Salmos 141.4 §
Nota de John Wesley
Não inclines — não permitas que se incline. Coração — guarda-me não só das falas más, mas de todos os maus movimentos do meu coração. Iguarias — os prazeres ou vantagens que ganham com a sua maldade.
Nota do editor
Duas orações deste salmo mereciam parede em toda casa cristã. A primeira, v. 3: 'PÕE GUARDA, SENHOR, À MINHA BOCA; VIGIA A PORTA DOS MEUS LÁBIOS' — Davi pede sentinela divina para o portão mais movimentado e menos policiado do ser; não promete 'vou me controlar': terceiriza a guarita a quem não dorme (Tg 3.2,8 — 'a língua, nenhum dos homens a pode domar'; Pv 13.3). E o v. 4 desce da boca à raiz: 'não permitas que o meu CORAÇÃO se incline para o mal' nem que eu 'coma das suas IGUARIAS' — os banquetes do pecado bem-sucedido (Wesley: 'os prazeres que ganham com a maldade'), cujo cardápio seduz antes de escravizar (Pv 23.1-3,6-8). A segunda pérola, v. 5: 'FIRA-ME O JUSTO, será isso mercê; repreenda-me, SERÁ ÓLEO SOBRE A MINHA CABEÇA, e a não recusarei' — a maturidade rara de preferir a bofetada do amigo ao beijo do adulador (Pv 27.5-6; Ec 7.5): Davi, que caiu quando ninguém o repreendeu e se levantou quando Natã o feriu (2Sm 12), sabia o preço de mercado de uma boa repreensão. A oração completa do crente pede as três coisas juntas: guarda na boca, freio no coração e ao menos um justo com liberdade para ferir — o tripé da santidade sustentada em comunidade (Hb 3.13; Gl 6.1).