Os homens — isto é, os príncipes. Das suas provisões — para examinar a verdade do que diziam. A boca do SENHOR — como deviam ter feito em todas as ocasiões de tal peso. São, pois, acusados de precipitação e negligência do dever. Pois, embora seja provável que, consultado, Deus teria consentido em poupar os gibeonitas, isso devia fazer-se com mais cautela, e com a obrigação de abraçarem a verdadeira religião. Em todo negócio de importância devemos parar para levar Deus conosco, e consultá-lo pela palavra e pela oração. Muitas vezes os nossos negócios fracassam porque não pedimos conselho à boca do SENHOR. Se o reconhecêssemos em todos os nossos caminhos, eles seriam mais seguros, fáceis e prósperos.
Nota do editor
O erro de Gilgal não foi a misericórdia — foi a autossuficiência: 'não pediram conselho ao SENHOR' (Js 9.14). A decisão parecia óbvia, as evidências estavam à vista (pão seco, odres rotos) — e exatamente por isso ninguém orou. As decisões que mais precisam de oração são as que parecem dispensá-la (Pv 3.5-6).