Salmos 143.2 §
Nota de John Wesley
Justificado — em termos de estrita justiça.
Nota do editor
'NÃO ENTRES EM JUÍZO com o teu servo, porque À TUA VISTA NÃO HÁ JUSTO NENHUM VIVENTE' (Sl 143.2) — Wesley anota, seco e certeiro: 'justificado — em termos de estrita justiça', isto é, ninguém o é. Davi, o homem segundo o coração de Deus, pede que o processo nem seja aberto, porque sabe o veredito de antemão; e Paulo tomou exatamente este versículo como premissa do evangelho: 'por obras da lei, NINGUÉM será justificado diante dele' (Rm 3.20; Gl 2.16 — ambos ecoam o salmo). A única esperança do réu confesso aparece na primeira linha: 'responde-me PELA TUA FIDELIDADE, PELA TUA JUSTIÇA' (v. 1) — não a justiça que condena, mas a justiça-fidelidade de Deus às suas próprias promessas, que em Cristo justifica o ímpio que crê (Rm 3.21-26; 1Jo 1.9 — 'FIEL e JUSTO para perdoar'). E o salmo modela a vida de quem foi assim absolvido: 'ensina-me A FAZER A TUA VONTADE, pois tu és o meu Deus; O TEU BOM ESPÍRITO me guie por terreno plano' (v. 10) — a única menção do Saltério ao 'bom Espírito' como guia pessoal do crente (Ne 9.20; Rm 8.14): o justificado sem mérito pede, no mesmo fôlego, santificação com pedagogia — perdão de graça, obediência por instrução do Espírito.