Levítico 3.1-5 §
Nota de John Wesley
Oferta pacífica — oferta pela paz e prosperidade e pela bênção de Deus: ou já obtida — e então era oferta de gratidão; ou desejada — e então era uma espécie de súplica a Deus. Fêmea — permitida aqui, embora não nos holocaustos, porque estes respeitavam principalmente a honra de Deus, que deve ser servido com o melhor; as ofertas pacíficas, porém, respeitavam primariamente o proveito do ofertante, e por isso a escolha ficava com ele. Os holocaustos olhavam a Deus como, em si mesmo, o melhor dos seres — por isso eram todos queimados; as ofertas pacíficas olhavam a Deus como benfeitor das suas criaturas — por isso se dividiam entre o altar, o sacerdote e o ofertante. À porta da tenda (v. 2) — não ao lado norte do altar, onde se imolava o holocausto, como também a oferta pelo pecado e a pela culpa, mas na própria entrada do átrio onde estava o altar de bronze — lugar não tão santo como o outro, como se vê por ser mais remoto do Santo dos Santos e por ali se lançarem as cinzas dos sacrifícios. A razão da diferença não é obscura: parte deste sacrifício devia ser movida pelas mãos do ofertante (Lv 7.30), que não podia entrar no átrio interior; e esta oferta não era tão santa como as outras, que só o sacerdote comia, enquanto destas o próprio ofertante comia parte. Sobre o holocausto (v. 5) — ou sobre os seus restos ainda acesos; ou antes, depois dele: pois o holocausto diário devia ser oferecido primeiro — por respeitar mais eminentemente a honra de Deus; por ser o sacrifício mais solene e fixo, que devia preceder todas as oblações ocasionais; e por ser sacrifício de natureza mais alta, sendo para expiação — sem a qual nenhuma paz se podia obter, nem oferta pacífica ser aceita.