1Reis 21.3 §
Nota de John Wesley
O SENHOR me guarde — pois Deus expressamente, e por várias razões de peso, proibira a alienação das terras das tribos e famílias a que foram distribuídas. E, embora pudessem ser alienadas até o jubileu, ele não ousou vendê-la ao rei nem por esse tempo: porque supunha que, uma vez na mão do rei, nem ele nem a sua posteridade jamais a recuperariam; e assim ofenderia a Deus e prejudicaria a sua posteridade.
Nota do editor
A recusa de Nabote não foi teimosia de camponês: foi teologia — a terra era do SENHOR, e as famílias, suas arrendatárias perpétuas (Lv 25.23; Nm 36.7). Dizer não ao rei era dizer sim a Deus, e custou-lhe a vida. Há um heroísmo silencioso no crente comum que não vende o que Deus lhe confiou — herança, consciência, verdade — nem por bom preço, nem sob pressão do poder (At 5.29). O nome de Nabote sobreviveu aos palácios de marfim de quem o matou: 'a memória do justo é abençoada' (Pv 10.7).