Salmos 78.1 §
Nota de John Wesley
Minha lei — a doutrina que estou prestes a entregar. Parábola — sentenças ponderosas. Enigmas — não que as palavras sejam difíceis de entender; mas as coisas — a bondade transcendente de Deus, a ingratidão sem paralelo deles, e a sua estúpida ignorância e insensibilidade sob tão excelentes ensinos da palavra e das obras de Deus — são prodigiosas e difíceis de crer. Da antiguidade — das coisas feitas nos tempos antigos.
Nota do editor
O prefácio do salmo (v. 1-8) é o manifesto bíblico da educação na fé — a corrente de quatro elos do v. 5-6: os pais OUVIRAM, CONTAM aos filhos, 'para que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os REFERISSEM aos seus descendentes' — quatro gerações numa frase, e o elo de cada uma é uma boca aberta (Dt 6.6-9; 2Tm 1.5; 2.2). E o v. 7 declara o alvo tríplice da catequese doméstica: 'para que pusessem em Deus a sua CONFIANÇA, não se esquecessem dos seus FEITOS, e lhe observassem os MANDAMENTOS' — fé, memória, obediência; a história contada é o solo onde os três crescem. O v. 8 dá o contraexemplo que o salmo inteiro desenvolve: 'para que não fossem como seus pais, geração rebelde... que não foi FIEL a Deus no seu espírito' — setenta versos de amnésia nacional ('esqueceram-se das suas obras', v. 11,42) provando que o esquecimento é o pai da apostasia. Mt 13.35 cita o v. 2 sobre o ensino de Jesus em parábolas: o Mestre assumiu o ofício de Asafe — abrir em enigmas as coisas antigas — e mandou a igreja continuar a corrente (Mt 28.19-20).