Salmos 63.1 §
Nota de John Wesley
De madrugada — em hebraico: pela manhã; o que implica fazê-lo com diligência e presteza. Tem sede — do gozo de ti na tua casa e ordenanças. Carne — o desejo da minha alma é tão veemente, que o meu próprio corpo sente os seus efeitos. Sem água — numa terra onde me faltam as águas refrigerantes do santuário.
Nota do editor
Composto no deserto de Judá — fugitivo, sem templo, racionando água — o salmo faz a descoberta que define a maturidade espiritual: a sede física vira parábola da verdadeira ('a minha alma tem sede de ti; o meu corpo te almeja, como terra árida', v. 1), e a avaliação mais alta já feita da benignidade divina: 'a tua graça é MELHOR DO QUE A VIDA' (v. 3). Melhor que a vida — o crente encontrou algo que supera o próprio bem que todos os outros bens pressupõem; por isso os mártires puderam pagar a vida sem ficar no prejuízo (At 20.24; Fp 1.21-23). Note-se a sequência dos apetites satisfeitos: 'como de banha e de gordura farta-se a minha alma' (v. 5 — o melhor do banquete) quando... medita 'no meu leito' e nas 'vigílias da noite' (v. 6): a insônia do perseguido convertida em refeitório da comunhão (Sl 42.8; 119.148). E o v. 8 desenha a mecânica da perseverança em duas mãos: 'a minha alma SE APEGA a ti; a tua destra ME AMPARA' — eu me agarro, ele me sustém; a segurança do crente é esse aperto de mãos onde a mais forte é a dele (Jo 10.28-29; Fp 3.12 — 'prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado').