Gênesis 28.1-2 §
Nota de John Wesley
Isaque o abençoou e lhe ordenou — quem tem a bênção deve guardar a ordem que a acompanha, e não pensar em separar o que Deus uniu.
Temas: obediencia
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Introdução ao capítulo
Temos aqui: a despedida de Jacó dos pais, rumo a Padã-Arã — a ordem do pai (v. 1-2), a bênção com que o despediu (v. 3-4), a sua obediência (v. 5-10) e a influência disso sobre Esaú (v. 6); e o encontro de Jacó com Deus no caminho — a visão da escada (v. 11-12), a graciosa promessa de Deus (v. 13-15), a impressão que isso lhe causou (v. 16-19) e o voto que fez a Deus (v. 20-22).
Gênesis 28.1-2 §
Nota de John Wesley
Isaque o abençoou e lhe ordenou — quem tem a bênção deve guardar a ordem que a acompanha, e não pensar em separar o que Deus uniu.
Temas: obediencia
Gênesis 28.3-4 §
Nota de John Wesley
Duas grandes promessas abençoaram Abraão, e Isaque aqui as vincula ambas a Jacó. A promessa de herdeiros: Deus te faça fecundo e te multiplique — dos seus lombos desceria de Abraão aquele povo numeroso como as estrelas do céu, e desceria aquela pessoa em quem todas as famílias da terra seriam benditas. E a promessa de uma herança para esses herdeiros (v. 4): para que herdes a terra das tuas peregrinações (assim o hebraico) — Canaã ficava com isso vinculada à descendência de Jacó, com exclusão da de Esaú. Isaque enviava agora Jacó a uma terra distante, para ali se demorar; e, para que isso não parecesse deserdá-lo, confirma-lhe aqui a posse. Esta promessa olha tão alto quanto o céu, de que Canaã era figura: aquela pátria melhor que Jacó, com os demais patriarcas, tinha em vista quando se confessava estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.16).
Temas: promessaperegrinacao
Gênesis 28.5-10 §
Nota de John Wesley
Rebeca é chamada aqui mãe de Jacó e de Esaú — Jacó é nomeado primeiro, não só porque sempre foi o predileto da mãe, mas porque agora fora feito herdeiro do pai, ficando Esaú preterido.
Gênesis 28.6 §
Nota de John Wesley
Esta passagem entra no meio da história de Jacó para mostrar a influência do bom exemplo. Esaú começa agora a achar que Jacó é o melhor dos dois, e não desdenha tomá-lo por modelo neste ponto particular de se casar com uma filha de Abraão.
Temas: santidade
Gênesis 28.11-13 §
Nota de John Wesley
As pedras por travesseiro, e o céu por cortinado! E, contudo, o conforto da bênção divina e a confiança na proteção divina o tranquilizavam, mesmo deitado assim ao relento: certo de que o seu Deus o fazia repousar em segurança, podia deitar-se e dormir sobre uma pedra. E eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava o céu; os anjos subiam e desciam por ela, e o SENHOR estava por cima dela (v. 12). Isto podia representar, primeiro, a providência de Deus, pela qual se mantém correspondência constante entre o céu e a terra: os conselhos do céu são executados na terra, e os assuntos desta terra são todos conhecidos no céu. A providência faz a sua obra gradualmente, por degraus; os anjos são empregados como espíritos ministradores para servir a todos os desígnios da providência, e a sabedoria de Deus está no alto da escada, dirigindo todos os movimentos das causas segundas para a sua glória. Os anjos são espíritos ativos, subindo e descendo continuamente; não descansam nem de dia nem de noite: sobem para prestar contas do que fizeram e receber ordens, e descem para executar as ordens recebidas. Esta visão trouxe conforto oportuno a Jacó, mostrando-lhe que tinha bom guia e boa guarda: embora fosse errar longe da casa do pai, era objeto do cuidado da Providência e do encargo dos santos anjos. E, segundo, a mediação de Cristo. Ele é esta escada: o pé na terra, na sua natureza humana; o topo no céu, na sua natureza divina — ou o pé, a sua humilhação, e o topo, a sua exaltação. Todo o comércio entre o céu e a terra, desde a queda, é por esta escada: Cristo é o caminho; todos os favores de Deus nos chegam, e todos os nossos serviços chegam a ele, por Cristo. Se Deus habita conosco, e nós com ele, é por Cristo; não temos outro caminho para o céu senão esta escada. E os bons ofícios que os anjos nos fazem devem-se todos a Cristo, que reconciliou as coisas na terra e as coisas no céu (Cl 1.20).
Temas: cristoprovidencia
Gênesis 28.14-22 §
Nota de John Wesley
Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra — Cristo é a grande bênção do mundo: todos os que são abençoados, de qualquer família que sejam, são abençoados nele; e ninguém, de família alguma, fica excluído da bem-aventurança nele — senão os que se excluem a si mesmos. Eis que eu estou contigo (v. 15) — onde quer que estejamos, estamos seguros, se temos conosco a presença favorável de Deus. Jacó não sabia, mas Deus previa as durezas que ele encontraria no serviço do tio; por isso promete guardá-lo em todos os lugares. Deus sabe dar ao seu povo graças e consolos ajustados tanto aos acontecimentos que hão de vir quanto aos presentes. Ia agora como exilado para um lugar distante, mas Deus lhe promete trazê-lo de volta a esta terra; parecia abandonado de todos os amigos, mas Deus lhe dá esta garantia: não te deixarei. Na verdade o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia (v. 16) — as manifestações de Deus ao seu povo trazem consigo a sua própria evidência. Deus pode dar demonstrações inegáveis da sua presença — que satisfazem plenamente a alma dos fiéis de que Deus está com eles de verdade; satisfação incomunicável a outros, mas convincente para eles mesmos. Às vezes encontramos Deus onde menos pensávamos encontrá-lo. E teve medo (v. 17) — longe estava de ensoberbecer-se. Quanto mais vemos de Deus, mais causa vemos para santo tremor e rubor diante dele. Aqueles a quem Deus se digna manifestar-se são postos e mantidos bem pequenos aos próprios olhos, e acham motivo para temer até o SENHOR e a sua bondade (Os 3.5). E disse: Quão terrível é este lugar! — isto é: a aparição de Deus neste lugar deve ser lembrada com santo temor e reverência. Não que pensasse que o lugar em si estivesse mais perto das visões divinas do que outros; mas o que ali viu era como que a casa de Deus, a residência da Majestade divina, e a porta dos céus — o ponto de encontro dos habitantes do mundo superior, como as assembleias de uma cidade se faziam às suas portas; ou: os anjos, subindo e descendo, eram como viajantes que passam e repassam pelas portas de uma cidade. E erigiu a pedra por coluna (v. 18) — para marcar o lugar, se voltasse, e erguer memorial duradouro do favor de Deus; e, como não tinha agora meios de edificar ali um altar, como Abraão fazia nos lugares em que Deus lhe aparecia (Gn 12.7), derramou azeite sobre o topo da pedra — provavelmente a cerimônia então usada na dedicação dos altares —, como penhor de que edificaria um altar quando tivesse condições, como depois fez, em gratidão a Deus (Gn 35.7). As concessões de misericórdia pedem de nós retornos de dever, e a doce comunhão que temos com Deus deve ser lembrada para sempre. Chamava-se Luz — amendoeira —, mas ele quer que daí em diante se chame Betel — casa de Deus (v. 19): esta graciosa aparição de Deus tornou o lugar mais notável do que todas as amendoeiras que ali floresciam. E fez Jacó um voto (v. 20) — pelos votos religiosos damos glória a Deus, reconhecemos a nossa dependência dele e pomos um laço sobre a nossa própria alma, para empenhar e avivar a nossa obediência. Jacó estava em temor e angústia; e em tempos de tribulação é oportuno fazer votos, como também quando buscamos alguma misericórdia especial (Sl 66.13-14; 1Sm 1.11; Nm 21.1-3). Jacó acabara de receber uma visita graciosa do céu: Deus renovara com ele a sua aliança — e a aliança é mútua: quando Deus nos ratifica as suas promessas, é próprio que repitamos as nossas. Se Deus for comigo e me guardar — nada mais precisamos desejar, para estarmos tranquilos e felizes onde quer que estejamos, do que ter conosco a presença de Deus e estar sob a sua proteção. É bom, numa viagem, ter guia no caminho desconhecido, guarda no caminho perigoso, boa condução, boa provisão e boa companhia — e quem tem Deus consigo tem tudo isso da melhor maneira. Então o SENHOR será o meu Deus — 'então me alegrarei nele como meu Deus, e mais fortemente me empenharei em permanecer com ele'. E esta coluna será a casa de Deus — isto é, um altar será erguido aqui em honra de Deus. E de tudo o que me deres, certamente te darei o dízimo — para ser gasto ou no altar de Deus, ou com os seus pobres — ambos os seus recebedores no mundo. O dízimo é proporção muito adequada para ser consagrada a Deus e empregada para ele; embora, variando as circunstâncias, possa ser mais ou menos, conforme Deus nos prosperar.