Eu, o Pregador, era rei — tendo afirmado a vaidade de todas as coisas em geral, vem agora provar a sua afirmação naqueles particulares em que os homens comumente buscam, e com maior probabilidade esperam achar, a verdadeira felicidade. Começa pela sabedoria secular. E, para mostrar quão competente juiz era desta matéria, apresenta as suas credenciais: era o Pregador, o que implica conhecimento eminente; e rei — que por isso tinha todas as oportunidades e vantagens imagináveis para a obtenção da felicidade, e em particular para adquirir sabedoria, consultando toda sorte de livros e de homens e fazendo toda espécie de experimentos; e não um rei qualquer, mas rei sobre Israel, o próprio povo de Deus, povo sábio e feliz, de quem era rei por especial designação de Deus, e por Deus provido de singular sabedoria para aquele grande encargo; e cuja morada era em Jerusalém, onde estavam a casa de Deus, com os mais sábios e doutos dos sacerdotes a servi-la, os tribunais de justiça e os colégios ou assembleias dos homens mais sábios da nação. Tudo isso reunido nele — o que raramente acontece em outro homem — torna mais convincente o argumento tirado da sua experiência.