A confissão de fé e o compromisso missional que nasceram do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, na Suíça — um marco da igreja evangélica no mundo inteiro.
Em julho de 1974, cerca de 2.400 participantes de mais de 150 nações se reuniram em Lausanne, na Suíça, para o Congresso Internacional de Evangelização Mundial, convocado por Billy Graham. Do congresso nasceu este pacto, redigido por uma comissão internacional sob a liderança de John Stott, seu principal arquiteto.
O Pacto de Lausanne é considerado um dos documentos mais significativos da história recente da igreja. Ele definiu o que significa ser evangélico: uma fé ancorada na autoridade das Escrituras, na unicidade de Cristo e na urgência da evangelização — sem separar a proclamação do evangelho da responsabilidade social do cristão. Não é apenas uma declaração: é um pacto, firmado com Deus e uns com os outros.
Para nós, metodistas livres, o Pacto soa profundamente familiar: evangelização e cuidado com os pobres caminhando juntos, santidade pessoal e transformação social, missão como vocação de toda a igreja — ênfases que o movimento wesleyano abraça desde o século XVIII (Tg 2.14-26; Mt 5.13-16).
Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, vindos de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial em Lausanne, louvamos a Deus pela sua grande salvação e nos alegramos na comunhão que ele nos concedeu consigo mesmo e uns com os outros. Estamos profundamente comovidos com o que Deus está fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossas falhas e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Cremos que o evangelho é a boa notícia de Deus para o mundo inteiro e estamos decididos, pela sua graça, a obedecer à ordem de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e de fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, afirmar a nossa fé e a nossa determinação, e tornar público o nosso pacto.
Afirmamos a nossa fé no único Deus eterno, Criador e Senhor do mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si e enviado esse povo de volta ao mundo como seus servos e testemunhas, para a expansão do seu reino, a edificação do corpo de Cristo e a glória do seu nome. Confessamos com vergonha que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, seja por nos conformarmos com o mundo, seja por nos afastarmos dele. Alegramo-nos, porém, porque, mesmo carregado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos de novo.
(Is 40.28; Mt 28.19; Ef 1.11; At 15.14; Jo 17.6,18; Ef 4.12; 1Co 5.10; Rm 12.2; 2Co 4.7)
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e a autoridade das Escrituras do Antigo e do Novo Testamento em sua totalidade, como a única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que afirma, e única regra infalível de fé e prática. Afirmamos também o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia dirige-se a todos os homens e mulheres, pois a revelação de Deus em Cristo e nas Escrituras é imutável. Por meio dela o Espírito Santo ainda fala hoje. Ele ilumina a mente do povo de Deus em cada cultura para perceber a verdade das Escrituras com novos olhos, e assim revela à Igreja inteira, cada vez mais, a multiforme sabedoria de Deus.
(2Tm 3.16; 2Pe 1.21; Jo 10.35; Is 55.11; 1Co 1.21; Rm 1.16; Mt 5.17-18; Jd 3; Ef 1.17-18; 3.10,18)
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista grande diversidade de abordagens evangelísticas. Reconhecemos que todos têm algum conhecimento de Deus por meio da sua revelação geral na natureza. Negamos, porém, que esse conhecimento possa salvar, pois as pessoas suprimem a verdade pela sua injustiça. Rejeitamos também, como depreciativos a Cristo e ao evangelho, todo tipo de sincretismo e de diálogo que sugira que Cristo fala igualmente por meio de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, o único Deus-homem, que se deu a si mesmo como único resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e a humanidade. Não há nenhum outro nome pelo qual devamos ser salvos. Todos os homens e mulheres estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama a todos, não querendo que nenhum pereça, e sim que todos se arrependam. Contudo, os que rejeitam a Cristo repudiam a alegria da salvação e condenam a si mesmos à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como “o Salvador do mundo” não é afirmar que todas as pessoas serão automática ou finalmente salvas, muito menos afirmar que todas as religiões oferecem salvação em Cristo. É, antes, proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar a todos a responder a ele como Salvador e Senhor, na entrega pessoal e sincera do arrependimento e da fé. Jesus Cristo foi exaltado acima de todo nome; ansiamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua confessará que ele é o Senhor.
(Gl 1.6-9; Rm 1.18-32; 1Tm 2.5-6; At 4.12; Jo 3.16-19; 2Pe 3.9; 2Ts 1.7-9; Jo 4.42; Mt 11.28; Ef 1.20-21; Fp 2.9-11)
Evangelizar é espalhar a boa notícia de que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou dentre os mortos, segundo as Escrituras, e de que, como Senhor que reina, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e creem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, assim como aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade a fim de compreender. Mas a evangelização em si é a proclamação do Cristo histórico e bíblico como Salvador e Senhor, com vistas a persuadir as pessoas a virem a ele pessoalmente e assim se reconciliarem com Deus. Ao fazer o convite do evangelho, não temos liberdade de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda chama todos os que desejam segui-lo a negarem a si mesmos, tomarem a sua cruz e se identificarem com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, a incorporação à sua Igreja e o serviço responsável no mundo.
(1Co 15.3-4; At 2.32-39; Jo 20.21; 1Co 1.23; 2Co 4.5; 5.11,20; Lc 14.25-33; Mc 8.34; At 2.40,47; Mc 10.43-45)
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos. Devemos, portanto, partilhar do seu cuidado pela justiça e pela reconciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação de homens e mulheres de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi criada à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe, sexo ou idade, possui dignidade intrínseca, e por isso deve ser respeitada e servida, não explorada. Também aqui expressamos arrependimento, tanto pela nossa negligência quanto por termos, às vezes, considerado evangelização e ação social mutuamente excludentes. Embora a reconciliação com o próximo não seja reconciliação com Deus, nem a ação social seja evangelização, nem a libertação política seja salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento social e político fazem parte, ambos, do nosso dever cristão. Pois ambos são expressões necessárias das nossas doutrinas de Deus e do ser humano, do nosso amor ao próximo e da nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, opressão e discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem a Cristo, nascem de novo para o seu reino e devem procurar não apenas manifestar a justiça do reino, mas também propagá-la em meio a um mundo injusto. A salvação que afirmamos ter deve nos transformar na totalidade das nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.
(At 17.26,31; Gn 18.25; Is 1.17; Sl 45.7; Gn 1.26-27; Tg 3.9; Lv 19.18; Lc 6.27,35; Tg 2.14-26; Jo 3.3,5; Mt 5.20; 6.33; 2Co 3.18; Tg 2.20)
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso exige uma penetração no mundo igualmente profunda e custosa. Precisamos romper os nossos guetos eclesiásticos e permear a sociedade não cristã. Na missão de serviço sacrificial da Igreja, a evangelização é primária. A evangelização mundial requer que a Igreja inteira leve o evangelho inteiro ao mundo inteiro. A Igreja está no próprio centro do propósito cósmico de Deus e é o meio por ele designado para a propagação do evangelho. Mas uma igreja que prega a cruz precisa ser, ela mesma, marcada pela cruz. A igreja se torna pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe faltam uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive na divulgação e nas finanças. A igreja é a comunidade do povo de Deus, e não uma instituição, e não deve ser identificada com nenhuma cultura, sistema social ou político, ou ideologia humana em particular.
(Jo 17.18; 20.21; Mt 28.19-20; At 1.8; 20.27; Ef 1.9-10; 3.9-11; Gl 6.14,17; 2Co 6.3-4; 2Tm 2.19-21; Fp 1.27)
Afirmamos que a unidade visível da Igreja na verdade é propósito de Deus. A evangelização também nos convoca à unidade, porque a nossa união fortalece o nosso testemunho, assim como a nossa desunião mina o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, no entanto, que a unidade organizacional pode assumir muitas formas e não necessariamente promove a evangelização. Ainda assim, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos em comunhão, trabalho e testemunho. Confessamos que o nosso testemunho tem sido, por vezes, manchado por um individualismo pecaminoso e por duplicações desnecessárias. Comprometemo-nos a buscar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Recomendamos com insistência o desenvolvimento da cooperação regional e funcional para o avanço da missão da Igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo e para o compartilhamento de recursos e experiências.
(Jo 17.21,23; Ef 4.3-4; Jo 13.35; Fp 1.27; Jo 17.11-23)
Alegramo-nos porque uma nova era missionária começou. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando, dentre as igrejas mais jovens, um grande novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence ao corpo de Cristo inteiro. Todas as igrejas deveriam, portanto, perguntar a Deus e a si mesmas o que devem fazer, tanto para alcançar a sua própria região quanto para enviar missionários a outras partes do mundo. A reavaliação da nossa responsabilidade e do nosso papel missionário deve ser contínua. Assim crescerá a parceria entre as igrejas, e o caráter universal da Igreja de Cristo será exibido com mais clareza. Agradecemos a Deus também pelas agências que trabalham na tradução da Bíblia, na educação teológica, nos meios de comunicação, na literatura cristã, na evangelização, nas missões, na renovação da igreja e em outros campos especializados. Elas também devem se examinar constantemente, para avaliar a sua eficácia como parte da missão da Igreja.
(Rm 1.8; Fp 1.5; 4.15; At 13.1-3; 1Ts 1.6-8)
Mais de 2,7 bilhões de pessoas — mais de dois terços da humanidade à época — ainda precisavam ser evangelizadas. Envergonhamo-nos de que tantos tenham sido negligenciados; isso é uma censura permanente a nós e à Igreja inteira. Há agora, porém, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que este é o momento de igrejas e organizações paraeclesiásticas orarem com fervor pela salvação dos não alcançados e lançarem novos esforços para realizar a evangelização do mundo. Às vezes pode ser necessário reduzir o número de missionários estrangeiros e de recursos num país já evangelizado, para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia e liberar recursos para áreas não evangelizadas. Os missionários devem circular cada vez mais livremente de e para os seis continentes, em espírito de serviço humilde. O alvo deve ser, por todos os meios disponíveis e no menor tempo possível, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, compreender e receber a boa notícia. Não podemos esperar alcançar esse alvo sem sacrifício. Todos nós ficamos chocados com a pobreza de milhões e perturbados com as injustiças que a causam. Aqueles de nós que vivem em circunstâncias de abundância aceitam o dever de desenvolver um estilo de vida simples, a fim de contribuir com mais generosidade tanto para o socorro aos necessitados quanto para a evangelização.
(Jo 9.4; Mt 9.35-38; Rm 9.1-3; 1Co 9.19-23; Mc 16.15; Is 58.6-7; Tg 1.27; 2.1-9; Mt 25.31-46; At 2.44-45; 4.34-35)
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial exige métodos pioneiros e criativos. Sob Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e intimamente ligadas à sua cultura. A cultura deve sempre ser examinada e julgada pelas Escrituras. Porque homens e mulheres são criaturas de Deus, parte da sua cultura é rica em beleza e bondade. Porque são caídos, toda ela está contaminada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre outra, mas avalia todas as culturas segundo os seus próprios critérios de verdade e justiça, e insiste em absolutos morais em todas as culturas. As missões têm exportado com o evangelho, com demasiada frequência, uma cultura estranha, e as igrejas têm estado, por vezes, escravizadas à cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo devem procurar, com humildade, esvaziar-se de tudo, exceto da sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas devem procurar transformar e enriquecer a cultura, tudo para a glória de Deus.
(Mc 7.8-9,13; Gn 4.21-22; 1Co 9.19-23; Fp 2.5-7; 2Co 4.5)
Confessamos que, por vezes, buscamos o crescimento da igreja à custa da sua profundidade, e separamos a evangelização do cultivo da vida cristã. Reconhecemos também que algumas das nossas missões têm demorado demais a equipar e encorajar líderes nacionais a assumirem as responsabilidades que lhes cabem. Estamos, porém, comprometidos com os princípios de autoctonia e ansiamos que cada igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança, em termos não de dominação, mas de serviço. Reconhecemos a grande necessidade de aperfeiçoar a educação teológica, especialmente para os líderes de igrejas. Em cada nação e cultura deveria haver um programa eficaz de treinamento para pastores e leigos em doutrina, discipulado, evangelização, cultivo da fé e serviço. Esses programas não devem depender de metodologias estereotipadas, mas ser desenvolvidos por iniciativas locais criativas, segundo os padrões bíblicos.
(Cl 1.27-28; At 14.23; Tt 1.5,9; Mc 10.42-45; Ef 4.11-12)
Cremos que estamos engajados em constante batalha espiritual contra os principados e potestades do mal, que procuram destruir a Igreja e frustrar a sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da nossa necessidade de vestir toda a armadura de Deus e de travar esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Detectamos a atividade do nosso inimigo não apenas nas ideologias falsas fora da Igreja, mas também dentro dela, em falsos evangelhos que distorcem as Escrituras e colocam o ser humano no lugar de Deus. Precisamos de vigilância e de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não estamos imunes à mundanidade de pensamento e de ação, isto é, à rendição ao secularismo. Por exemplo, embora estudos cuidadosos do crescimento da igreja, tanto numérico quanto espiritual, sejam legítimos e valiosos, às vezes os temos negligenciado. Em outras ocasiões, desejosos de garantir resposta ao evangelho, comprometemos a nossa mensagem, manipulamos os ouvintes com técnicas de pressão e nos preocupamos indevidamente com estatísticas, chegando até a ser desonestos no uso delas. Tudo isso é mundano. A Igreja deve estar no mundo; o mundo não deve estar na Igreja.
(Ef 6.12; 2Co 4.3-4; Ef 6.11,13-18; 2Co 10.3-5; 1Jo 2.18-26; 4.1-3; Gl 1.6-9; 2Co 2.17; 4.2; Jo 17.15)
É dever designado por Deus a todo governo assegurar condições de paz, justiça e liberdade nas quais a Igreja possa obedecer a Deus, servir ao Senhor Jesus Cristo e pregar o evangelho sem interferência. Portanto, oramos pelos líderes das nações e os conclamamos a garantir a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus e conforme estabelecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Expressamos também a nossa profunda preocupação por todos os que foram presos injustamente, em especial pelos que sofrem por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela sua liberdade. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados pelo que lhes acontece. Com a ajuda de Deus, também nós procuraremos nos posicionar contra a injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, custe o que custar. Não esquecemos as advertências de Jesus de que a perseguição é inevitável.
(1Tm 2.1-4; At 4.19; 5.29; Cl 3.24; Hb 13.1-3; Lc 4.18; Gl 5.11; 6.12; Mt 5.10-12; Jo 15.18-21)
Cremos no poder do Espírito Santo. O Pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho; sem o testemunho dele, o nosso é inútil. A convicção do pecado, a fé em Cristo, o novo nascimento e o crescimento cristão são, todos, obra sua. Além disso, o Espírito Santo é um Espírito missionário; por isso, a evangelização deveria brotar espontaneamente de uma igreja cheia do Espírito. Uma igreja que não é missionária contradiz a si mesma e apaga o Espírito. A evangelização mundial só se tornará possibilidade realista quando o Espírito renovar a Igreja em verdade e sabedoria, fé, santidade, amor e poder. Conclamamos, portanto, todos os cristãos a orar por uma visitação do Espírito soberano de Deus, para que todo o seu fruto apareça em todo o seu povo e todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a Igreja inteira se tornará instrumento adequado em suas mãos, para que a terra inteira ouça a sua voz.
(1Co 2.4; Jo 15.26-27; 16.8-11; 1Co 12.3; Jo 3.6-8; 2Co 3.18; Jo 7.37-39; 1Ts 5.19; At 1.8; Sl 85.4-7; 67.1-3; Gl 5.22-23; 1Co 12.4-31; Rm 12.3-8)
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a sua salvação e o seu juízo. Essa promessa da sua vinda é um estímulo a mais para a nossa evangelização, pois lembramos as suas palavras de que o evangelho deve primeiro ser pregado a todas as nações. Cremos que o período entre a ascensão de Cristo e a sua volta deve ser preenchido com a missão do povo de Deus, que não tem liberdade de parar antes do fim. Lembramos também a sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas surgirão como precursores do Anticristo final. Rejeitamos, portanto, como sonho orgulhoso e autoconfiante, a noção de que o ser humano possa um dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos com viva expectativa aquele dia, e os novos céus e a nova terra nos quais habita a justiça e onde Deus reinará para sempre. Enquanto isso, dedicamo-nos novamente ao serviço de Cristo e das pessoas, em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade das nossas vidas.
(Mc 14.62; Hb 9.28; Mc 13.10; At 1.8-11; Mt 28.20; Mc 13.21-23; 1Jo 2.18; 4.1-3; Lc 12.32; Ap 21.1-5; 2Pe 3.13; Mt 28.18)
Portanto, à luz desta nossa fé e desta nossa determinação, entramos em pacto solene com Deus e uns com os outros, para orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização do mundo inteiro. Conclamamos outros a se unirem a nós. Que Deus nos ajude, pela sua graça e para a sua glória, a sermos fiéis a este nosso pacto! Amém. Aleluia!
Nota histórica: o dado de 2,7 bilhões de não evangelizados (seção 9) reflete os números de julho de 1974, preservados por fidelidade histórica. Pesquisas de 2024 estimam que mais de 3,4 bilhões de pessoas permanecem não alcançadas.
O Pacto de Lausanne (1974) é um documento do Movimento de Lausanne (© Lausanne Movement), aqui reproduzido com atribuição, para fins de ensino e sem fins comerciais. Texto original em inglês e versão oficial em português disponíveis em lausanne.org.
Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Referências bíblicas abreviadas conforme a Nova Almeida Atualizada (NAA).