Meus Sermões · Volume 1 · O Deus que se revela

Provas da Existência de Deus

Capítulo 1 de 14 · 3.426 palavras

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Textos base: Isaías 43.10; Salmo 19.1; Romanos 1.20

1. O universo veio do nada?

Vamos conversar um pouco sobre a existência de Deus.

Sabe, alguns ateus — não todos, mas alguns — dizem que o universo é eterno e que não tem nenhum propósito, nenhuma causa, nenhuma razão de ser em particular. Olha: filosoficamente, essa ideia de um passado infinito, de um universo que não tem começo, é um absurdo. A própria teoria do Big Bang aponta para o início do universo, há cerca de treze bilhões de anos — e do nada. Do nada! A questão aqui, para os ateus, é complicada, porque a gente sabe muito bem que do nada não pode surgir nada. Nada vem do nada. Isso é muito complicado para quem é ateu, mesmo defendendo a teoria do Big Bang: então o universo surgiu do nada? Mas o que é que vem do nada? O que é que há antes do nada? Complicado.

2. Aristóteles: a potência, o ato e o Ser necessário

E aí a gente vai para os filósofos. Sócrates, Platão, Aristóteles — esses filósofos tão conhecidos defendiam a existência de Deus, e chegavam a essa conclusão não na base da fé, mas da lógica, da razão.

O argumento de Aristóteles, por exemplo: ele usava como símbolo, como metáfora, a semente do carvalho. Ele dizia o seguinte: a semente do carvalho — ou a semente de qualquer planta, de qualquer coisa — é potencialmente um carvalho; ela tem potencial para se transformar num carvalho. Então ele trabalha essa ideia: o carvalho já é a semente atualizada, como ele chamava — a ideia da atualização da potência. A semente é a potência, e o carvalho em si é a realização dessa potência, é o ato dessa potência, é a concretude: ela chegou a ser.

Porque há uma série de coisas que podem ser, e a gente diria: contingenciais. Aliás, eu vou dizer que você é um ser contingencial. Eu já fiquei pensando umas coisas assim meio loucas: e se o meu tataravô, no dia em que começou a namorar a minha tataravó, resolvesse fazer qualquer outra coisa — jogar futebol? Um detalhe no passado, e eu já era! Então eu sou um ser contingencial: eu tinha a potência de ser, mas dependia de uma série de fatores para vir a ser. E um dia eu vim a existir.

Então, ele vai dizer: a semente é a potência de um carvalho; o carvalho já é a semente atualizada; e o desenvolvimento da potência para o ato é chamado por ele de atualização. Guarde essas informações, porque agora é que vêm.

Há uma série de dependências. Cada carvalho não pode ser carvalho por si só: ele depende de um carvalho anterior, mais antigo; depende da semente desse carvalho anterior. Vai acompanhando o raciocínio de Aristóteles: cada carvalho precisa de um antecessor para fornecer a semente que possibilite a sua atualização. Forma-se, então, uma cadeia de seres — em potência, atualizado; em potência, atualizado —, e vai lá para trás, e vai ao infinito, e não faz sentido algum, porque precisa haver sempre um princípio. E o princípio — a gente poderia dizer: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? É aquela coisa complicada. O princípio disso não pode ser a semente de um carvalho, porque ela sempre vai exigir o antecessor, o carvalho que deu origem à semente; e o carvalho sempre vai exigir a semente que deu origem ao carvalho, e assim sucessivamente. Que loucura! Logicamente, isso é insustentável.

Aristóteles, então, argumenta que, para o universo fazer sentido, deve haver um ponto de partida: algo que inicia a sequência de eventos e que não depende de uma regressão infinita. Essa é uma das razões pelas quais ele propõe a existência de um ser em estado de puro ato — um ser que nunca foi potência, que nunca dependeu de uma semente anterior, que nunca dependeu de nada, que sempre existiu, que sempre é, que é em si mesmo puro ato. E esse ser é o que nós chamamos de Deus: aquele que não é derivado de nada; ele, sim, o ponto de partida. Ao ser o ponto de partida que não depende de outras causas, Deus inicia a sequência de eventos sem a necessidade de ter sido movido por algo anterior.

Veja só que interessante — Isaías 43.10, palavra do Senhor: "Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá" (Is 43.10).

Em uma corrente, cada elo depende do anterior para existir. Para evitar o infinito regresso de dependência, deve haver um elo inicial; e esse elo precisa ser um ser necessário, e não contingente — como eu e você, que existimos na dependência de nossos antepassados. Deus existe sem antepassado. Deus não tem pai nem mãe; Deus não tem nada antes dele; ele sempre foi. Deus é o criador do tempo e do espaço. Antes de criar tudo o que existe, ele já era em si pleno, completo, perfeito: ato puro, o Ser necessário, independente de tudo e de todos. Então, para que o mundo exista, com todos os seus seres contingentes como nós, é necessário um ser fundamental que não seja contingente, mas necessário por si só, e que sirva de base para a existência de tudo o mais.

3. "Eu Sou o que Sou"

É por isso que, quando Deus se apresentou a Moisés, e Moisés ali perguntou a Deus "qual é o teu nome?", Deus respondeu: "Eu Sou o que Sou" (Êx 3.14). Eu Sou.

A gente pode dizer o seguinte: você existe, os animais existem, as plantas existem, o planeta Terra existe, o universo existe, o tempo existe, o espaço existe. Mas Deus, em certo sentido, não "existe" como as criaturas existem: ele é. Ele é antes de toda a existência. A existência criada sempre tem um princípio, e Deus é eterno: ele é atemporal, ele antecede a tudo e a todos, ele é a essência do ser em si mesmo — atemporal, espiritual, imaterial, tremendo, incompreensível. A gente poderia dizer: transcende a nossa compreensão.

Primeira Crônicas 29.11: "Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos" (1Cr 29.11). Transcende a tudo, meus irmãos. A gente não consegue entender — aliás, a gente não cantou isso aqui agora? A gente não compreende a Deus. Não dá para compreender. A nossa mente finita não consegue alcançar o que significa um ser eterno, que existe antes do tempo, que está além e acima do tempo e do espaço, que não está confinado aos limites do tempo e do espaço, que é antes de tudo vir a ser — ele já era pleno, realizado, completo. Tremendo isso! Se você começa a refletir sobre isso, você terá uma dimensão da grandiosidade de Deus que é algo fora de toda a nossa compreensão.

4. A ordem do universo e o relógio

Existe também — e é bem observável — uma certa ordem no universo. Há caos no universo? Sim; mas há uma ordem bem tangível, bem perceptível. A gente sabe que, para termos vida aqui na Terra, uma série de fatores precisou cooperar conjuntamente; e, se um pequeno detalhe estivesse fora do esquadro, a gente não existiria. Tudo, de alguma maneira, reflete um propósito, uma razão de ser, uma sustentação. Se a Terra estivesse mais próxima do Sol, ou mais distante do que está hoje; se a Lua não estivesse onde está — tudo faria uma diferença enorme. E, de repente, nós temos todas as condições da vida, e muitas vezes não damos o valor devido. Mas há uma ordem nesse universo. E a gente sabe que tal ordem não é produto do acaso. Exige muita fé — mas muita fé mesmo — crer que o universo como nós o conhecemos, a vida humana, a própria estrutura física de um ser, seja produto do mero acaso. Haja fé para chegar a essa conclusão!

É como olhar um relógio. Imagina o seguinte: guerras atômicas, a humanidade acabou; passados milênios, seres de outro planeta — estou navegando, viajando — vieram para cá, encontraram a Terra arrasada e, de repente, em escavações, encontraram um relógio. Não há mais nem vestígio de ser humano, dado o tempo que passou; mas encontraram um relógio. E eles vão estudar o relógio, e ver a complexidade do relógio, e ver os mecanismos do relógio. Eu pergunto: você, como um extraterrestre, pensaria que esse relógio é produto do acaso? E estamos tratando apenas de um mero relógio! É muito óbvio que a conclusão seria: uma inteligência esteve por trás da confecção, da fabricação deste relógio, dada a sua complexidade.

Isto é o que Aristóteles, Platão, Sócrates, Tomás de Aquino, pela via da razão, meus irmãos — pela via da razão! — concluíram: o universo é tão engenhoso, a vida humana é tão engenhosa, toda essa complexidade não seria produto do mero acaso. Há, sim, uma inteligência por trás de tudo.

5. Os céus proclamam: a revelação geral

E olha o que diz o Salmo 19, já no versículo 1: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Sl 19.1).

Se nós olharmos para as estrelas, para o céu estrelado, ao contemplar a gente já tem uma ideia da infinitude, da amplitude, da magnitude, da grandiosidade do universo que conseguimos alcançar com os nossos olhos. E todo esse universo, toda essa natureza que nós contemplamos — os céus, o sol, a lua, as estrelas e o mundo ao nosso redor —, a gente fica maravilhado, a gente fica encantado. De alguma maneira, tudo isso reflete a glória de Deus: a sabedoria desse Ser que está por detrás, que é a causa, a razão de ser, que deu origem a tudo o que existe; a inteligência, o poder, o domínio, e como ele sustenta todas essas coisas.

O apóstolo Paulo diz, em Romanos, capítulo 1, versículo 20: "Os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas" (Rm 1.20). O que o apóstolo Paulo está ensinando? O mesmo que está na base do argumento de Aristóteles: a observação do mundo, do universo, nos leva à conclusão de que por detrás há um Criador.

A gente sabe: "a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" — a gente encontra isso em Romanos, capítulo 10 (Rm 10.17). A palavra de Deus suscita a fé. João, quando termina o seu evangelho, diz assim: Jesus fez muitos outros milagres além destes que estou registrando aqui; mas estes foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Filho de Deus (Jo 20.30-31). Então a palavra de Deus, os registros, os testemunhos, nos levam a crer. Agora, se a fé vem pelo ouvir, observe mais uma vez: "os céus proclamam a glória de Deus". Deus fala através do universo! Olha que coisa: Deus está falando a mim e a você através da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça; quem tem olhos para ver, enxergue. Deus está falando de si mesmo através do esplendor, da magnitude, da grandiosidade, da engenhosidade da sua criação. Por isso "os atributos invisíveis de Deus, assim como o seu eterno poder e a sua própria divindade, claramente se reconhecem": porque Deus se manifesta através da revelação geral.

Então há um conhecimento de Deus disponível para mim, para você, para todo ser humano, em todas as partes — não importa onde tenham nascido, que tipo de religião tiveram, em que tipo de sociedade viveram: Deus se manifestou a eles através da própria criação; deu-se a conhecer numa certa medida. Quando se prega, quando se ensina, quando se fala de Cristo, quando se contam os seus milagres, nós temos a revelação específica, que nos ajuda muito mais; mas ninguém há neste mundo que tenha nascido sem a graça da revelação geral, sem um conhecimento de Deus disponível para si.

6. O que os homens fazem com esse conhecimento

Agora, o que é que os homens fazem com esse conhecimento? Infelizmente, quando olham a criação — e a história testemunha isso —, a tendência humana é que, em vez de adorarem o Criador do sol, do céu, das estrelas, eles vão adorar o sol, vão adorar a lua, vão adorar os astros, vão adorar a árvore ou o ser humano. Vão idolatrar aquilo que foi criado e vão se esquivar do Criador — isso para a sua própria perdição (Rm 1.21-25) —, quando o conhecimento de Deus se revela a eles através da criação.

7. A revelação suprema: Deus se fez carne

Seguindo — Colossenses 1.15-17. Esse Deus intangível, esse Deus atemporal, esse Deus que não "existe" como nós — ele é; ele é a causa de toda existência —, o grande Eu Sou, espiritual, tremendo, poderosíssimo, nos ama. E ele decidiu se revelar e se manifestar de uma maneira singular, de uma maneira espetacular, de uma maneira espantosa: Deus se fez carne, gente! Deus se fez pequeno como a gente. Deus assumiu a forma humana, nasceu da virgem Maria, concebido pelo poder do Espírito Santo. Ele veio a nós. E, de repente, Jesus, o Filho de Deus, o Verbo que se fez carne, que estava com Deus e era Deus — tudo foi criado por ele, e sem ele nada do que existe veio à existência (Jo 1.1-3, 14).

Diz o apóstolo Paulo, em Colossenses, capítulo 1, versículos 15 a 17: "Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste" (Cl 1.15-17).

Jesus se revelou. "Vimos a sua glória", diz João, "glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14) — num ser humano! "Ninguém jamais viu a Deus" (Jo 1.18), mas Deus se revelou de uma maneira espantosa, espetacular, fascinante, nascendo aqui neste mundo. E Jesus disse: "Quem me vê a mim vê o Pai" (Jo 14.9). Se você quer conhecer mais a Deus, conheça Jesus. Quer conhecer o caráter de Deus? Conheça Jesus. Ele é a expressão exata de Deus Pai (Hb 1.3); ele é o Deus encarnado, o Deus que se fez gente como nós.

Concluindo: como melodia que ecoa através do espaço e do tempo, Deus se revela como um ser não causado, além dos limites temporais, sem confinamento espacial, incorpóreo e de poder insondável. E se revela também como um ser pessoal, cuja essência transcende o espaço e o tempo, elevando-se além do físico e do material. E, de repente, veio a nós, se fez gente para nos salvar, para buscar o pecador — o mais vil pecador —, para perdoar os nossos pecados, porque teve misericórdia e tem compaixão de nós.

E o último versículo que eu trago está em Jeremias 32.17: "Ah! Senhor Deus! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa" (Jr 32.17).

8. As lições desta exposição

Coloquemo-nos em pé. Quais as lições que a gente pode tirar desta exposição singela, rápida?

É que a nossa fé não existe no vazio. Deus não exige de mim e de você uma fé no vazio. Eu não creio em Deus sem lógica, sem razão, sem uso da minha razão. A minha razão, que foi dada por Deus, é um veículo que me leva à fé. Porque, se a fé vem pelo ouvir, é um escutar da palavra, ou é um perceber a voz de Deus na criação, ou um perceber a Deus através de Cristo — ver a sua palavra, ver a sua mensagem, analisar o seu impacto na história —, e de repente tudo isso começa a fazer sentido, e há uma atuação do Espírito Santo aqui dentro de nós. Esta mensagem visa fortalecer a nossa fé, dar subsídios para a nossa crença.

Lá fora tem muita gente vivendo como se Deus não existisse. Pior: a maior parte dessas pessoas diz acreditar em Deus. A maior parte das pessoas afirma "Deus existe, eu creio em Deus", mas vive como se Deus não existisse — total desconsideração em relação a Deus, a Cristo, às Escrituras e a tudo o mais. Isso já é um problema em si. Mas quando a gente para para pensar: em Deus, a nossa vida não é obra do acaso, não é um acidente; Deus tem um propósito; no meio de toda essa confusão da história da humanidade, Deus tem um caminho; no meio da tormenta, há um destino; há um dia de juízo final, há uma reversão do quadro; há um Deus que atua na história; há um Deus que vem a nós; há um Cristo; há uma revelação. Deus existe!

Então, a coisa mais séria e importante da nossa própria existência é este fato: nós não somos produto do nada, nós não somos obra do caos, do acaso. Há um Ser que nos deu origem; nós fomos gerados por esse Ser, a quem um dia prestaremos contas. E isso faz com que tudo o mais na nossa vida agora se revista de significado e de propósito.

A minha expectativa, através desta mensagem, é que a sua fé esteja ainda mais fortalecida — diante da revelação de Deus na criação, diante da lógica de pessoas tão inteligentes e capazes como Aristóteles, Sócrates, Platão, Tomás de Aquino e tantos outros. A fé faz uso da razão. A fé não é coisa de gente irracional, não é coisa de gente que briga com a razão. Não! Gente de muito senso, de muita razão, de muita inteligência — gente que pensa, e que não pensa pouco, que pensa profundamente — concluiu: Deus existe. E, a partir daí, uma série de outras consequências vai acontecendo na nossa própria existência.

9. Adoração ao Criador

Vamos louvar a Deus. Cantar nos ajuda a refletir ainda mais profundamente; enquanto cantamos e adoramos, você vai meditando no Criador — que eu acho tão tremendo, gente. Nada é igual ao tamanho desse Deus, à sua transcendência: tudo se faz ao seu olhar; todo o universo se formou no seu falar.

Pare para pensar comigo: quem é esse que existe antes de o tempo existir? Que existe antes de o espaço existir? Eu quero que você adore a Deus. Quero convidar você a dar um passo à frente para adorar a Deus aqui, juntos, como se nos aproximássemos do altar de Deus — e adorá-lo por quem ele é.

Adore o Criador. Adore aquele que é, antes de tudo e de todos; aquele que é a razão de ser da nossa existência. E — ainda que sejamos como um nada diante daquele que é tudo — ele nos ama, e a nossa vida e a nossa existência têm um propósito, porque ele dá sentido à nossa vida. E ele vem a nós, ele busca a gente, ele vem para nos salvar, e não para nos condenar (Jo 3.17); ele vem para nos levantar, para aprumar a nossa vida, para endireitar os nossos passos, para nos tirar de um charco de lodo e firmar os nossos pés sobre uma rocha (Sl 40.2). Ele se inclina para nós.

Senhor, tu és tão grande, tão soberano — e te importas conosco; e isso é algo que a gente admira. Outra coisa, Senhor: nada é impossível para o Senhor. Sejam os nossos problemas, sejam as nossas enfermidades, que nos assombram muitas vezes pela gravidade — para o Senhor não há impossível algum; tudo é possível ao Senhor (Mc 10.27). O Senhor não fica maravilhado diante de nada: o Senhor é a maravilha de tudo, e o Senhor faz maravilhas. O Senhor estende o seu braço forte, o Senhor opera poderosamente. Não há outro Deus além de ti; tu és o único e verdadeiro Senhor. Nós te adoramos, ó Ser supremo, ó grande e tremendo Deus. Nós nos arrependemos da idolatria de termos dado valor àquilo que é produto da existência, àquilo que não é Deus — que tem olhos, mas não vê; ouvidos, mas não ouve (Sl 115.5). Nós adoramos o Senhor, o Criador, e a Jesus, o teu Filho unigênito, nosso Senhor. Lava, purifica, santifica as almas, ó Jesus querido; cura as enfermidades; opera a reconciliação, o resgate, a cura, a direção. Que a luz do Senhor brilhe sobre cada vida. Adoremos a Deus. Amém.

Capítulo 2

Bispo Ildo Mello
De Meus Sermões, Volume 1: Deus — pessoa, atributos e providência. Citações bíblicas na Nova Almeida Atualizada (NAA).