SERMÃO 121
A vida humana é um sonho
“Como o sonho, quando alguém acorda” — a brevidade e a irrealidade da vida presente diante da eternidade que nos desperta.
“Como acontece com o sonho, quando alguém acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles.”
(Sl 73.20, NAA)Antes de ler
Neste sermão, Wesley compara a brevidade e a instabilidade da vida terrena a um sonho. Muitas coisas que atualmente parecem sólidas — riquezas, honras, poder, aparência e projetos — desaparecem rapidamente quando a vida chega ao fim.
Wesley desenvolve o tema a partir de sua crença na existência consciente da alma depois da morte. Imagina a pessoa despertando da “vida-sonho” para o mundo espiritual, onde passa a perceber realidades que os sentidos físicos não conseguiam alcançar. Essa doutrina é preservada por fidelidade ao texto.
Algumas descrições do mundo dos espíritos, do paraíso e do destino dos ímpios são especulativas e refletem a escatologia de Wesley. A mensagem central é prática: devemos relacionar constantemente o tempo à eternidade, o mundo visível ao invisível e nossas decisões presentes às suas consequências permanentes.
— Bispo Ildo Mello
1. Todo aquele que considerar os versículos anteriores perceberá facilmente que o salmista fala diretamente sobre os perversos que prosperam em sua perversidade. É muito comum que essas pessoas se esqueçam completamente de que são criaturas de um dia. Vivem como se nunca fossem morrer, como se sua condição presente continuasse para sempre ou, pelo menos, como se possuíssem certeza indiscutível de que tinham “muitos bens armazenados para muitos anos” e pudessem dizer tranquilamente: “Alma, descanse, coma, beba e alegre-se.” Que engano lamentável! Quantas vezes Deus diz a uma dessas pessoas: “Louco! Esta noite lhe pedirão a sua alma!” Por isso, pode-se dizer corretamente: “Como são destruídos de repente!” Perecem e chegam a um fim terrível. “Como acontece com o sonho, quando alguém acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles.”
2. Desejo, porém, levar esse pensamento além. Desejo considerá-lo num sentido geral e demonstrar como existe grande semelhança entre a vida humana e um sonho. Um antigo poeta levou a comparação ainda mais longe, chamando a vida de “sonho de uma sombra”. Cowley também exclamou:
Ó vida, irmã mais nova do nada, Tão parecidas que confundimos uma com a outra!
Deixando de lado essas e todas as demais expressões poéticas, desejo investigar seriamente onde se encontra essa semelhança e em que consiste propriamente a relação entre uma coisa e a outra.
3. Para isso, perguntarei primeiramente: o que é um sonho? Você dirá: “Quem não sabe?” Não seria melhor perguntar: quem realmente sabe? Existe na natureza coisa mais misteriosa? Quem nunca o experimentou, quem não sonhou milhares de vezes? Apesar disso, ninguém consegue explicar a natureza do sonho mais do que consegue alcançar o céu com as mãos. Quem consegue apresentar relato claro e satisfatório a respeito da origem dos sonhos, o sono? É verdade que muitos médicos procuraram explicá-lo, mas procuraram em vão. Falaram com grande conhecimento e, no final, deixaram a questão tão obscura quanto estava anteriormente. Informam-nos sobre algumas propriedades e efeitos do sono, mas ninguém consegue explicar sua essência.
4. Conhecemos, porém, com algum grau de certeza, a origem de determinados sonhos. Não existe dúvida de que alguns surgem da condição atual do corpo; outros provavelmente são provocados pelas paixões da mente. As Escrituras informam claramente que alguns são produzidos pela atuação de anjos bons e que outros, sem dúvida, procedem do poder e da maldade dos anjos maus — caso ousemos admitir que ainda existam anjos maus ou, pelo menos, que realizem alguma coisa no mundo. Do mesmo tesouro divino de conhecimento, aprendemos que, em certas ocasiões extraordinárias, o grande Pai dos espíritos se manifestou aos espíritos humanos “em sonhos e visões da noite”. Muitas vezes, porém, não conseguimos determinar quais procedem de influência natural e quais procedem de influência sobrenatural.
5. Como podemos distinguir com certeza os sonhos dos pensamentos experimentados enquanto estamos acordados? Qual critério permite saber com segurança se estamos despertos ou dormindo? É verdade que, assim que despertamos, sabemos que estávamos sonhando e que agora estamos acordados. Como, porém, saberemos que um sonho é sonho enquanto permanecemos dentro dele? O que é um sonho? Apresentando explicação geral e superficial, não filosófica: é uma sequência de pessoas e coisas apresentadas à nossa mente durante o sono, sem existência fora de nossa imaginação. O sonho é, portanto, uma espécie de desvio da vida real. Parece ser um eco de alguma coisa que foi dita ou realizada enquanto estávamos acordados. Ou poderíamos dizer que o sonho é fragmento da vida interrompido nas duas extremidades, sem conexão com aquilo que veio antes nem com aquilo que vem depois. Não seria essa a melhor forma de distinguir os sonhos dos pensamentos experimentados quando estamos acordados? O sonho é como um parêntese inserido na vida, assim como um parêntese é inserido num discurso que continuaria igualmente bem com ele ou sem ele. Podemos, então, reconhecer infalivelmente o sonho por estar interrompido nas duas extremidades, sem ligação adequada com os acontecimentos reais que o precedem ou sucedem.
6. Não é necessário demonstrar que existe grande semelhança entre esses sonhos passageiros e o sonho da vida. Será mais proveitoso ilustrar essa importante verdade, colocando-a sob a luz mais impressionante possível. Consideremos seriamente, em alguns aspectos evidentes, a situação de alguém que acaba de despertar da vida e abrir os olhos na eternidade.
7. Imaginemos essa situação. Suponhamos que esteja diante de nós uma pessoa que acaba de entrar no mundo dos espíritos. Não poderíamos dirigir-nos a essa alma recém-chegada mais ou menos desta maneira? Você habitou a Terra durante quarenta, talvez cinquenta ou sessenta anos. Deus, porém, mudou agora sua voz: “Desperte, você que está dormindo!” Você desperta e se levanta. Já não possui relação alguma com aquelas pobres sombras passageiras. Levante-se e sacuda o pó! Veja: aqui todas as coisas são reais, permanentes e eternas, muito mais firmes do que os fundamentos da Terra e os pilares do céu visível. Agora que seus olhos estão abertos, observe como são indescritivelmente diferentes todas as coisas ao seu redor! Que diferença percebe em si mesma! Onde está seu corpo, sua casa de barro? Onde estão seus membros, mãos, pés e cabeça? Permanecem ali, frios e sem sensibilidade:
A ira ou a vergonha jamais Farão corar novamente o barro; Extinguiu-se a chama animal, E toda paixão desapareceu.
Que transformação aconteceu no espírito imortal! Você enxerga todas as coisas ao redor, mas não com olhos de carne e sangue. Ouve, mas não por ondas de ar que atingem uma membrana. Sente, mas de maneira extraordinária. Já não possui nervos para conduzir o fogo etéreo ao centro das sensações. Não seria agora como se fosse inteiramente olhos, ouvidos, sensibilidade e percepção? Como são diferentes, agora que está plenamente desperta, todos os objetos ao redor! Onde estão as casas, jardins, campos e cidades que enxergava recentemente? Onde estão os rios, mares e montes antigos? Teria sido apenas num sonho que o poeta declarou:
Da terra vem esta variedade, semelhante ao céu, De prazeres espalhados pelos montes e vales?
Receio que todas essas coisas tenham desaparecido como fumaça no momento em que você despertou para fora do corpo.
8. Como deve parecer estranha não apenas a maneira de existir e o lugar no qual se encontra — caso possa ser chamado lugar, pois quem consegue definir ou descrever o lugar dos espíritos? —, mas também os habitantes daquela região desconhecida! Alguns pertencem àqueles espíritos infelizes que “não conservaram sua posição original”; outros pertencem aos santos anjos que ainda “servem aqueles que herdarão a salvação”. Como são estranhas as ocupações dos espíritos que atualmente a cercam! Como parecem desagradáveis para aqueles que continuam sonhando na Terra! “Não tenho desejo”, afirmou um homem espirituoso e muito elogiado, que recentemente havia deixado o corpo, “de ficar sentado o dia inteiro sobre uma nuvem cantando louvores a Deus.” Podemos acreditar facilmente; não existe perigo de que seja obrigado a esse trabalho. Isso, porém, não constitui sofrimento para aqueles que não descansam de dia nem de noite, mas cantam continuamente: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus dos Exércitos!”
9. Suponhamos que essa seja a situação de qualquer pessoa que atualmente se encontra diante de Deus. Poderá acontecer amanhã, talvez esta noite. Talvez nesta mesma noite “sua alma seja exigida”. O sonho da vida poderá terminar, e você poderá despertar para a ampla eternidade. Ali estará o pobre corpo sem vida, que em pouco tempo será semeado em corrupção e desonra. Onde, porém, estará o espírito imortal e incorruptível? Permanecerá despido diante dos olhos de Deus! Enquanto isso, o que aconteceu a todos os assuntos nos quais você se envolvia intensamente debaixo do Sol? Que benefício recebeu de todo o seu trabalho e preocupação? Seu dinheiro o acompanhou? Não. Você o deixou para trás; para você, é como se tivesse desaparecido no ar. Suas roupas elegantes ou caras o acompanharam? Seu corpo está coberto pelo pó; sua alma, porém, está revestida de imortalidade. Que espécie de imortalidade? Imortalidade de felicidade e glória ou de vergonha e desprezo eterno? Onde está a honra, a pompa dos ricos e importantes e o aplauso que o cercava? Tudo se foi; tudo desapareceu “como a sombra que passa”. “A peça terminou”, declarou Monsieur Moultray quando viu seu senhor, Carlos XII, rei da Suécia, ser mortalmente ferido durante o cerco de Frederickshall. O que o cortesão se importava com aquilo? Não mais do que se fosse o fim de uma comédia ou dança. Enquanto o homem insensato dormia e descansava, porém, o mesmo não acontecia com o monarca. Embora coisa alguma na Terra o assustasse, agora se encontraria diante das realidades eternas. Coragem inútil! No momento da morte, ainda segurava a espada. Onde estava no instante seguinte, quando a espada caiu de sua mão e a alma deixou o corpo? Terminou então o magnífico sonho da realeza, da glória, da destruição de cidades e da conquista de reinos.
10. “Como caíram os poderosos, e pereceram as armas de guerra!” Que significado possuem para os habitantes da eternidade as armas que tanto terror produzem entre nós? Como caíram o sábio, o erudito, o poeta e o crítico, e desapareceu sua glória! Como caiu a beleza, recentemente objeto da admiração das multidões! Em que sentido completo “as filhas da música foram abatidas”, e todos os seus instrumentos foram esquecidos! Não estão agora convencidos de que, segundo o provérbio hebraico, “melhor é um cão vivo do que um leão morto”? Os vivos sabem — ou precisam saber, a menos que se recusem obstinadamente — que morrerão. Os mortos, porém, nada sabem que possa aliviar sua dor ou diminuir sua miséria. Também “o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram”. Todas essas coisas fugiram. Já não possuem participação alguma naquilo que é realizado debaixo do Sol.
11. Onde está a esperança daqueles que recentemente elaboravam grandes planos, dizendo: “Hoje ou amanhã iremos a certa cidade, permaneceremos ali durante um ano, negociaremos e obteremos lucro”? Como haviam esquecido completamente a sábia advertência: “Vocês não sabem o que acontecerá amanhã! O que é a vida de vocês? É como neblina que aparece por pouco tempo e logo desaparece.” Onde estão todos os seus negócios, preocupações mundanas, dificuldades e compromissos? Todas essas coisas fugiram como fumaça, e sua alma permaneceu. Como está preparada para desfrutar desse novo mundo? Possui gosto pelos objetos e alegrias do mundo invisível? Seus afetos estão desprendidos das coisas inferiores e colocados nas coisas do alto, onde Jesus está assentado à direita de Deus? Então, feliz é você! Quando aquele a quem ama se manifestar, você também se manifestará com ele em glória.
12. Como, porém, você aprecia a companhia que a cerca? Seus antigos companheiros se foram; grande parte deles provavelmente se encontra separada de você para nunca retornar. Seus companheiros atuais são anjos de luz, espíritos servidores que acabaram de dizer: “Espírito irmão, venha! Fomos enviados para conduzi-lo através daquele abismo ao seio de Abraão”? E quem são aqueles outros? Algumas das almas dos justos que você anteriormente auxiliou com as “riquezas injustas” e que agora receberam de seu Senhor comum a missão de recebê-lo e dar-lhe boas-vindas “nas moradas eternas”. Os anjos das trevas perceberão rapidamente que não possuem parte alguma em você e precisarão permanecer à distância ou fugir sem esperança. Alguns desses espíritos felizes que o recebem são aqueles que caminharam com você na Terra, enfrentaram as mesmas tentações, combateram ao seu lado o bom combate da fé e tomaram posse da vida eterna? Assim como choraram juntos, poderão agora alegrar-se juntos. Talvez eles e seus anjos protetores, para aumentar sua gratidão por ter sido “livrado de tão grande morte”, apresentem-lhe as regiões inferiores:
Regiões de tristeza e profundas sombras, Onde a paz e o descanso jamais habitam.
Contemple, por outro lado, as moradas “preparadas para vocês desde a fundação do mundo”! Que diferença entre o sonho que passou e a realidade atualmente presente! Olhe para cima:
Não há necessidade do Sol naquele dia, Que jamais será seguido pela noite; A beleza de Jesus resplandece Numa luz pura e permanente.
Olhe para baixo e perceba a grande separação entre os dois destinos. Observe, porém, a casa de Deus, eterna nos céus! A Terra é apenas o lugar dos seus pés; sim:
O amplo firmamento acima E todo o céu azul e etéreo.
Podemos, então, dizer aos seus habitantes:
Proclamem a glória de nosso Senhor Por todas as ruas celestiais; Seus tesouros ilimitados podem oferecer Pavimento tão rico para seus pés.
Apesar disso, como a glória daquela casa é insignificante quando comparada à glória de seu grande Habitante! Diante dele, todos os filhos primogênitos da luz, anjos, arcanjos e toda a multidão celestial, cheios de luz e amor, não se aproximam sem cobrir os olhos com as asas.
13. Como parecem extraordinárias todas essas cenas agora que o sonho da vida terminou e você está plenamente desperto! É visão que jamais entrou, nem poderia entrar, no coração humano. Como estão satisfeitos todos aqueles que “despertam à semelhança de Deus”! Possuem agora herança real, sólida e incorruptível, “que não perde o brilho”. Ao mesmo tempo, como são profundamente infelizes aqueles que — sem considerar qualquer outro aspecto — escolheram como herança aquelas sombras passageiras que agora desapareceram e os deixaram numa realidade de miséria permanente!
14. Considerando que todo filho dos seres humanos que ainda permanece na Terra, mais cedo ou mais tarde, despertará desse sonho e entrará na vida real, como é infinitamente importante que prestemos atenção a isso antes que chegue nossa grande transformação! Como é importante manter consciência permanente da condição em que nos encontramos! Como é aconselhável utilizar todos os meios possíveis para ligar as ideias de tempo e eternidade, associando-as de tal modo que o pensamento de uma jamais volte à mente sem o pensamento da outra! Nossa mais elevada sabedoria consiste em associar as ideias do mundo visível e do invisível e ligar a existência temporal à espiritual e a mortal à imortal. Nos sonhos comuns, geralmente não sabemos que estamos dormindo enquanto o sonho continua. Também não costumamos perceber isso enquanto estamos dentro do sonho chamado vida. Você, porém, poderá tomar consciência agora! Que Deus conceda que isso aconteça antes que desperte para as consequências definitivas de suas escolhas.
15. Que fundamento admirável para associar as ideias de tempo e eternidade, do mundo visível e do invisível, encontra-se na própria natureza da religião! O que é religião — refiro-me à religião bíblica, pois todas as demais são os sonhos mais inúteis? Qual é a própria raiz dessa religião? Emanuel, Deus conosco! Deus no ser humano! O céu ligado à terra! A união indescritível do mortal com o imortal. “A nossa comunhão”, podem dizer todos os cristãos, “é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.” “Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está no seu Filho.” O que segue? “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.”
16. Como poderemos conservar percepção constante dessa realidade? Muitas vezes pensei, enquanto estava acordado: “Quando adormecer e vir determinadas coisas, lembrarei que é apenas sonho.” Apesar disso, enquanto o sonho continuava, eu não conseguia lembrar; provavelmente, pessoa alguma consegue. Com o sonho da vida, porém, acontece coisa diferente. Podemos lembrar que é sonho enquanto ainda continua. Quando nos esquecemos — como realmente somos inclinados a fazer —, um amigo poderá lembrar-nos. Como seria desejável possuir sempre por perto semelhante amigo, alguém que frequentemente dissesse aos nossos ouvidos: “Desperte, você que está dormindo, e levante-se dentre os mortos!” Dentro de pouco tempo, você despertará para a verdadeira vida. Permanecerá como espírito despido no mundo dos espíritos, diante da face do grande Deus! Cuide para conservar agora firmemente “a vida eterna que ele lhe concedeu em seu Filho”.
17. Como essa vida de Deus se estende maravilhosamente por toda a religião — refiro-me à religião bíblica! Assim que Deus revela seu Filho no coração do pecador, ele é capacitado a dizer: “A vida que agora vivo, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” Então, “se alegra na esperança da glória de Deus”, com alegria indescritível. Como consequência dessa fé e dessa esperança, o amor de Deus é derramado em seu coração; e esse amor, enchendo a alma de amor por toda a humanidade, “é o cumprimento da Lei”.
18. Como a fé, a esperança e o amor unem maravilhosamente Deus ao ser humano e o tempo à eternidade! Considerando isso, podemos declarar com confiança:
Desapareça este mundo de sombras; Passem as coisas que existiram! Senhor, aparece para alegrar-nos Com a aurora do dia sem fim! Encerra esta história mortal, Afasta este universo passageiro! Vem, eterno Rei da glória; Desce agora e recebe tua noiva!
Agosto de 1789.
Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.