Notas de John Wesley sobre a Bíblia Comentários bíblicos em português atual

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1 Reis 7

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Introdução ao capítulo

Salomão edifica várias outras casas (v. 1-12); guarnece o templo com duas colunas (v. 13-22); com um mar de fundição (v. 23-26); com dez suportes e dez bacias de bronze (v. 27-39); com todos os demais utensílios, e com as coisas que Davi havia dedicado (v. 40-51).

1Reis 7.1 §

Nota de John Wesley

Casa — o palácio real, para si e para os seus sucessores. Treze anos — quase o dobro do tempo em que se edificou o templo: porque nem os materiais estavam para esta tão providenciados e preparados como para o templo, nem ele ou o seu povo usaram nesta da mesma diligência que na outra obra — para a qual eram estimulados pela ordem expressa de Deus.

1Reis 7.2 §

Nota de John Wesley

Do Bosque do Líbano — casa assim chamada por ser edificada com cedros do Líbano, como residência de verão, para onde Salomão, tendo tantos carros e cavalos, podia retirar-se com facilidade a qualquer tempo. O comprimento — da mansão principal, à qual sem dúvida se anexavam outros edifícios. Colunas — sobre as quais a casa foi edificada, e entre as quais havia quatro imponentes passeios. Vigas — assentadas para o piso do segundo pavimento.

1Reis 7.3 §

Nota de John Wesley

Quinze — de modo que neste segundo pavimento havia só três fileiras de colunas, o que bastava para o ornamento do segundo e para o suporte do terceiro pavimento.

1Reis 7.4 §

Nota de John Wesley

Defronte — uma janela exatamente oposta à outra, como é usual nos edifícios bem traçados. Em ordens — uma exatamente debaixo da outra.

1Reis 7.5 §

Nota de John Wesley

Janelas — fala das janelas ou aberturas menores, que ficavam sobre as várias portas.

1Reis 7.6 §

Nota de John Wesley

Um pórtico — sustentado por várias colunas, para entrada mais magnífica da casa; sobre o qual se pensa que também havia outras salas, como na casa. O pórtico — agora mencionado, que se diz estar diante delas: diante das colunas sobre que assentava a casa do Líbano. Colunas — ou, e colunas: isto é, colunas menores e em menor número, para o suporte do pórtico menor. Viga — assentada sobre essas colunas, como as outras no v. 2.

1Reis 7.7 §

Nota de John Wesley

Um pórtico — outro pórtico, ou sala distinta, fora da casa. O outro — todo o pavimento; ou, de pavimento a pavimento: do piso inferior, no chão, ao superior, que o cobria.

1Reis 7.8 §

Nota de John Wesley

Outro átrio — isto é, entre o pórtico e a casa; chamado por isso átrio do meio (2Rs 20.4). Semelhante a este — não na forma ou tamanho, mas nos materiais e na fatura: as salas cobertas de cedro e guarnecidas de ornamentos semelhantes.

1Reis 7.9 §

Nota de John Wesley

Estas — as construções descritas aqui e no capítulo anterior. As medidas — lavradas na medida e proporção com que os bons canteiros lavram as pedras comuns. Por dentro... — tanto do lado de dentro dos edifícios, que eram cobertos de cedro, como também do lado de fora. Até as cimalhas — de baixo até o alto do edifício. E assim também — não só na parte externa da fachada da casa, que, sendo a mais visível, os homens mais cuidam de adornar, mas também do outro lado da casa, que dava para o grande átrio pertencente à casa do rei.

1Reis 7.11 §

Nota de John Wesley

Em cima — isto é, na parte superior; pois isto se opõe ao fundamento. Pedras e cedros — entremeados uns com os outros.

1Reis 7.12 §

Nota de John Wesley

O átrio — a saber, da casa de morada de Salomão, mencionada no v. 8.

1Reis 7.14 §

Nota de John Wesley

Em bronze — e em ouro, pedra, púrpura e azul (2Cr 2.14). Mas só a sua perícia em bronze se menciona aqui, porque só se fala das obras de bronze que ele fez.

Nota do editor

Hirão de Tiro, filho de mãe israelita e pai tírio, 'cheio de sabedoria, entendimento e ciência' para trabalhar o bronze (1Rs 7.14): a linguagem é a mesma usada para Bezalel no tabernáculo (Êx 31.3; 35.31). A Escritura chama de sábio o artífice, não só o teólogo — talento técnico consagrado é dom do Espírito e ministério na casa de Deus. E o mestre da obra era mestiço e estrangeiro de criação: mais um fio da trama pela qual Deus ia costurando as nações à sua casa (Is 56.6-7).

1Reis 7.16 §

Nota de John Wesley

Cinco côvados — a palavra capitel toma-se ou mais largamente, pelo todo — e assim são cinco côvados; ou mais estritamente, pelos globos, como são chamados em 2Cr 4.12, ou pela cornija ou coroa — e assim eram só três côvados; aos quais, somados os das romãs, perfazem quatro côvados, como abaixo no v. 19, tomando a outra obra sobre ele mais um côvado, o que ao todo dá cinco côvados.

1Reis 7.17 §

Nota de John Wesley

Os capitéis — que aquelas redes e grinaldas rodeavam: ou cobrindo e como que recebendo e segurando as romãs, ou entremeadas com elas.

1Reis 7.18 §

Nota de John Wesley

Duas fileiras — ou de romãs, comparando-se isto com o v. 20, ou de alguma outra obra primorosa.

1Reis 7.19 §

Nota de John Wesley

Obra de lírios — feita como as folhas dos lírios. No pórtico — ou, como no pórtico: obra como a que havia no pórtico do templo, no qual estas colunas foram postas (v. 21), para que a obra do topo destas colunas concordasse com a do topo do pórtico.

1Reis 7.20 §

Nota de John Wesley

O bojo — assim chama a parte média do capitel, que mais sobressaía. Duzentas — diz-se que eram noventa e seis de um lado da coluna, numa fileira, e ao todo cem (Jr 52.23), somando-se às primeiras noventa e seis quatro grandes romãs entre as obras de rede. E há de conceder-se que havia outras tantas do outro lado da coluna, ou na outra fileira — o que dá duzentas por coluna, como aqui se diz, e quatrocentas nas duas colunas, como são contadas em 2Cr 4.13.

1Reis 7.21 §

Nota de John Wesley

Jaquim — Jaquim significa ele estabelecerá — isto é, Deus estabelecerá o seu templo, a sua igreja e o seu povo; e Boaz significa nele há força (para responder ao ele do primeiro nome). Assim estas colunas, eminentemente fortes e estáveis, eram figuras daquela força que estava em Deus, e que por Deus seria exercida para defender e estabelecer o seu templo e o seu povo, se cuidassem de guardar as condições que Deus da sua parte requeria.

Nota do editor

Jaquim ('Ele estabelecerá') e Boaz ('nele há força'): quem subia ao templo passava entre dois sermões de bronze (1Rs 7.21). A casa não se sustentava pela engenharia de Hirão, mas pelo Deus que estabelece e fortalece — e cada culto começava com essa dupla confissão à porta. As colunas foram quebradas e levadas à Babilônia (Jr 52.17); a verdade delas, não: ao vencedor Cristo promete 'fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e dele jamais sairá' (Ap 3.12). O que o bronze anunciava, a graça realiza em pessoas.

Temas: fe

1Reis 7.23 §

Nota de John Wesley

Um mar — fundiu o bronze e o vazou na forma de um grande vaso, chamado mar pela sua vastidão — nome que o hebraico dá a todas as grandes coleções de águas. Servia para os sacerdotes lavarem as mãos e os pés, ou outras coisas, conforme a ocasião o pedisse, com a água que dele tiravam.

1Reis 7.24 §

Nota de John Wesley

Botões — figuras esculpidas ou fundidas; pois esta palavra significa figuras ou imagens de toda sorte. Dez... — de modo que eram trezentos ao todo. Fundidos — juntamente com o mar; não esculpidos. Duas fileiras — parece duvidoso se a segunda fileira tinha dez em cada côvado, havendo assim mais trezentos; ou se os dez se distribuíam em cinco por fileira.

1Reis 7.25 §

Nota de John Wesley

Bois — de bronze maciço, necessário para sustentar tão grande peso.

1Reis 7.26 §

Nota de John Wesley

Batos — o que perfaz quinhentos barris, contendo cada bato cerca de trinta litros; sendo o bato medida do mesmo tamanho do efa.

1Reis 7.27 §

Nota de John Wesley

Suportes — sobre os quais assentavam as dez bacias mencionadas abaixo (v. 38), nas quais se lavavam as partes dos sacrifícios.

1Reis 7.28 §

Nota de John Wesley

Almofadas — bordas largas, possivelmente para segurar com mais firmeza as bacias.

1Reis 7.29 §

Nota de John Wesley

Suporte em cima — assim chama a parte superior do suporte; pois, embora estivesse em cima, era base para a bacia, que sobre ele assentava. Acréscimos — ou como bases para os pés dos ditos leões e bois, ou apenas como ornamentos adicionais.

1Reis 7.30 §

Nota de John Wesley

Rodas — pelas quais os suportes e bacias podiam ser removidos de lugar em lugar, conforme a necessidade. Apoios — em hebraico, ombros; nome apropriado, porque sustentavam as bacias, para que não caíssem dos suportes quando estes eram removidos com elas.

1Reis 7.31 §

Nota de John Wesley

A boca — assim chama a parte no alto do suporte deixada oca, para nela se encaixar o pé da bacia. O capitel — dentro da pequena base, que ele chama capitel por erguer-se da grande base e ficar acima dela. Acima — acima do capitel; pois a boca subia alargando-se como um funil. Um côvado — de altura (v. 35), do qual meio côvado ficava acima do capitel ou pequena base, e a outra metade abaixo. Côvado e meio — de circunferência. Quadrada — assim a parte mais interna, chamada boca, era redonda, mas a externa quadrada — como quando se traça um círculo dentro de um quadrilátero.

1Reis 7.33 §

Nota de John Wesley

Fundidas — e vazadas juntamente com os suportes.

1Reis 7.34 §

Nota de John Wesley

Do suporte — não só da mesma matéria, mas da mesma peça, fundidos com ele.

1Reis 7.36 §

Nota de John Wesley

A proporção — ou, o espaço vazio: isto é, segundo o tamanho dos espaços deixados vazios para elas; implicando que eram menores que as acima mencionadas.

1Reis 7.39 §

Nota de John Wesley

Lado direito — no lado sul; não dentro da casa, mas no átrio dos sacerdotes, onde lavavam as mãos, os pés ou as partes dos sacrifícios. Lado esquerdo — no lado norte. Ao sul — na parte sudeste, onde se preparavam as ofertas.

1Reis 7.45 §

Nota de John Wesley

As panelas — para cozer as partes dos sacrifícios que os sacerdotes e outros deviam comer.

1Reis 7.48 §

Nota de John Wesley

Utensílios — como os que Moisés fizera, só que maiores, mais ricos e em maior número. Mesa de ouro — sob a qual se compreendem tanto todos os utensílios a ela pertencentes, como as outras dez mesas que fez juntamente com ela.

1Reis 7.49 §

Nota de John Wesley

Candeeiros — que eram dez, segundo o número das mesas, ao passo que Moisés fizera só um: com o que se podia significar o progresso da luz da verdade sagrada, agora mais clara do que no tempo de Moisés, e que haveria de brilhar mais e mais até o dia perfeito da luz do evangelho. Ouro puro — de ouro maciço e fino. O santuário — no lugar santo. Flores — lavradas sobre os candeeiros, como antigamente.

Nota do editor

Onde Moisés pôs um candeeiro, Salomão pôs dez (1Rs 7.49) — e Wesley lê nisso uma parábola da revelação progressiva: a luz da verdade cresce de era em era, 'como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito' (Pv 4.18). Do tabernáculo ao templo, do templo ao Verbo feito carne — 'a luz do mundo' (Jo 8.12) —, e do Pentecoste à cidade que não precisa de candeeiro, 'porque a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada' (Ap 21.23; 22.5). A história da redenção é uma aurora que só avança.

1Reis 7.51 §

Nota de John Wesley

Prata e ouro — o quanto dela sobrou. E os utensílios — os que Davi havia dedicado; e com eles o altar de Moisés e alguns outros dos utensílios antigos, agora postos de lado, entrando em seu lugar outros muito melhores.

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