Salmos 121.1 §
Nota de John Wesley
Montes — para Sião e Moriá, chamados os montes santos.
Nota do editor
O salmo do viajante — seis vezes a raiz GUARDAR em oito versos — abre com o olhar que sobe: 'elevo os olhos para os montes: DE ONDE ME VIRÁ O SOCORRO? O meu socorro vem do SENHOR, QUE FEZ O CÉU E A TERRA' (v. 1-2). A pergunta e a resposta ensinam a olhar: os montes (sejam os santos de Sião, como lê Wesley, sejam os perigosos da estrada) não são a fonte — apontam para cima dela; o socorro não vem da paisagem, vem do Paisagista (Jr 3.23 — 'em vão se espera dos montes'). E as credenciais do Guarda são desmontadas uma a uma para o medo do caminheiro: NÃO DORME — 'não dormita, nem dorme o guarda de Israel' (v. 3-4: toda vigília humana tem turno; a dele não tem revezamento, 1Rs 18.27 ironiza os deuses que cochilam); NÃO SAI DO LADO — 'o SENHOR é a tua sombra à tua direita' (v. 5: a sombra acompanha cada passo); COBRE OS DOIS TURNOS — 'o sol não te molestará de dia, nem a lua, de noite' (v. 6); e a apólice final, a mais ampla da Escritura: 'o SENHOR te guardará de todo mal; guardará A TUA ALMA... a tua SAÍDA e a tua ENTRADA, desde agora e PARA SEMPRE' (v. 7-8) — o essencial (a alma) garantido mesmo quando o acidental sofre; cada partida e chegada, da viagem a Jerusalém à última viagem, sob a mesma escolta (Jo 10.28-29; 2Tm 4.18).