O SENHOR, teu Deus, a trouxe até mim — é este Jacó? Certamente isto foi escrito não para nossa imitação, mas para nossa admoestação: aquele que pensa estar em pé, veja que não caia. Vejamos agora como Isaque deu a Jacó a bênção. Beijou-o, em sinal de particular afeto — os que são abençoados de Deus são beijados com os beijos da sua boca, e por amor e lealdade beijam o Filho (Sl 2.12). Louvou-o: por ocasião do suave cheiro das suas vestes, disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro de um campo que o SENHOR abençoou — como o das flores e especiarias mais fragrantes. Três coisas são aqui abençoadas em Jacó: fartura (v. 28) — céu e terra concorrendo para o enriquecer; poder (v. 29) — em particular domínio sobre os seus irmãos, isto é, Esaú e a sua posteridade; e prevalência com Deus, grande valimento no céu — maldito seja quem te amaldiçoar: seja Deus amigo de todos os teus amigos e inimigo de todos os teus inimigos. Ora, certamente há nesta bênção mais do que aparece à primeira vista: ela devia equivaler à vinculação da promessa do Messias — no dialeto patriarcal, 'a bênção' —, e algo de espiritual sem dúvida se inclui nela. Primeiro, que dele viria o Messias, que teria domínio soberano na terra: de Jacó sairá o dominador, a estrela e o cetro (Nm 24.17, 19); o domínio de Jacó sobre Esaú seria apenas figura disso (Gn 49.10). Segundo, que dele viria a igreja, particularmente reconhecida e favorecida pelo céu — era parte da bênção de Abraão quando foi chamado para ser o pai dos fiéis (Gn 12.3): abençoarei os que te abençoarem; por isso, quando Isaque depois confirmou a bênção a Jacó, chamou-a a bênção de Abraão (Gn 28.4).