O rei... — o rei da Babilônia, que, tendo antes se rebelado contra o assírio, agora o havia conquistado — como se vê pelo curso da história sagrada e pela concordância da profana; e por isso é aqui e alhures chamado o assírio, e rei da Assíria, por ser agora a cabeça daquele império. Eufrates — contra Carquemis, junto ao Eufrates, como se expressa em 2Cr 35.20; que o assírio tomara dos confederados de Faraó — o qual por isso envia forças contra o assírio, para os ajudar e proteger-se. Josias foi — ou para defender o próprio país das incursões de Faraó, ou para ajudar o rei da Babilônia, com quem parece ter estado em liga. Matou — deu-lhe ali o golpe mortal, embora só morresse ao chegar a Jerusalém. O viu — quando pelejou com ele, no primeiro embate. Não parece que Josias tivesse clara vocação para se empenhar nesta guerra; possivelmente recebeu o golpe mortal como castigo da sua precipitação.
Nota do editor
A morte de Josias aos trinta e nove anos, numa guerra que não era sua (2Rs 23.29; 2Cr 35.20-24 — onde Neco o adverte 'da parte de Deus' e o rei insiste disfarçado), é das providências mais duras da Escritura: o melhor rei, colhido na sua imprudência. Mas Hulda já dera a chave: 'te recolherei... para que os teus olhos não vejam todo o mal que hei de trazer sobre este lugar' (22.20) — a morte prematura era o abrigo. 'Antes da calamidade é recolhido o justo... entra na paz' (Is 57.1-2). E fica o aviso, mesmo aos melhores: piedade eminente não dispensa de consultar a Deus caso a caso — a última batalha de Josias foi a única que ele travou sem perguntar (Pv 3.5-7).