Jó 31.1 §
Nota de John Wesley
Fiz — tão longe estive de qualquer maldade grosseira, que me abstive das menores ocasiões e aparências do mal.
Nota do editor
'Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, olharia eu cobiçosamente para uma virgem?' (Jó 31.1) — séculos antes do Sinai, um homem do Oriente já sabia que a pureza se decide na porta dos olhos, não na consumação (Mt 5.28, onde Jesus confirma: o adultério começa no olhar). Note-se a tecnologia espiritual: uma ALIANÇA — decisão prévia, solene, feita na calma, para valer na hora da surpresa; quem negocia com a tentação no momento dela já perdeu (Pv 4.25; 6.25; Sl 101.3 — 'não porei coisa vil diante dos meus olhos'). E o cap. 31 inteiro é este exame: Jó percorre olhos, mãos, coração, cama, balança, servos, pobres, ouro, astros e inimigos — a mais completa auditoria ética do AT, toda regida pela cláusula do v. 4: 'não vê ele os meus caminhos e conta todos os meus passos?'. A santidade wesleyana tem aqui o seu esqueleto: não a perfeição sem falta, mas a intenção pura vigiando cada fronteira do corpo e da alma diante do Deus que vê (1Ts 4.3-5; Hb 4.13).