Êxodo 25.1-2 §
Nota de John Wesley
Sem dúvida, quando Moisés entrou no meio da nuvem e ali permaneceu tanto tempo, viu e ouviu coisas gloriosas — mas eram coisas que não era lícito nem possível exprimir; por isso, nos registros que guardou do que ali se passou, nada diz para satisfazer a curiosidade, mas escreve apenas o que devia falar aos filhos de Israel. Provavelmente nunca houve casa ou templo edificado para usos sagrados antes deste tabernáculo erigido por Moisés. Nele Deus mantinha a sua corte, como rei de Israel; e destinava-se a ser sinal da sua presença, para que, tendo-o no meio de si, nunca mais perguntassem: Está o SENHOR no meio de nós, ou não? E porque no deserto moravam em tendas, até este palácio real foi ordenado como tenda, para se mover com eles. E estes lugares santos feitos por mãos eram figuras dos verdadeiros (Hb 9.24): a igreja do evangelho é o verdadeiro tabernáculo, que o Senhor armou, e não o homem (Hb 8.2); o corpo de Cristo, em que e pelo qual fez a expiação, era o maior e mais perfeito tabernáculo (Hb 9.11); o Verbo se fez carne e habitou entre nós — como em um tabernáculo. Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta (v. 2) — esta oferta devia ser dada voluntariamente, e de coração. Não se lhes prescreveu o que nem quanto dar: deixou-se à sua generosidade, para que mostrassem a sua boa vontade para com a casa de Deus e os seus ofícios.
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