Vivará por eles — não só feliz aqui, mas eternamente no porvir. Acrescenta-se isto como argumento poderoso para seguirem os mandamentos de Deus, e não os exemplos dos homens: a sua vida e felicidade dependiam disso. E, embora em rigor, segundo a aliança das obras, não pudessem reivindicar a vida por assim fazer — a menos que a sua obediência fosse universal, perfeita, constante e perpétua, razão pela qual nenhum homem, depois da queda, pôde ser justificado pela lei —, contudo, pela aliança da graça, esta vida é prometida a todos os que obedecem sinceramente aos mandamentos de Deus.
Nota do editor
Levítico 18.5 ('o homem que os praticar viverá por eles') é citado por Paulo (Rm 10.5; Gl 3.12) para caracterizar a justiça que vem da lei. Note a distinção wesleyana: pela aliança das obras, só a obediência perfeita justificaria — impossível ao caído; pela aliança da graça, Deus aceita a obediência sincera (não perfeita) que nasce da fé. Não é salvação por obras: é a fé operando por amor (Gl 5.6).