Naquele ano — ou, naquele ano completaram dezoito anos de vexação e opressão dos filhos de Israel: era o décimo oitavo ano desde o começo daquela opressão. E estes dezoito anos não se devem contar da morte de Jair, porque isso alargaria o tempo dos juízes além dos justos limites, mas do quarto ano do governo de Jair — de modo que a maior parte do seu governo foi contemporânea desta aflição. O caso de Jair e o de Sansão parecem semelhantes: como de Sansão se diz que julgou Israel nos dias da tirania dos filisteus, vinte anos (Jz 15.20) — donde é evidente que a sua judicatura e o domínio deles foram contemporâneos —, o mesmo se deve conceber de Jair: começou a julgar Israel e procurou reformar a religião e purgar os abusos; mas, não o podendo efetuar pela relutância do povo, Deus não o habilitou a libertá-lo, entregando-o a esta triste opressão — de modo que Jair só podia decidir as diferenças entre os israelitas, sem poder livrá-los dos inimigos.