Salmos 147.4 §
Nota de John Wesley
Chama-as pelo nome — conhece-as exatamente, como nós conhecemos aqueles a quem podemos chamar pelo nome.
Nota do editor
Nenhum outro texto da Escritura junta os dois extremos do poder divino em tão poucos centímetros: 'SARA OS DE CORAÇÃO QUEBRANTADO e lhes pensa as feridas. CONTA O NÚMERO DAS ESTRELAS, chamando-as todas PELO SEU NOME' (Sl 147.3-4). O Deus que administra galáxias por catálogo nominal (Is 40.26 — 'a todas chama pelo nome; por ser grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar') é o mesmo que se ajoelha como enfermeiro junto ao coração partido, limpando e enfaixando ferida por ferida — a grandeza que não esmaga, mas se abaixa (v. 6; Is 57.15; Lc 4.18, onde o Messias assume exatamente este ofício). E o v. 10-11 corrige de vez o nosso critério de admiração: 'NÃO SE COMPRAZ na força do cavalo, nem se agrada dos músculos do guerreiro. AGRADA-SE o SENHOR dos que o TEMEM e dos que ESPERAM na sua misericórdia' — o que impressiona a Deus não é o que impressiona a nós: cavalaria e músculo (o poderio militar e humano) não lhe arrancam um olhar; o temor reverente e a esperança humilde, sim (1Sm 16.7; 2Cr 16.9). O salmo fecha com o privilégio que define Israel — e, hoje, a igreja: 'MOSTRA A SUA PALAVRA a Jacó... NÃO FEZ ASSIM a nenhuma outra nação' (v. 19-20) — de todas as dádivas da providência (neve, geada, trigo, v. 14-18), a maior é a Palavra revelada (Rm 3.1-2; Sl 19.7-11).