Salmos 115.8 §
Nota de John Wesley
Tornem-se semelhantes a eles — tão vazios de todo senso ou razão como as suas imagens.
Nota do editor
'NÃO A NÓS, SENHOR, não a nós, mas AO TEU NOME dá glória' (Sl 115.1) — a abertura que crucifica de saída toda religião de autopromoção; e a sátira dos ídolos que segue (v. 4-8) fecha com a lei espiritual mais séria do salmo: 'TORNEM-SE SEMELHANTES A ELES os que os fazem e todos os que neles confiam' (v. 8). Nós nos tornamos o que adoramos — quem cultua o mudo emudece para Deus, quem serve ao cego perde a vista espiritual, quem confia no morto definha (Jr 2.5 — 'foram após a nulidade e se tornaram nulos'; 2Rs 17.15; Rm 1.21-23). A idolatria não é apenas erro teológico: é programa de deformação — a imagem molda o adorador à sua imagem. E o inverso é o evangelho da santificação: contemplando a glória do Senhor, 'somos transformados de glória em glória NA SUA PRÓPRIA IMAGEM' (2Co 3.18; 1Jo 3.2) — diga-me o que os seus olhos fitam diariamente e eu direi o que você está virando. Contra os ídolos fabricados, o salmo opõe o tríplice refrão: 'confia no SENHOR; ele é o seu AMPARO e o seu ESCUDO' (v. 9-11) — e a lembrança de que o Deus vivo faz o que os ídolos fingem: 'o nosso Deus está nos céus e TUDO FAZ como lhe agrada' (v. 3). Os vivos que o louvam (v. 17-18) provam que já não se parecem com as estátuas.