Notas de John Wesley sobre a Bíblia Comentários bíblicos em português atual

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Salmos 125

Referências: 125.3125.5

Introdução ao capítulo

A segurança dos que confiam em Deus, e a sorte dos maus (v. 1-5). Cântico de romagem.

Salmos 125.3 §

Nota de John Wesley

O cetro — o seu poder e autoridade. Não permanecerá — não continuará por muito tempo. Sorte — sobre as habitações e pessoas dos bons. Para que — para que não sejam levados a caminhos tortuosos para se aliviarem.

Nota do editor

O v. 3 encerra uma das promessas mais finas da providência, com a sua razão pastoral exposta: 'o CETRO DA IMPIEDADE NÃO PERMANECERÁ sobre a sorte dos justos, PARA QUE o justo não estenda a mão para a iniquidade'. Duas cláusulas, duas misericórdias. A primeira: a opressão tem prazo — pode pousar sobre a herança dos justos, mas não se aposentar nela; Deus limita a duração do jugo (Is 10.24-25; 1Co 10.13 — a mesma lógica aplicada à tentação: 'não permitirá que sejais tentados além das vossas forças'). A segunda, mais profunda: o motivo do limite é proteger a integridade do oprimido — a pressão prolongada demais tenta o justo a 'estender a mão para a iniquidade': revidar com as armas do opressor, aliviar-se por atalhos tortos (Wesley: 'levados a caminhos tortuosos para se aliviarem'). Deus calibra a dose da provação pelo ponto de ruptura da santidade dos seus — não pelo conforto deles, mas pela fidelidade deles. E a moldura do salmo dá a segurança de fundo: 'os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala', e 'como Jerusalém, de montes é cercada; assim o SENHOR CERCA o seu povo, desde agora e para sempre' (v. 1-2) — a topografia como teologia: quem já viu Jerusalém entre os seus montes viu o abraço geográfico da proteção divina (Zc 2.5).

Salmos 125.5 §

Nota de John Wesley

Levá-los-á — aos caminhos pecaminosos. Israel — sobre o verdadeiro Israel de Deus.

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