Todos... — naquelas partes do mundo: todo aquele vasto império antes sujeito aos assírios e babilônios. Cujo dom ele atribui ao grande Deus: ou por aquela expressa profecia de Isaías a seu respeito (Is 44.28; 45.1,13), tanto tempo antes de ele nascer — profecia que os judeus sem dúvida lhe mostraram, e que trazia consigo grande evidência, especialmente para ele, que por ela era tão altamente honrado; ou por especial iluminação que Deus lhe concedeu, como concedeu a Nabucodonosor, a Dario e a alguns outros príncipes pagãos.
Nota do editor
Isaías escreveu o nome de Ciro cerca de século e meio antes de ele nascer: 'que digo de Ciro: é meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz' (Is 44.28; 45.1-4 — 'eu te chamei pelo teu nome... ainda que não me conheças'). Um imperador pagão, ungido por ofício sem conversão de coração, abre a história do retorno confessando: 'o SENHOR, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra' (Ed 1.2). A profecia nominal cumprida é a assinatura de Deus sobre a história (Is 46.9-10) — e o método é o de sempre: 'o SENHOR despertou o espírito de Ciro' (v. 1): a política internacional como marionete da promessa feita a um punhado de exilados (Pv 21.1; Dn 2.21).