Êxodo 16.1-4 §
Nota de John Wesley
Provisão para um mês, ao que parece, levou consigo do Egito a hoste de Israel, ao sair de lá no dia quinze do primeiro mês; e no dia quinze do segundo mês estava toda gasta. Então toda a congregação murmurou contra Moisés e Arão (v. 2) — os vice-gerentes de Deus entre eles. Tanto menosprezam o seu livramento que desejam ter morrido no Egito (v. 3) — e morrido pela mão do SENHOR, isto é, por alguma das pragas que ceifaram os egípcios; como se não fosse a mão do SENHOR, mas somente a de Moisés, que os trouxera àquele deserto. É comum dizerem as pessoas, da dor ou doença cujas causas segundas não veem: foi o que aprouve a Deus — como se não o fosse igualmente o que vem pela mão do homem ou por acidente visível. Não podemos supor que tivessem grande fartura no Egito, por mais que agora falem das panelas de carne; nem podiam temer morrer de fome no deserto, tendo consigo os seus rebanhos e gados. Mas o descontentamento engrandece o passado e avilta o presente, sem respeito à verdade nem à razão: ninguém fala mais absurdamente do que os murmuradores. Sendo o homem feito da terra, o seu Criador sabiamente lhe ordenou alimento da terra (Sl 104.14; v. 4). Mas o povo de Israel, figurando a igreja dos primogênitos que estão inscritos nos céus — recebendo do céu as suas cartas, leis e comissões —, do céu recebeu também o seu alimento. Veja o que Deus teve em vista ao fazer-lhes esta provisão: para que eu o prove, se anda na minha lei, ou não — se confiarão em mim; se o servirão e serão sempre fiéis a tão bom Senhor.
Temas: providenciapecado