E entrou Noé com os seus filhos, a sua mulher e as mulheres dos seus filhos — e os animais entraram prontamente com ele. A mesma mão que no princípio os trouxera a Adão, para que lhes desse nome, agora os trazia a Noé, para que fossem preservados. No ano seiscentos da vida de Noé — 1.656 anos desde a criação —, no segundo mês, aos dezessete dias do mês (v. 11) — o que se calcula ser por volta do início de novembro, de modo que Noé acabara de ter uma colheita com que abastecer a arca. Naquele mesmo dia romperam-se as fontes do grande abismo — não foi preciso criar novas águas: Deus guarda o abismo em depósitos (Sl 33.7), e agora abriu esses depósitos. Na criação, Deus pusera trancas e portas às águas do mar, para que não voltassem a cobrir a terra (Sl 104.9; Jó 38.9-11); agora apenas removeu esses antigos diques, e as águas do mar voltaram a cobrir a terra, como no princípio (Gn 1.9). E as janelas dos céus se abriram — e as águas que estavam acima do firmamento despejaram-se sobre o mundo: os tesouros que Deus reservou para o tempo da angústia, para o dia da batalha e da guerra (Jó 38.22-23). A chuva, que de ordinário desce em gotas, desceu então em torrentes. Lemos em Jó 26.8 que Deus prende as águas nas suas densas nuvens, e a nuvem não se rasga debaixo delas; agora, porém, o laço se soltou, a nuvem se rasgou, e desceram chuvas como nunca se viram, nem antes nem depois. E choveu sem intervalo nem trégua quarenta dias e quarenta noites (v. 12) — e sobre toda a terra ao mesmo tempo.