Salmos 136.2 §
Nota de John Wesley
O Deus dos deuses — infinitamente superior a todos os que se chamam deuses: anjos, príncipes ou ídolos.
Nota do editor
O Grande Hallel — cantado responsivamente, o levita proclamando a obra, o povo respondendo vinte e seis vezes 'PORQUE A SUA MISERICÓRDIA DURA PARA SEMPRE' — é uma aula de teologia pela repetição: cada fato da criação e da história recebe a mesma explicação. Por que os céus, o sol, a lua? Misericórdia. Por que o êxodo, o mar aberto, os reis vencidos, a terra herdada? Misericórdia. Por que 'se lembrou de nós em nossa humilhação' e 'dá alimento A TODA CARNE' (v. 23-25 — até a criação animal na conta)? A mesma resposta. O refrão é a tese: debaixo de tudo o que existe e acontece corre um único rio — chesed, a misericórdia leal de aliança — e a liturgia repete até o coração aprender o que a mente esquece: NÃO HÁ EXPLICAÇÃO MAIS FUNDA (Lm 3.22-23; Sl 103.17). Wesley nota no Sl 3.4 do salmo anterior que este canto acompanhou vitórias: Josafá o pôs à frente do exército e a emboscada inimiga se desfez ao som do refrão (2Cr 20.21-22); os levitas o cantaram na dedicação do templo quando a glória desceu (2Cr 7.3,6). O crente que decorar uma linha só da Escritura, decore esta: serve de resposta para a biografia inteira — e a cruz é a sua prova máxima: ali a misericórdia durou até onde nenhuma outra iria (Rm 5.8; Ef 2.4-7 — 'para mostrar NOS SÉCULOS VINDOUROS a suprema riqueza da sua graça').