2Samuel 18.5 §
Nota de John Wesley
Tratai com brandura — se vencerdes (o que ele pressagiava, pela graciosa resposta de Deus à sua oração de converter em loucura o conselho de Aitofel), tomai-o prisioneiro, mas não o mateis. Desejo que procedia da sua grande indulgência com os filhos; da consciência de ser ele mesmo a causa meritória desta rebelião — entregue Absalão a ela para castigo dos pecados de Davi; da consideração da sua mocidade, que comumente faz os homens tolos e sujeitos a maus conselhos; e da sua piedade: relutava que fosse cortado no ato do seu pecado, sem espaço algum para arrependimento. Mas 'que significa', diz o bispo Hall, 'esta misericórdia fora de lugar? Tratar com brandura um traidor? De todos os traidores, um filho? E tudo por amor de ti, cuja coroa, cujo sangue ele caça? Até nos pais mais santos a natureza pode ser culpada de uma ternura injuriosa. Mas não se fez isto como figura daquela misericórdia sem medida do verdadeiro Rei de Israel, que orou pelos seus assassinos: Pai, perdoa-lhes! Tratai-os com brandura por amor de mim!' Sim — quando Deus envia uma aflição para corrigir os seus filhos, é com esta ordem: tratai-os com brandura por amor de mim; pois ele conhece a nossa estrutura.
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