Salmos 91.1 §
Nota de John Wesley
Aquele — o que faz de Deus a sua habitação e refúgio.
Nota do editor
O salmo do abrigo é todo construído sobre a preposição mais protegida da língua: DEBAIXO — 'o que habita no esconderijo do Altíssimo, à SOMBRA do Onipotente descansará... DEBAIXO das suas asas estarás seguro' (v. 1,4). Note-se o verbo de residência: HABITA — não visita; o segredo do salmo não está disponível para turistas do esconderijo, mas para moradores (Jo 15.4-7). E convém ler o salmo com a lucidez que ele mesmo dá: as promessas não isentam o crente da existência das setas, pestes e leões — supõem-nas voando, rondando e rugindo; a proteção é DENTRO do perigo, não num mundo sem perigo (v. 5-7,13; Jo 17.15). Foi este salmo que o diabo citou no pináculo do templo (v. 11-12; Mt 4.5-7) — cortando exatamente a cláusula 'em todos os teus CAMINHOS': a promessa protege quem anda nos caminhos de Deus, não quem se atira de telhados para testá-lo; Jesus respondeu com a regra hermenêutica: 'não tentarás o Senhor'. O clímax muda de voz (v. 14-16): o próprio Deus assume o microfone e dá as razões da guarda — 'porque a mim se APEGOU COM AMOR... porque CONHECE o meu nome' — e as sete promessas em primeira pessoa, culminando na melhor: 'ESTAREI COM ELE na angústia' (v. 15) — não a angústia abolida, mas acompanhada (Is 43.2; Dn 3.25).