro e cobre que havia na sua porção: donde Sidom, sua vizinha, era famosa entre os pagãos pela abundância de bronze, e Sarepta parece ter o nome do bronze e ferro que ali se fundiam em grande quantidade. Como os teus dias, será a tua força — a tua força não diminuirá com a idade: terás o vigor da mocidade até na velhice; a tua tribo se fará cada vez mais forte. Não há outro — estas são as últimas palavras que Moisés escreveu — talvez o maior escritor que já viveu sobre a terra. E este homem de Deus, que tinha tanta razão de conhecer a ambos como jamais teve homem algum, com o último alento engrandece tanto o Deus de Israel como o Israel de Deus. Ao Deus de Jesurum, que cavalga os céus em teu socorro, e com a maior majestade e magnificência, as nuvens. Cavalgar os céus nota a grandeza e glória com que se manifesta ao mundo superior, e o uso que faz das influências do céu e dos produtos das nuvens para realizar os seus desígnios neste mundo inferior: tudo isso ele dirige e governa, como o homem ao cavalo que monta.

Deuteronômio 33.29 §

Nota de John Wesley

O eterno Deus é a tua habitação — aquele que era antes de todos os mundos, e será quando o tempo já não for. É o teu refúgio — ou, a tua habitação ou morada (assim significa a palavra), em quem estás seguro, tranquilo e em descanso, como o homem na sua própria casa. Todo verdadeiro israelita está em casa em Deus: a alma retorna a ele e nele repousa. E os que fazem dele a sua habitação terão nele todos os confortos e benefícios de uma habitação. E por baixo de ti estão os braços eternos — o poder todo-poderoso de Deus, que protege e consola todos os que nele confiam, nos seus maiores apertos e angústias. Ele lançará o inimigo de diante de ti — abrir-te-á lugar pelo seu poder irresistível, e dirá: Destrói-o! — dando-te não só a comissão, mas a força para executá-la. E não deu ele a mesma comissão e a mesma força aos crentes, para destruir todo pecado? O escudo do teu socorro — por quem estás suficientemente guardado contra todos os assaltantes; e a espada da tua excelência — ou, a tua excelentíssima espada: isto é, a tua força e o autor de todas as tuas vitórias, passadas e vindouras. Os que têm no coração a excelência da santidade têm o próprio Deus por escudo e espada: estão defendidos por toda a armadura de Deus; a sua palavra é a sua espada, e a fé o seu escudo. E os teus inimigos te serão achados mentirosos — os que diziam que te destruiriam, ou ao menos que nunca se submeteriam; e tu pisarás os seus altos — as suas fortalezas, palácios e templos. Assim o Deus de paz esmagará Satanás debaixo dos pés de todos os crentes, e isso em breve.

Nota do editor

'Por baixo de ti estão os braços eternos' (Dt 33.27) — talvez a mais consoladora imagem de todo o Pentateuco: por mais fundo que o crente caia, mais fundo ainda estão os braços que o sustentam. Wesley a aplica com Rm 16.20 e Ef 6.16-17: o Deus que é habitação também arma o seu povo — palavra por espada, fé por escudo — até esmagar Satanás debaixo dos seus pés.

Temas: cuidado de deusesperanca

Ler o texto bíblico completo ↗