Eis que — Deus é onipotente: pode, pois, ou punir-te muito pior, ou livrar-te, se te arrependeres. É também infinitamente sábio; e, como ninguém opera como ele, ninguém ensina como ele. Não presumas, pois, ensinar-lhe como governar o mundo. Ninguém ensina com tal autoridade e evidência convincente, com tal condescendência e compaixão, com tal poder e eficácia como Deus: ensina pela Bíblia, que é o melhor livro; e pelo seu Filho, que é o melhor mestre.
Nota do editor
'Quem é mestre como ele?' (Jó 36.22) — e Wesley responde com a sua dupla inesquecível: Deus 'ensina pela Bíblia, que é o melhor livro; e pelo seu Filho, que é o melhor mestre'. A pergunta de Eliú desarma a pretensão que corre por todo o debate de Jó: quatro sábios ensinando a Deus como administrar o mundo. A pedagogia divina tem métodos que nenhuma escola humana combina: autoridade sem tirania ('ensinava como quem tem autoridade', Mt 7.29), condescendência sem rebaixamento da verdade (Jo 16.12 — 'tenho ainda muito que vos dizer, mas não o podeis suportar agora'), e eficácia interior — porque este Mestre escreve a lição no coração do aluno (Jr 31.33-34; Jo 6.45 — 'serão todos ensinados por Deus'). O bom aluno de tal Mestre tem uma postura só: 'fala, SENHOR, porque o teu servo ouve' (1Sm 3.10; Sl 25.8-9 — 'ele ensina o seu caminho aos humildes'). Jó a aprenderá em breve, do redemoinho — e a sua melhor resposta será a matrícula: 'eu falava do que não entendia... agora os meus olhos te veem' (Jó 42.3,5).