Êxodo 24.1 §
Nota de John Wesley
Adorareis de longe — antes de se aproximarem, deviam adorar. Assim devemos entrar pelas portas de Deus com adorações humildes e solenes.
Temas: adoracao
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Introdução ao capítulo
Moisés, como mediador entre Deus e Israel, tendo recebido de Deus diversas leis e ordenanças nos capítulos anteriores, neste capítulo: desce ao povo, comunica-lhe as leis recebidas e toma o seu consentimento (v. 3); escreve as leis e as lê ao povo, que repete o consentimento (v. 4, 7); e então, por sacrifício e aspersão de sangue, ratifica a aliança entre eles e Deus (v. 5-6, 8). Depois volta a Deus para receber novas direções: é chamado a subir de novo (v. 1-2); sobe com setenta dos anciãos, a quem Deus fez uma manifestação da sua glória (v. 9-11); Moisés é chamado ao alto do monte (v. 12-13), e os demais mandados descer ao povo (v. 14); a nuvem de glória é vista por todo o povo no cume do Sinai (v. 15-17); e Moisés fica ali com Deus quarenta dias e quarenta noites (v. 18).
Êxodo 24.1 §
Nota de John Wesley
Adorareis de longe — antes de se aproximarem, deviam adorar. Assim devemos entrar pelas portas de Deus com adorações humildes e solenes.
Temas: adoracao
Êxodo 24.2 §
Nota de John Wesley
Só Moisés se chegará — sendo nisso figura de Cristo, que, como sumo sacerdote, entrou sozinho no lugar santíssimo. Nos versículos seguintes temos a aliança solene feita entre Deus e Israel, e a troca das ratificações — figurando a aliança da graça entre Deus e os crentes por Cristo.
Êxodo 24.3 §
Nota de John Wesley
Moisés referiu ao povo todas as palavras do SENHOR — pôs diante deles todos os preceitos dos capítulos anteriores, e lhes propôs: estariam dispostos a submeter-se a estas leis, ou não? E todo o povo respondeu: Tudo o que o SENHOR falou faremos — antes haviam consentido em geral em estar sob o governo de Deus; aqui consentem em particular nestas leis agora dadas.
Temas: obedienciaalianca
Êxodo 24.4-8 §
Nota de John Wesley
E Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR — para que não houvesse engano; como Deus as ditou no monte, onde, é muito provável, Deus lhe ensinou o uso das letras. Moisés as ensinou aos israelitas, dos quais depois passaram à Grécia e a outras nações. Logo que Deus separou para si um povo peculiar, governou-o por palavra escrita — como tem feito desde então, e fará enquanto o mundo durar. Doze colunas, segundo o número das tribos — representavam o povo, a outra parte da aliança; e podemos supor que foram erguidas defronte do altar, e que Moisés, como mediador, ia e vinha entre eles. Provavelmente cada tribo levantou e conhecia a sua coluna, e os seus anciãos junto dela. Então mandou oferecer sacrifícios sobre o altar. O sangue do sacrifício que o povo ofereceu foi (em parte) aspergido sobre o altar (v. 6) — o que significava o povo dedicando-se a Deus e à sua honra: no sangue dos sacrifícios, todos os israelitas eram apresentados a Deus como sacrifícios vivos (Rm 12.1). E o sangue do sacrifício que Deus aceitara foi (no restante) aspergido sobre o próprio povo, ou sobre as colunas que o representavam (v. 8) — o que significava Deus conferindo-lhes o seu favor e todos os frutos desse favor, dando-lhes todos os dons que podiam desejar de um Deus reconciliado com eles e em aliança com eles. Esta parte da cerimônia foi assim explicada: Eis o sangue da aliança — vede como Deus vos sela que será o vosso Deus, e vós selais que lhe sereis povo: as suas promessas a vós, e as vossas a ele, são sim e amém. Assim o nosso Senhor Jesus, o Mediador da nova aliança (de quem Moisés era figura), tendo-se oferecido a si mesmo em sacrifício na cruz, para que o seu sangue fosse de fato o sangue da aliança, aspergiu-o sobre o altar na sua intercessão (Hb 9.12), e o asperge sobre a sua igreja pela sua palavra e ordenanças, e pelas influências e operações do Espírito da promessa, pelo qual somos selados.
Êxodo 24.10 §
Nota de John Wesley
E viram o Deus de Israel — isto é, tiveram algum vislumbre da sua glória, em luz e fogo, embora não vissem semelhança alguma. Viram o lugar onde estava o Deus de Israel (assim a Septuaginta) — algo que se aproximava de uma semelhança, mas não o era; fosse o que fosse que viram, era certamente algo de que não se podia fazer imagem nem pintura, e contudo bastante para os certificar de que Deus estava com eles em verdade. Nada se descreve senão o que estava debaixo dos seus pés — pois todas as nossas concepções de Deus ficam abaixo dele. Nem sequer os pés de Deus viram; mas, na base daquele resplendor (qual nunca antes nem depois viram, e como seu estrado ou pedestal), viram um pavimento riquíssimo e esplêndido, como de safiras, azul, cor de céu. Os próprios céus são o pavimento do palácio de Deus, e o seu trono está acima do firmamento.
Êxodo 24.11 §
Nota de John Wesley
Não estendeu a mão sobre os nobres — ou anciãos — de Israel: embora fossem homens, o esplendor da sua glória não os esmagou, mas foi de tal modo moderado, e eles de tal modo fortalecidos (Dn 10.19), que puderam suportá-lo. Mais: embora fossem homens pecadores, expostos à justiça de Deus, ele não pôs sobre eles a mão vingadora, como temiam. Quando consideramos que fogo consumidor é Deus, e que palha somos nós diante dele, teremos razão de dizer, em todas as nossas aproximações: é pelas misericórdias do SENHOR que não somos consumidos. Viram a Deus, e comeram e beberam — não só tiveram a vida preservada, mas o vigor, a coragem e o conforto; a visão não lançou sombra sobre a sua alegria, antes a aumentou. Banquetearam-se do sacrifício diante de Deus, em sinal do seu alegre consentimento na aliança, da sua grata aceitação dos benefícios dela e da sua comunhão com Deus em virtude daquela aliança.
Êxodo 24.12 §
Nota de John Wesley
Sobe a mim, ao monte, e fica lá — espera permanecer ali por algum tempo.
Êxodo 24.13 §
Nota de John Wesley
Josué era o seu auxiliar ou servidor, e ser-lhe-ia satisfação tê-lo por companheiro durante os seis dias que esperou no monte antes que Deus o chamasse. Josué devia ser o seu sucessor; por isso foi assim honrado diante do povo, e assim preparado, sendo formado na comunhão com Deus. Josué era figura de Cristo; e (como bem observa o douto bispo Pearson) Moisés o leva consigo ao monte porque, sem Jesus — em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento —, não há como perscrutar os segredos do céu, nem aproximar-se da presença de Deus.
Temas: cristo
Êxodo 24.16-17 §
Nota de John Wesley
Uma nuvem cobriu o monte por seis dias — sinal visível da presença especial de Deus ali; pois ele de tal modo se nos mostra que ao mesmo tempo se nos oculta: dá-nos a conhecer o bastante para nos certificar do seu poder e graça, mas nos dá a entender que não podemos compreendê-lo até a perfeição. Durante aqueles seis dias Moisés ficou esperando sobre o monte um chamado à câmara da presença. E ao sétimo dia — provavelmente o sábado — chamou a Moisés. Então a nuvem espessa se abriu à vista de todo o Israel, e a glória do SENHOR irrompeu como fogo devorador.
Êxodo 24.18 §
Nota de John Wesley
E Moisés entrou pelo meio da nuvem — foi presença de espírito extraordinária, de que a graça de Deus o proveu; de outro modo não ousaria aventurar-se na nuvem, especialmente quando ela irrompia em fogo devorador. E esteve Moisés no monte quarenta dias e quarenta noites — parece que os seis dias não faziam parte dos quarenta: durante aqueles seis dias Josué esteve com Moisés, comendo do maná e bebendo do ribeiro mencionado em Deuteronômio 9.21, e, enquanto estiveram juntos, é provável que Moisés comesse e bebesse com ele; mas, chamado ao meio da nuvem, deixou Josué fora — que continuou a comer e beber diariamente, esperando a volta de Moisés —, e dali em diante Moisés jejuou.