Como incircunciso (v. 23) — isto é, como imundo: não para comer, mas para lançar fora. Este preceito servia: às próprias árvores, que cresciam melhor e mais depressa, cedo despojadas daqueles frutos que de outro modo lhes tirariam muito mais força; e aos homens — porque o fruto era então menos sadio, e porque com isso aprendiam a refrear os apetites: lição de grande uso e absoluta necessidade numa vida santa. Santo (v. 24) — consagrado ao SENHOR, como as primícias e os dízimos, e por isso dado aos sacerdotes e levitas (Nm 18.12-13; Dt 18.4) — mas de modo que parte se comunicasse às viúvas pobres, aos órfãos e aos estrangeiros (Dt 14.28). Em louvor ao SENHOR — por cujo poder e bondade as árvores dão fruto em perfeição. Para que vos aumente a sua produção (v. 25) — para que Deus se agrade de dar a sua bênção, que só ela as pode fazer frutíferas. Nada comereis com o sangue (v. 26) — carne alguma de que o sangue não tenha sido derramado. Não agourareis — era imperdoável, nos depositários dos oráculos de Deus, pedir conselho ao diabo. E é pior ainda nos cristãos, a quem o Filho de Deus se manifestou para destruir as obras do diabo. Cristãos mandarem fazer o seu horóscopo, ou ler a sua sorte, ou usarem amuletos para a cura de doenças, é afronta intolerável ao Senhor Jesus, apoio da idolatria e opróbrio para si mesmos e para o digno nome pelo qual são chamados. Nem observareis tempos — supersticiosamente, tendo uns dias por afortunados e outros por infaustos. Não cortareis o cabelo em redondo (v. 27) — as têmporas. Assim faziam os gentios: ou para o culto dos seus ídolos, aos quais os jovens costumavam consagrar o cabelo cortado, como escrevem Homero, Plutarco e muitos outros; ou nos funerais e lutos imoderados (Is 15.2; Jr 48.37). O mesmo se deve pensar da barba. A razão da proibição: Deus não queria que o seu povo se conformasse aos idólatras, nem nas suas idolatrias, nem no seu pesar excessivo — nem sequer nas suas aparências. Golpes na carne (v. 28) — que os gentios comumente faziam, tanto no culto dos ídolos como nos lutos solenes (Jr 16.6).