Salmos 82.1 §
Nota de John Wesley
Está presente — para observar tudo o que ali se diz ou faz. Poderosos — reis ou governantes principais; pela sua congregação entende todas as pessoas, quaisquer que sejam, desta alta e sagrada ordem. Julga — profere sentença sobre eles. Os deuses — juízes e magistrados chamam-se deuses, porque têm a sua comissão de Deus e agem como seus delegados.
Nota do editor
O salmo abre o tribunal mais alto: Deus de pé 'na congregação dos poderosos', julgando os que julgam (v. 1). Os magistrados são chamados 'deuses' e 'filhos do Altíssimo' (v. 6) — não por natureza, mas por delegação: cada vara, toga e mandato é procuração divina (Rm 13.1-4; Jo 19.11); e a pauta da audiência define o cargo, v. 3-4: 'fazei justiça ao fraco e ao órfão; defendei o aflito e o desamparado; livrai-os das mãos dos ímpios' — o poder existe para os que não têm poder; quem o usa só para os iguais já inverteu a procuração (Pv 31.8-9; Jr 22.16). A sentença do v. 7 nivela tudo: 'todavia, COMO HOMENS MORREREIS' — os 'deuses' de comissão têm prazo de validade humano; toda autoridade responderá à Autoridade (Ec 5.8). Jesus citou o v. 6 em Jo 10.34-36 num argumento do menor para o maior: se a Escritura chama deuses aos meros portadores da palavra, que blasfêmia há em o Filho consagrado e enviado dizer-se Deus? E a oração final é a esperança política do crente: 'LEVANTA-TE, ó Deus, julga a terra, pois a ti pertencem todas as nações' (v. 8) — enquanto os tribunais humanos falham, a última instância nunca prescreve (At 17.31).