Gênesis 33.3-7 §
Nota de John Wesley
E inclinou-se — embora temesse Esaú como inimigo, prestou-lhe reverência como irmão mais velho. E Esaú correu-lhe ao encontro (v. 4) — não em fúria, mas em amor. Abraçou-o, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou — Deus tem nas mãos o coração de todos os homens, e pode voltá-los quando e como lhe apraz: pode, de repente, converter inimigos em amigos, como fez com dois Sauls — um pela graça que refreia (1Sm 26.21, 25), outro pela graça que renova (At 9.21). E choraram — Jacó chorou de alegria por ser recebido com tanta bondade; Esaú, talvez, de pesar e vergonha, ao pensar no mau desígnio que concebera contra o irmão. Onze ou doze pequenos seguiam Jacó, o mais velho com menos de catorze anos: Quem são estes?, diz Esaú (v. 5). Jacó lhe mandara notícia do aumento dos seus bens, mas não mencionara os filhos — talvez para não os expor à sua ira, caso o encontrasse como inimigo. A isso Jacó dá resposta séria: são os filhos que Deus, na sua graça, deu ao teu servo. Fala dos filhos como dons de Deus — herança do SENHOR — e como dons escolhidos: deu-mos graciosamente. Embora fossem muitos, e o sustento apertado, ele os conta como grandes bênçãos.