Salmos 103.5 §
Nota de John Wesley
A águia — que vive longamente, em grande força e vigor.
Nota do editor
O salmo mais amado de gratidão começa com o crente convocando a si mesmo: 'BENDIZE, Ó MINHA ALMA, ao SENHOR, e TUDO O QUE HÁ EM MIM bendiga ao seu santo nome' — a alma acordada pelo próprio dono para o culto, com a advertência que define o salmo: 'NÃO TE ESQUEÇAS de nenhum dos seus benefícios' (v. 1-2): a ingratidão raramente é decisão; é quase sempre amnésia (Dt 8.11-14). E segue o inventário dos esquecíveis, v. 3-5: perdoa TODAS as iniquidades, sara TODAS as enfermidades, resgata da cova, coroa de graça e misericórdia, farta de bens, renova a juventude como a águia — cinco verbos no particípio contínuo: não favores de ontem, ofícios permanentes. O coração do salmo é a autodefinição de Deus em Êx 34.6 expandida (v. 8-14): não repreende perpetuamente, não retribui segundo os pecados; e as três medidas da misericórdia — ALTA como o céu sobre a terra, LONGE como o oriente do ocidente (a distância que nunca se encontra: o pecado removido não volta pelo outro lado), TERNA como pai para filhos, 'pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos PÓ' (v. 11-14) — a fragilidade humana como argumento da paciência divina. O homem-flor do campo (v. 15-16) é abraçado pela benignidade 'DE ETERNIDADE A ETERNIDADE' (v. 17): o efêmero seguro no eterno. E o final amplia o coral — anjos, exércitos, todas as obras — para voltar ao ponto de partida: 'bendize, ó minha alma, ao SENHOR!' (v. 22): o louvor cósmico que não dispensa a minha voz.