Restaram — o que Sisaque deixara, ou o que Abias, Asa ou outros, de Israel ou de Judá, haviam dedicado; o que provavelmente não era pouco, porque Asa tomara grandes despojos de Zerá (2Cr 14.9-15), e ele e o seu povo numeroso e próspero mostravam então grande zelo pela casa e pelo culto de Deus. Enviou-os — no que cometeu três grandes faltas, entre muitas outras: primeira, alienou sem necessidade coisas consagradas a Deus; segunda, fê-lo por desconfiança daquele Deus cujo poder e bondade recentemente experimentara; terceira, fê-lo com má intenção — subornar Ben-Hadade a quebrar a sua liga e aliança com Baasa (v. 19), e tomar parte daquela terra que por direito, e por dom especial de Deus, pertencia aos israelitas.
Nota do editor
O mesmo Asa que enfrentou um milhão de etíopes confiando só em Deus (2Cr 14.9-12) comprou depois a espada da Síria com os tesouros do templo (1Rs 15.18-19). O vidente Hanani pôs o dedo na ferida: 'os olhos do SENHOR passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele' — e Asa, em vez de se dobrar, prendeu o profeta (2Cr 16.7-10). A fé da juventude não fica guardada para a velhice: cada crise exige nova confiança, e a experiência acumulada, paradoxalmente, tenta-nos a confiar nos meios que o dinheiro compra (Sl 20.7; Jr 17.5).