Êxodo 5.1-3 §
Nota de John Wesley
Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo — ao tratar com os anciãos de Israel, Moisés é instruído a chamar Deus o Deus de seus pais; mas, ao tratar com Faraó, chamam-no o Deus de Israel — e é a primeira vez que o achamos assim chamado na Escritura. Ele é chamado Deus de Israel, a pessoa (Gn 33.20); aqui, porém, é Israel o povo: mal começam a formar-se em povo, e Deus já é chamado o seu Deus. Deixa ir o meu povo — eram povo de Deus, e por isso Faraó não devia retê-los em servidão; e Deus esperava deles cultos e sacrifícios, e por isso deviam ter licença de ir aonde pudessem exercer livremente a sua religião, sem dar ofensa aos egípcios nem recebê-la deles. Quem é o SENHOR, para que eu lhe ouça a voz? (v. 2) — intimado a render-se, ele hasteia assim a bandeira do desafio. Quem é Javé? Nem o conheço nem me importa; nem o estimo nem o temo. É nome estranho, de que nunca ouvira falar; mas resolve que não será espantalho para ele. Israel era então povo desprezado e oprimido, e pela figura que o povo fazia ele avalia o seu Deus: conclui que não fazia entre os deuses melhor figura do que o seu povo entre as nações. Rogamos-te que nos deixes ir caminho de três dias ao deserto (v. 3) — e para bom fim, irrepreensível: sacrificaremos ao SENHOR, nosso Deus — como os outros povos aos seus; para que ele não venha sobre nós — com um juízo ou outro, se de todo abandonarmos o seu culto — e então Faraó perderia os seus vassalos.
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