Ensinar as crianças a amar e seguir Jesus desde cedo
Jesus tinha um lugar especial para as crianças. Quando os discípulos tentaram afastá-las, ele se indignou, abraçou-as e as abençoou (Mc 10.13-16).
A infância é o solo mais fértil para a semente do Evangelho: o que se aprende cedo marca a vida inteira. O Ministério Infantil existe para que cada criança conheça, ame e siga Jesus desde os primeiros anos.
“Deixem vir a mim as crianças, e não as impeçam, porque o Reino de Deus é dos que são semelhantes a elas.”Marcos 10.14 (NAA)
Jesus disse que o Reino de Deus pertence às crianças e as colocou como modelo de fé (Mc 10.14-15; Mt 18.1-6). Ensinar uma criança não é um passatempo enquanto os adultos cultuam; é obra de valor eterno. Quem recebe uma criança em nome de Jesus recebe o próprio Jesus (Mt 18.5).
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22.6). A fé se transmite de geração em geração (Dt 6.6-7; 2Tm 1.5; 3.15). O ministério infantil planta na criança o amor a Deus, à Bíblia e ao próximo, de forma alegre e adequada à sua idade.
Cuidar de crianças é uma responsabilidade sagrada. Zelamos por um ambiente seguro, acolhedor e alegre, com pessoas preparadas e de bom testemunho, no qual cada criança se sinta amada e protegida, refletindo o cuidado do Bom Pastor, que toma os cordeiros nos braços (Is 40.11).
A igreja ajuda, mas não substitui os pais, que são os primeiros discipuladores dos filhos (Ef 6.4). Por isso caminhamos junto com as famílias, apoiando o ensino da fé em casa. Uma criança bem discipulada hoje é a promessa de uma igreja viva amanhã.
Seis lições completas e ilustradas, prontas para usar em casa, no culto infantil ou na escola dominical. Toque em cada uma para abrir.
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Antes de tudo começar, só existia Deus. Não havia sol, nem lua, nem estrelas, nem plantas, nem bichos, nem pessoas. Tudo era escuro e vazio. Mas Deus tinha um plano lindo, e começou a criar.
Deus disse: “Haja luz!”, e a luz apareceu. Ele separou o dia da noite. Depois, fez o céu lá em cima e as águas cá embaixo. Numa palavra de Deus, a terra seca surgiu no meio do mar, e Ele cobriu tudo de grama verde, flores coloridas e árvores cheias de frutos.
Deus então colocou no céu o sol para brilhar de dia, a lua e as estrelas para a noite. E continuou criando: encheu os mares de peixes de todos os tamanhos e o céu de passarinhos que cantam e voam.
Depois, Deus fez os animais da terra: o elefante enorme, a formiguinha pequenina, o leão, o coelho, a girafa… cada um do seu jeito. E, por último, Deus fez a coisa mais especial de toda a criação: as pessoas. Ele formou o homem e a mulher, Adão e Eva, e fez algo que não fez com mais nada: criou-os “à sua imagem”, para conhecer e amar a Deus.
Quando terminou, Deus olhou para tudo o que tinha feito e viu que era muito bom. No sétimo dia, Ele descansou. E até hoje, quando olhamos para o céu estrelado, para o mar ou para uma flor, podemos dizer: “Foi Deus quem fez tudo isto!”
O mural da criação. Desenhe ou recorte figuras das coisas que Deus criou e monte um mural, separando por dias: a luz, o céu e o mar, as plantas, o sol e as estrelas, os peixes e as aves, os animais e as pessoas.
Caça ao tesouro da natureza. Dê uma volta lá fora e procure cinco coisas que Deus criou (uma folha, uma pedra, uma flor…). A cada descoberta, digam juntos: “Obrigado, Deus, por isto!”
Versículo para memorizar: “No princípio, Deus criou os céus e a terra.” (Gn 1.1). Dica: cada criança pode abrir bem os braços ao dizer “os céus e a terra”, mostrando como a criação de Deus é grande.
Querido Deus, obrigado por criar um mundo tão lindo. Obrigado pelo sol, pelas estrelas, pelos animais e pelas flores. E obrigado, principalmente, por me criar e por me amar. Ajuda-me a cuidar bem de tudo o que tu fizeste. Em nome de Jesus, amém.
Depois de muito tempo, o mundo que Deus tinha criado tão bonito ficou cheio de violência e maldade. As pessoas se esqueceram de Deus e faziam o mal o tempo todo. A Bíblia diz que isso entristeceu o coração de Deus. Mas, no meio de tudo aquilo, havia um homem diferente: Noé. Ele amava a Deus e andava com Ele todos os dias.
Um dia, Deus falou com Noé e contou o que ia acontecer: viria uma grande enchente, um dilúvio, sobre toda a terra. E deu a Noé uma tarefa enorme: construir uma arca, um barco gigante feito de madeira, com três andares, uma porta na lateral e uma janela em cima. Por dentro e por fora, a arca seria coberta com betume, uma espécie de piche, para que a água não entrasse.
Construir a arca levou muitos e muitos anos. Enquanto Noé trabalhava, algumas pessoas passavam e riam dele: “Um barco tão grande, tão longe do mar? Para quê?” Mas Noé não desistia. Ele confiava em Deus mais do que se importava com as risadas.
Quando a arca ficou pronta, aconteceu algo maravilhoso: os animais começaram a chegar, guiados por Deus, de dois em dois, um casal de cada espécie. Elefantes, girafas, coelhos, passarinhos… todos entraram. Noé guardou também comida para todos. E então o próprio Deus fechou a porta da arca.
Começou a chover. Choveu durante quarenta dias e quarenta noites, sem parar. A água subiu tanto que cobriu até os montes mais altos. Tudo o que ficou de fora se perdeu, mas dentro da arca Noé, a sua família e os animais estavam a salvo, porque Deus os protegia.
Passou muito tempo até a água começar a baixar. Para saber se já havia terra seca, Noé soltou uma pombinha. Na primeira vez, ela voltou sem achar onde pousar. Alguns dias depois, ele a soltou de novo, e ela voltou com uma folhinha verde de oliveira no bico: era o sinal de que a vida estava voltando! Mais tarde, a pomba não voltou mais, porque a terra já estava seca.
Quando finalmente saíram da arca, a primeira coisa que Noé fez foi agradecer a Deus e adorá-Lo. E Deus fez a Noé uma linda promessa: nunca mais mandaria um dilúvio para destruir toda a terra. Como sinal dessa promessa, Ele colocou no céu o arco-íris. Por isso, cada vez que vemos um arco-íris depois da chuva, podemos lembrar: Deus é fiel e cumpre tudo o que promete.
Meu arco-íris de gratidão. Pinte um arco-íris com as sete cores. Em cada faixa, escreva ou desenhe uma coisa pela qual você agradece a Deus.
A arca dos bichinhos. Faça uma arca de papel ou de caixa e coloque nela pares de animais (pode desenhar e recortar). Conte quantos pares você conseguiu reunir.
Versículo para memorizar: “Porei o meu arco nas nuvens, e ele será por sinal da aliança entre mim e a terra.” (Gn 9.13). Dica: façam juntos um gesto para cada parte, por exemplo, desenhar um arco no ar com as mãos ao dizer “arco nas nuvens”.
Querido Deus, obrigado por cuidar de nós como cuidaste de Noé e da sua família. Ajuda-me a confiar em ti e a obedecer com alegria, mesmo quando é difícil ou quando os outros não entendem. Obrigado porque tu sempre cumpres as tuas promessas. Em nome de Jesus, amém.
Davi era o filho mais novo de uma família grande. Ele cuidava das ovelhas do seu pai nos campos. Era um trabalho simples, mas Davi o fazia com amor: protegia as ovelhas, tocava harpa e conversava com Deus. Certa vez, ele já tinha enfrentado um leão e um urso para defender o rebanho, confiando que Deus o ajudaria.
Naquele tempo, o povo de Israel estava em guerra com os filisteus. O exército inimigo tinha um soldado gigante chamado Golias. Ele era enorme e assustador, e todos os dias gritava, zombando de Deus e desafiando os soldados de Israel. Ninguém tinha coragem de enfrentá-lo. Todos estavam com muito medo.
Um dia, o pai de Davi o mandou levar comida aos seus irmãos, que estavam no acampamento do exército. Ao chegar, Davi ouviu Golias zombando de Deus e ficou indignado. Ele não teve medo, porque lembrou de como Deus o havia ajudado com o leão e o urso. Davi disse: “Eu vou enfrentá-lo, e o Senhor me ajudará.”
O rei ofereceu a Davi uma armadura de metal, mas era grande e pesada demais para ele. Então Davi a tirou. Pegou apenas o seu cajado de pastor, a sua funda e cinco pedrinhas lisas do riacho. Golias riu quando viu aquele menino chegar. Mas Davi disse: “Você vem contra mim com espada e lança, mas eu venho em nome do Senhor dos Exércitos.”
Davi colocou uma pedra na funda, girou e a lançou. A pedra acertou o gigante, que caiu no chão. Naquele dia, Deus deu a vitória ao seu povo por meio de um menino corajoso que confiou n’Ele. Davi mostrou a todos que a batalha é do Senhor.
As cinco pedrinhas da confiança. Pegue cinco pedrinhas (ou faça de papel). Em cada uma, escreva ou fale uma situação em que você pode confiar em Deus (na escola, quando estou com medo, para ser gentil…).
Encena a história. Com a família ou a turma, encene a história de Davi. Um faz o pastor corajoso, outro faz o gigante. Lembrem: a força vem de confiar em Deus.
Versículo para memorizar: “O Senhor não vê como o ser humano vê… o Senhor, porém, olha o coração.” (1Sm 16.7). Dica: aponte para os olhos ao dizer “não vê como o ser humano vê” e para o coração ao dizer “olha o coração”.
Deus, obrigado porque tu olhas o meu coração e me amas do jeito que eu sou. Quando eu tiver medo ou enfrentar algo grande, me ajuda a lembrar que tu estás comigo e a ter coragem, como Davi teve. Em nome de Jesus, amém.
Há muito tempo, Deus tinha feito uma promessa: enviaria ao mundo um Salvador. E chegou o momento de cumprir essa promessa. Uma jovem chamada Maria e o seu esposo, José, precisaram viajar até a cidade de Belém para se registrarem, porque o rei tinha mandado.
Quando chegaram, a cidade estava cheia de gente, e não havia lugar para eles ficarem. O único lugar que encontraram foi um estábulo simples, onde ficavam os animais. Foi ali, naquele lugar humilde, que o menino Jesus nasceu. Maria o enrolou em panos e o deitou numa manjedoura, que era o cocho onde os animais comiam.
Naquela mesma noite, uns pastores estavam no campo cuidando das suas ovelhas. De repente, um anjo apareceu e uma luz brilhou ao redor deles. Os pastores ficaram com medo, mas o anjo disse: “Não tenham medo! Trago boas-novas de grande alegria: hoje nasceu o Salvador!” E, de repente, muitos anjos encheram o céu louvando a Deus.
Os pastores ficaram tão felizes que foram correndo até Belém. Encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura, exatamente como o anjo tinha dito. Eles adoraram Jesus e depois saíram contando a todos a grande alegria daquela noite.
Jesus, o Filho de Deus, poderia ter nascido num palácio, mas escolheu vir de um jeito simples, para mostrar que veio para todos: para os pastores, para as crianças, para você e para mim. Ele é o maior presente que Deus já nos deu.
Meu presépio. Monte um presépio de papel, massinha ou brinquedos, com Maria, José, o menino Jesus, os pastores e os animais. Conte a história enquanto monta.
O presente que se dá. Como Jesus é o presente de Deus por amor, faça hoje um “presente” de amor para alguém: um desenho, um abraço ou uma ajuda em casa.
Versículo para memorizar: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lc 2.11). Dica: as crianças podem embalar um bebê imaginário nos braços ao dizer o versículo, lembrando de Jesus na manjedoura.
Querido Deus, obrigado por cumprir a tua promessa e enviar Jesus, o teu maior presente. Obrigado porque Ele veio por amor a mim. Ajuda-me a lembrar, principalmente no Natal, que Jesus é o centro de tudo. Em nome de Jesus, amém.
Um dia, muitas pessoas estavam ao redor de Jesus para ouvi-Lo. Para explicar como Deus nos ama, Jesus contou uma história bem simples, daquelas fáceis de guardar no coração.
“Imaginem um pastor que tinha cem ovelhas”, disse Jesus. “Ele conhecia cada uma pelo nome e cuidava de todas com carinho. Certo dia, uma ovelhinha se afastou do rebanho e se perdeu. Ficou sozinha, longe do caminho, sem saber voltar.”
“O que o pastor fez? Ele deixou as noventa e nove ovelhas em segurança e foi procurar aquela que estava perdida. Procurou por montes e vales, por lugares difíceis, sem desistir, até encontrá-la.”
“Quando finalmente a achou, o pastor não ficou bravo. Pelo contrário: ficou muito feliz! Colocou a ovelhinha nos ombros, com todo o cuidado, e a levou de volta para casa. Depois, chamou os amigos e os vizinhos e disse: ‘Alegrem-se comigo, porque achei a minha ovelha que estava perdida!’”
Então Jesus explicou: assim é o amor de Deus. Há uma grande alegria no céu por cada pessoa que volta para Ele. Jesus é aquele Bom Pastor, e cada um de nós é precioso para Ele. Se você um dia se sentir perdido ou sozinho, lembre-se: Jesus vai atrás de você, porque você é muito importante para Ele.
A ovelhinha de algodão. Faça uma ovelhinha com algodão e papel. Enquanto monta, converse sobre como o pastor cuidou dela com carinho.
Onde está a ovelhinha?. Brinquem de esconde-esconde com um bichinho de pelúcia (a “ovelhinha”). Quando encontrarem, comemorem: “Achamos! Assim Jesus se alegra por nós.”
Versículo para memorizar: “Alegrem-se comigo, porque achei a minha ovelha perdida.” (Lc 15.6). Dica: ao dizer “achei a minha ovelha perdida”, as crianças podem fazer que abraçam algo com alegria.
Jesus, obrigado por seres o meu Bom Pastor. Obrigado porque me amas, cuidas de mim e nunca desistes de mim. Ajuda-me a lembrar que sou importante para ti, e a cuidar dos que se sentem sozinhos. Amém.
Quando Jesus andava pelas cidades ensinando e curando as pessoas, muita gente queria ficar perto d’Ele. Certo dia, algumas famílias tiveram uma ideia linda: levar as suas crianças até Jesus, para que Ele as abençoasse e colocasse as mãos sobre elas.
Mas os discípulos, que eram os ajudantes de Jesus, acharam que Ele estava ocupado demais para dar atenção a crianças. Então começaram a mandar as famílias embora: “Não incomodem o Mestre! Ele tem coisas importantes para fazer.”
Quando Jesus viu aquilo, não gostou nada. Ele chamou as crianças e disse aos discípulos: “Deixem as crianças virem a mim e não as impeçam, porque o Reino de Deus é dos que são como elas.” Para Jesus, as crianças não eram um incômodo: eram muito importantes!
Então Jesus fez uma coisa cheia de carinho: tomou as crianças nos braços, colocou as mãos sobre elas e as abençoou, uma por uma. Que momento lindo! Cada criança sentiu o amor de Jesus bem de pertinho.
Essa história nos mostra algo maravilhoso: Jesus tem tempo e amor para você. Você não é pequeno demais, nem sem importância. Você pode falar com Jesus em oração a qualquer hora, e Ele sempre te ouve com carinho.
Mãos que abençoam. Cada criança desenha o contorno das suas mãos num papel. Dentro, escreve ou desenha pessoas por quem quer orar, lembrando que Jesus abençoou as crianças com as mãos.
Meu cantinho de oração. Combine um lugar e um horário simples para conversar com Jesus todos os dias, mostrando que sempre podemos chegar a Ele.
Versículo para memorizar: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam.” (Mc 10.14). Dica: as crianças podem abrir os braços como quem recebe um abraço ao dizer “Deixem vir a mim as crianças”.
Querido Jesus, obrigado porque tu me amas de verdade e tens tempo para mim. Obrigado porque eu posso falar contigo a qualquer hora. Ajuda-me a chegar sempre pertinho de ti e a confiar em ti como uma criança confia. Amém.