Estudos do Bispo Ildo · Família e Aconselhamento
Família e Casamento
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50 tons de pornografia+
A pornografia tem sido tradicionalmente uma indústria que atende quase inteiramente aos homens. Sempre houve exceções, é claro, mas predominantemente eram homens que compravam revistas e vídeos numa era pré-digital e têm sido os homens que tornaram a pornografia uma indústria multibilionária na era da Internet. Se a indústria faz seu próprio caminho, está prestes a mudar.
Nós tendemos a crer que homens são especialmente inclinados à sedução da pornografia. Homens tendem a ser estimulados visualmente, homens tendem a se masturbar mais na adolescência — nós ouvimos as razões. Mas considere isto: E se a relação entre os homens e a pornografia está relacionada a um tipo muito específico de pornografia? E se as mulheres não foram atraídas para a pornografia, pelo menos em parte, porque a indústria simplesmente não tentou criar e comercializar pornografia que apela primariamente a elas? E se isso está prestes a mudar?
Mulheres, vocês precisam estar conscientes, pois os pornógrafos estão vindo atrás de vocês. Sim, vocês.
Há muito que pode ser dito a respeito da série de livros 50 Tons de Cinza; o que está além de contestação é que os livros — que estão atualmente em 65 milhões de cópias — chocaram o mundo da publicação revelando a existência de um mercado antes inexplorado. O segredo está revelado: Há milhões de mulheres que lerão pornografia mesmo se elas tiverem pouco interesse em assistir pornografia. Editores, tanto comuns quanto pornográficos, estão anotando. Estão estudando o fenômeno 50 tons para ver como eles podem duplicá-lo, ou pelo menos aproveitar-se de seu sucesso. Como qualquer indústria, eles têm pesquisas e grupos de concentração e estatísticas, e infinitas quantidades de dados que primeiro medem, e depois transformam o comportamento.
Um recente artigo na CNBC explica que a pornografia tradicional foi criada por homens, para homens. Esta pornografia tende a afastar qualquer coisa além do mais rudimentar enredo em favor da mais barulhenta exibição de fantasias extremas. É pura carnalidade e as mulheres tendem a não achar isso especialmente sedutor. De fato, muitas acham francamente repulsivo, especialmente elas acham que seus maridos querem que elas reproduzam algumas daquelas coisas. Mas 50 tons e outros produtos recentes estão provando, para a surpresa de muitos, que as mulheres são, também, sexuais. Onde os pornógrafos pensavam que as mulheres simplesmente não estavam interessadas, agora veem que elas podem estar muito interessadas, mas isso exigirá um tipo diferente de produto. A indústria está se ramificando numa tentativa de tirar vantagem. Estão agora trabalhando duro para criar pornografia para mulheres.
Em contraste com a pornografia tão predominante hoje, essa nova pornografia tem uma estória, um enredo. O fundador e presidente de uma empresa diz: “Não vamos filmar posições hardcore ou os mais extremos elementos de filmes adultos. Isso é mais fazer amor do que [termo vulgar].” Ela se concentra em questões que possam repercutir entre as mulheres: apaixonar-se pela primeira vez, ou a fuga de um casamento que perdera seu brilho. É essencialmente comédia romântica, uma leve novela romântica, mas com o conteúdo sexual aumentado tanto em tempo quanto na explicitude. Afinal, o que é Cinquenta Tons de Cinza senão um romance com 60 ou 70 páginas de sexo gráfico e excêntrico? Uma roteirista e diretora desse tipo de filme foi citada na revista Slate dizendo: “Nós fizemos pesquisas demográficas suficientes para saber que uma grande porcentagem de mulheres que assistem nossos filmes não querem ver [atos sexuais vulgares e gráficos]. … Elas querem sexo conectado e muitas preliminares. Achamos que casais mais velhos gostam de assistir isso porque são da era antes da internet, e o que estamos oferecendo é muito mais manso e construído no momento ao invés de estar lá na sua cara.” Os pornógrafos estão até criando mais filmes para casais. Isso é pornografia que pode unir as distâncias; um pouco manso demais para homens, e um pouco vigoroso demais para mulheres, mas é feito para ser experimentado juntos. É um meio de convidar os outros ao quarto do casal, mesmo que apenas virtualmente. Pode até mesmo servir como um portal, um meio de um homem apresentar a pornografia à sua esposa.
Em qualquer caso, quer a pornografia seja para homens, mulheres ou casais, o coração dela é o mesmo. Tudo se trata de fantasia, de imaginar-se em um contexto diferente com uma pessoa diferente fazendo coisas diferentes. É um homem imaginando uma mulher que se comporta como um homem, ou uma mulher imaginando um homem que se comporta como uma mulher.
Essa pornografia para mulheres já está disponível, e mais vem por aí. Muito mais. Essa indústria sabe o que atrai os homens e sabem exatamente como comercializar, exatamente onde colocar para fazê-los comprar. E agora estão vindo atrás das mulheres. Estão estudando as mulheres e aprendendo exatamente como comercializar e exatamente onde colocar para fazer com que você também compre. Se foram tão bem sucedidos com homens, deveríamos zombar e imaginar que eles não poderiam jamais ser bem sucedidos da mesma maneira com mulheres?
As mulheres podem imaginar-se olhando para esse tipo de pornografia entediadas, pensando que serão imunes a ela. Mas lembre-se, há muitos produtos que você usa hoje, muitos produtos que você não pude imaginar sua vida sem eles, que teriam gerado a mesma reação. Se dez anos atrás alguém tivesse descrito o Facebook para você, você teria rido alto. Muitas pessoas riram do iPhone e do automóvel também. Nós frequentemente não sabemos o que queremos ou precisamos até que essas mesmas coisas sejam comercializadas para nós. Elas são comercializadas habilidosamente e sutilmente em medida crescente.
Espero que a indústria seja menos bem sucedida em criar pornografia que atraia tão bem as mulheres e esteja tão facilmente disponível para elas. Espero que as mulheres sejam mais perspicazes que os homens quando se trata da sedução da pornografia e que elas estejam equipadas para resistir a ela com sucesso. Mas com toda a devastação que a pornografia trouxe aos homens, suas famílias, suas igrejas, por que Satanás não tentaria repetir seu golpe de mestre? Até agora, a sedução da pornografia tem sido primariamente sentida por homens mesmo enquanto muito da dor que ela causa tem sido descarregada sobre suas esposas. Amanhã podemos ter também muitos homens feridos, chorando pelo que eles descobriram e nunca teriam suspeitado a respeito das mulheres que amam.
Não há razão para temer, mas há toda razão para ficar atento. Há toda razão para ser humilde e duvidar de si mesmo. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Coríntios 10.12). Temos toda a razão para tornar isso um motivo de oração.
Por Tim Challies Tim Challies, 2002-2013. Todos os direitos reservados. Original:
50 Shades of Porn
Legendários: um alerta pastoral sobre o que parece ser e o que de fato é+
Vivemos um tempo em que muitos homens se sentem desorientados quanto ao seu papel no lar, na igreja e na sociedade. Essa crise de identidade tem dado lugar a uma busca crescente por respostas, pertencimento e significado. Nesse contexto, surgem movimentos como o Legendários, que prometem restaurar o "verdadeiro homem" por meio de retiros espirituais, jornadas em meio à natureza, e experiências de "quebrantamento" exclusivas para o público masculino.
A proposta pode parecer atrativa à primeira vista. Os encontros são promovidos em locais isolados, com atividades desafiadoras, falas impactantes, forte apelo emocional e espiritualidade embalada em linguagem viril. Homens são convidados a subir a montanha, reencontrar seu "propósito original" e retornar como lendas vivas. Mas é precisamente nesse pacote sedutor que precisamos fazer uma pausa e perguntar: que tipo de homem está sendo formado ali? E quais riscos estão embutidos nessa jornada?
O modelo de homem que o Evangelho não propõe O grande perigo do movimento Legendários é a tentativa de revestir com linguagem espiritual um modelo masculino antigo, hierárquico e excludente. O "homem legendário" é descrito como o herói inquebrantável, provedor, dominador, caçador, chefe de família por excelência. Em sua roupagem "gospel", ele é forte na fé, mas também é o macho alfa. A lógica patriarcal volta à cena, agora com gritos de guerra, cruzes nas costas e suposta restauração de autoridade espiritual.
Contudo, o Cristo que nos chama à masculinidade não nos oferece a espada, mas a cruz (Lc 9.23). Jesus chorou (Jo 11.35), foi quebrantado (Is 53.5), serviu aos outros (Jo 13.14-15) e nos ensinou que o maior é o que serve (Mt 23.11). Um homem segundo o coração de Deus é aquele que ama, que cuida, que ouve, que se humilha diante do Senhor. Esse tipo de masculinidade não precisa ser performada em trilhas ou selada por ritos secretos, mas cultivada no dia a dia, com honestidade, vulnerabilidade e dependência de Deus.
A espiritualidade que exclui é contrária ao Reino Outro ponto alarmante é a exclusão prática de mulheres nos espaços centrais do movimento. Não apenas por serem retiradas dos retiros, mas pelo discurso implícito de que o crescimento espiritual masculino depende da ausência do feminino. A masculinidade ali proposta parece só se sustentar no distanciamento da mulher, como se esta fosse obstáculo para o "florescimento do homem de Deus".
Esse tipo de segregação contradiz a natureza do Corpo de Cristo, onde homens e mulheres, em complementaridade e mutualidade, edificam juntos (Gl 3.28; 1Co 12.12). Jesus incluiu mulheres em seu discipulado e ministério. O Reino não é uma trincheira de gênero, mas uma mesa de partilha.
Um discipulado elitizado e inacessível Também não podemos ignorar o alto custo para participar de tais retiros. As cifras variam de centenas a dezenas de milhares de reais. Isso exclui a imensa maioria dos homens comuns, pobres, negros, da periferia. Que tipo de espiritualidade é essa que só pode ser vivida por quem pode pagar? O Evangelho é para todos. Jesus não cobrava ingresso para curar ou ensinar (Is 55.1-2).
Aliás, a verdadeira transformação espiritual — a metanoia — não pode ser comprada. Ela é fruto do arrependimento, da graça e do agir do Espírito Santo. Ela se dá na vida comum, no cotidiano, no secreto. "Não por força, nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor" (Zc 4.6).
A pressão de ser inquebrantável Talvez o aspecto mais perigoso do Legendários seja o reforço do mito do homem inquebrantável — aquele que não pode falhar, chorar ou demonstrar fragilidade. Essa ideia tem alimentado um padrão tóxico de masculinidade que aprisiona os homens em um ideal inalcançável de força, sucesso e controle emocional. Não é coincidência que os índices de suicídio entre homens sejam tão elevados: muitos estão sobrecarregados por exigências sociais que os impedem de demonstrar suas dores ou pedir ajuda. Em vez de cura, esse tipo de expectativa gera adoecimento.
O discipulado de Jesus, no entanto, nos chama a algo completamente diferente. Jesus nos convida não à perfeição performática, mas à vulnerabilidade redentora. Ele mesmo foi homem de dores, que chorou, que se deixou tocar, que se angustiou no Getsêmani (Is 53.3; Jo 11.35; Mt 26.38). A nossa força está justamente em reconhecer nossa fraqueza e confiar na suficiência da graça de Deus (2Co 12.9-10). A verdadeira hombridade é a de José, que preferiu fugir do pecado e cuidar da família; a de Pedro, que caiu, chorou e foi restaurado; a de Paulo, que serviu ao Senhor com lágrimas. Hombridade, aos olhos de Deus, é compaixão, mansidão, fidelidade, serviço — tudo aquilo que vemos encarnado na pessoa de Cristo. Esse é o modelo que a igreja deve promover.
O que os homens da igreja realmente precisam Homens da igreja não precisam de mais "coaching evangélico" nem de uma espiritualidade à parte das mulheres, muito menos de um teatro de força e virilidade. O que precisamos é de escuta, de relações sinceras, de modelos acessíveis, de partilha de fardos (Gl 6.2), de humildade, de arrependimento e de compaixão.
Precisamos de retiros? Talvez. Mas que sejam acessíveis, inclusivos, verdadeiramente espirituais, onde homens e mulheres cresçam juntos, onde possamos nos despir das armaduras e ser quem realmente somos diante de Deus: vasos de barro (2Co 4.7), que carregam um tesouro que não vem de nós.
Que o Senhor nos livre de projetos religiosos que travestem velhos estereótipos com linguagem piedosa. E que nos ajude a formar homens segundo Cristo: sensíveis, justos, piedosos, humildes, cheios do Espírito, servos do Reino, maridos fiéis, pais amorosos, irmãos que sabem chorar com os que choram.
Mais poderia ser dito: sobre os riscos físicos das práticas extenuantes, como já revelado em caso de morte durante trilha; sobre a falta de transparência e uso de sigilo nos retiros; sobre a linguagem militarizada e triunfalista que contrasta com o evangelho da cruz; sobre a instrumentalização política do movimento em câmaras municipais; e sobre a ausência de uma agenda clara contra a violência e as desigualdades de gênero. Tudo isso reforça a necessidade de discernimento. Como pastores e lideranças, devemos ser vigilantes: não é porque algo parece espiritual que de fato provém do Espírito.
Essa sim é uma lenda que vale a pena viver. A lenda da graça. A lenda do Cordeiro. A lenda da cruz.
Namoro na adolescência+
Qual é a idade ideal para começar a namorar?
Muitos ficam surpresos quando descobrem que não é a idade biológica que conta, mas sim a maturidade espiritual e a emocional que determinam se uma pessoa já tem idade para namorar. Maturidade é saber impor-se limites e frustrações a curto prazo a fim de usufruir benefícios maiores a longo prazo. Um jovem está maduro para namorar quando demonstra responsabilidade e capacidade para abrir mão do prazer imediato em prol do futuro. A este respeito, o Pr. Edson A. de Sousa apresenta uma interessante ilustração em seu livro "O divórcio começa no namoro".
Ele conta de uma pesquisa feita com crianças que dizia assim: Ao que tudo indica um cientista pode prever o futuro ao observar crianças de quatro anos de idade interagirem com um docinho. O pesquisador convida as crianças, uma de cada vez, em um quarto comum e começa o seu gentil tormento: "Você pode comer este docinho agora" Ele diz: "Mas se você esperar até que eu resolva um assunto, você poderá ficar com dois docinhos quando eu voltar". E então ele vai embora. Algumas crianças agarram o doce no minuto que ele sai pela porta. Outras duram alguns minutos antes de desistirem. Mas outras estão determinadas a esperarem. Elas cobrem os olhos, abaixam a cabeça, ficam cantalorando, tentam brincar ou até mesmo caem no sono. Quando o pesquisador retorna, ele dá a estas crianças os seus "suados docinhos".
Uma pesquisa entre os pais e professores destas crianças, revelou que aquelas que tiveram a firmeza para esperar pelo docinho geralmente se tornavam adolescentes mais ajustados e confiantes. As que logo caíram na tentação se frustraram facilmente. Dobravam-se sob pressão e se intimidavam diante dos desafios e não aprenderam a lidar com frustração.
Iniciar um namoro numa idade precoce é algo que traz muitos riscos e acaba privando o adolescente de uma série de coisas legais típicas da idade devido aos ciúmes possessivos característicos dos namoros. Não é sábio queimar as etapas da vida. "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" (Ec 3.1).
O adolescente não está preparado para namorar enquanto não tiver desenvolvido sua maturidade espiritual e emocional a ponto de dizer não à pressão sexual. Não acenda um fogo que não pode apagar. Não ir longe demais depende da maturidade, força de vontade, sua capacidade de dominar-se.
Você entrou num namoro só por causa dos beijos e carícias? Cuidado! Pois eles representam um grande atrativo, mas costumam cegar nosso entendimento para outras áreas importantes do relacionamento. Numa dessas, você pensa que o(a) garoto(a) é um príncipe (ou princesa), e, de repente, você está com o maior "sapo" nas mãos.
O ideal seria que todo o namoro começasse com uma boa amizade, onde um pudesse conhecer melhor o outro, sua personalidade, temperamento, caráter, afinidades e hábitos. Tem muito relacionamento amoroso que só se sustenta por conta da atração física. Quando um namoro está focado em beijos, amassos e sexo, os envolvidos acabam não se conhecendo profundamente como deveriam, pois o interesse sexual e a paixão acabam cegando-os para os defeitos um do outro.
Embora a maturidade emocional seja preponderante, a idade biológica não pode ser completamente descartada como sinal de que alguém está pronto para começar a namorar. Quanto mais cedo se começa a namorar, mais cedo também começa a prática sexual. Além dos danos emocionais e espirituais, preocupa bastante a questão das doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce, pois 22% dos nascidos no Brasil são filhos de mães adolescentes (Fonte IBGE 2009).
"Ficar" é uma curtição que pode custar caro Não devemos tratar os outros como se eles fossem objetos da nossa satisfação. Não é correto também brincar com os sentimentos dos outros e nem mesmo arriscar os seus. Beijos na boca não podem ser tratados como coisa qualquer, pois é algo muito íntimo e pessoal. Devemos ser mais criteriosos neste assunto. Muita gente acaba se ferindo por conta de relacionamentos fingidos e levianos.
Sinceramente, você se casaria com uma pessoa que já "ficou" com todo mundo e que, na realidade, nunca "ficou" comprometida com ninguém?
Ficar é fria! Ficar é coisa leviana! Respeite a si mesmo e aos outros. Aja com responsabilidade considerando o futuro. Cuidado, pois "aquilo que o homem plantar, isto mesmo irá colher" (Gl 6.7).
Nas Escrituras Sagradas temos princípios de vida revelados pelo Criador para o bem-estar de todas as suas criaturas. Ele conhece o caminho das pedras. Devemos aprender a confiar em Sua sabedoria. Deus Se preocupa com nosso amadurecimento espiritual é por isso que nos pede pureza com relação ao assunto do sexo (2Co 11.2; Tt 2.4,5,14; I Pe 3.2).
A Bíblia não é um livro obsoleto. É importante darmos atenção ao conselho de Paulo a Timóteo: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm.3.14,15)
Fuja das paixões da mocidade (2Tm 2.22). Fuja até da aparência do mal (1Ts 5.22). Não se exponha a tentação (Gl 6.1). Os adolescentes são por demais sujeitos a influência do grupo, portanto, devem evitar as más companhias (2Co 6.17). Não devem estar na roda dos escarnecedores (Sl 1). As más conversações corrompem os bons costumes” (1Co 15.33). Não namore com pessoas que não sejam bons cristãos (2Co 6.14). Cuidado com atitudes e vestimentas sensuais. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus“ (Rm 12.2). Cuidado com a pornografia. “De que maneira poderá o Jovem guardar puro o seu Caminho? Observando-o segundo a tua palavra” (Sl.119.9). “Purificando as vossas almas pelo Espírito, na obediência à verdade” (1Pe 1.22).
Bispo José Ildo Swartele de Mello https://metodistalivre.org.br http://escatologiacrista.blogspot.com
A Igreja e o Divórcio+
DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO Bispo Ildo Mello A questão do divórcio e do novo casamento é complexa, envolvendo profundas implicações teológicas, éticas e pastorais. Para lidar com o tema, precisamos compreender a tensão entre a vontade de Deus para o casamento e as situações criadas pelo pecado humano que levam muitos casais à separação. Como enfrentar essas realidades, os dramas familiares, e como oferecer auxílio e esperança no Evangelho?
O Ideal Divino para o Casamento No relato da criação, o casamento é apresentado como a união em “uma só carne” estabelecida por Deus no contexto de um ambiente sem pecado (Gn 2.24). Nesse cenário ideal, a dissolução do matrimônio era inconcebível. Porém, o pecado trouxe ruptura, não apenas na relação entre Deus e o ser humano, mas também entre homem e mulher.
Antes da Queda, ambos foram criados à imagem de Deus (Gn 1.27) e chamados a exercer domínio sobre a criação como parceiros iguais (Gn 1.28). Após a Queda, o pecado introduziu desigualdade e sofrimento: a mulher passou a estar sujeita ao homem (Gn 3.16), enquanto o homem ficou sujeito à terra (Gn 3.19). Essa desigualdade deu origem a práticas como a poligamia (Gn 4.19; 16.3) e o divórcio (Dt 24.1-4), que jamais fizeram parte do plano original de Deus.
As disposições mosaicas sobre o divórcio foram concessões à dureza do coração humano (Mt 19.8 ). Homens podiam repudiar suas esposas, mas as mulheres não tinham o mesmo direito, ficando vulneráveis e muitas vezes expostas à miséria. Ainda assim, Deus, em Sua misericórdia, estabeleceu regulamentos para mitigar o sofrimento, como a exigência de uma carta de divórcio para proteger as mulheres repudiadas (Dt 24.1-4).
Deus odeia o divórcio (Ml 2.16), não apenas por ser contrário ao propósito original, mas também pelos danos que ele causa, especialmente às mulheres e aos filhos. Contudo, a regulamentação mosaica reflete a compaixão divina diante das realidades de uma humanidade caída.
O Ensino de Jesus sobre o Divórcio Durante Seu ministério, Jesus reafirmou o padrão original para o casamento: “Portanto, o que Deus ajuntou, não separe o homem” (Mt 19.6). Ele retirou o direito autoritário dos homens de repudiar suas esposas por qualquer motivo e limitou o divórcio a casos de infidelidade conjugal (Mt 5.31-32; 19.9).
Jesus enfatizou que o divórcio e o novo casamento fora desse contexto equivalem a adultério (Mc 10.11-12; Lc 16.18). Sua posição é clara: o divórcio nunca foi parte do ideal de Deus, mas Ele permitiu a separação em casos de adultério como um recurso de misericórdia para o cônjuge inocente.
A Perspectiva Pastoral de Paulo O apóstolo Paulo, ao tratar de questões matrimoniais, reafirma o ideal divino, mas também introduz uma nova exceção: a deserção. Ele escreve: “Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz” (1Co 7.15).
Essa exceção pastoral reconhece que Deus nos chama à paz, permitindo o divórcio e o novo casamento quando há abandono ou ameaça à vida. Assim, além do adultério, Paulo reconhece que o abandono do lar pelo cônjuge descrente é uma situação que justifica a dissolução do casamento.
Questões Teológicas e Pastorais É fundamental que a igreja trate cada caso com discernimento pastoral e sensibilidade à graça de Deus. Enquanto pregamos o ideal divino, enfrentamos uma realidade marcada por corações endurecidos e relacionamentos quebrados.
Devemos lembrar que o perdão de Deus cobre pecados do passado pré-conversão, tornando o pecador uma nova criatura em Cristo (2Co 5.17). Portanto, as restrições bíblicas ao divórcio não se aplicam a crentes divorciados antes de sua conversão.
Reflexões Teológicas Adicionais 1. Graça e Misericórdia: Jesus demonstrou compaixão em casos de pecado, como na história da mulher adúltera (Jo 8.1-11). A igreja deve seguir esse exemplo, equilibrando a proclamação do padrão divino com a oferta de perdão e restauração.
2. Oséias e Gômer: A história de Oséias (Os 1-3) ilustra o compromisso fiel de Deus, mesmo diante da infidelidade. Isso aponta para o chamado à reconciliação e ao amor redentor sempre que possível.
3. Exegese dos Termos Gregos: A palavra “porneia” (relações sexuais ilícitas) em Mateus 19.9 é crucial para compreender as bases bíblicas para o divórcio. Além disso, a expressão “não sujeito à servidão” (1Co 7.15) reforça a ideia de que o cônjuge inocente está livre para se casar novamente.
4. Perspectiva Escatológica: O casamento reflete a união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.31-32; Ap 19.7-9). Isso nos chama a enxergar o casamento como um símbolo do plano redentor de Deus.
O Papel da Igreja A igreja deve ser um lugar de acolhimento, cura e restauração. Pessoas divorciadas frequentemente carregam cicatrizes profundas e precisam de apoio amoroso para reconstruir suas vidas. Algumas iniciativas práticas incluem:
• Estabelecer ministérios de aconselhamento para casais em crise.
• Criar grupos de apoio para divorciados.
• Ensinar regularmente sobre os princípios bíblicos do casamento.
Além disso, a igreja deve ajudar os casais a enxergar o casamento como um reflexo do amor sacrificial de Cristo, promovendo reconciliação sempre que possível. Contudo, deve-se reconhecer que, em situações de traição ou abandono, o divórcio pode ser inevitável.
Conclusão
Embora o divórcio nunca tenha sido parte do ideal divino, a Bíblia reconhece que ele pode ser necessário em casos de infidelidade ou deserção. Nessas situações, a graça de Deus se manifesta em restaurar vidas quebradas e oferecer um novo começo.
A igreja, como comunidade redentora, deve proclamar o padrão de Deus para o casamento, mas também ministrar compaixão àqueles que sofrem as consequências do pecado. Deus é especialista em transformar cinzas em beleza (Is 61.3), e é essa esperança que devemos transmitir ao mundo.
A Prioridade do Cônjuge na Constituição Familiar+
Por Bispo Ildo Mello Por que o casamento deve ter primazia sobre todos os outros vínculos familiares, inclusive com pais e filhos
Introdução
Vivemos em uma cultura onde os papéis familiares estão confusos. Por isso, é fundamental reafirmarmos os princípios que Deus estabeleceu para o lar. De acordo com as Escrituras, o casamento é a base da família, e a relação conjugal deve ser a prioridade máxima entre todos os relacionamentos humanos — sim, inclusive em relação aos pais e filhos.
Essa afirmação pode gerar dúvidas: o que significa “deixar pai e mãe”? A Bíblia estaria ensinando que devemos abandonar nossos pais? Absolutamente não. O que as Escrituras propõem é uma reorganização de prioridades, não abandono ou negligência.
Vamos examinar essa verdade de forma clara e pastoral.
1. O que realmente significa “deixar pai e mãe”?
O texto fundamental está em Gênesis:
“Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”* (Gn 2.24, NAA).
Esta passagem não ordena o abandono dos pais nem quebra o mandamento de honrá-los (Êx 20.12). O termo “deixar” se refere à transferência da centralidade do vínculo familiar. Ou seja:
Deixar não é abandonar, mas reorganizar prioridades Não é desonrar os pais, mas honrá-los de forma madura a partir de um novo núcleo familiar É sair da dependência para assumir responsabilidade O casamento marca o início de um novo lar, com nova autoridade espiritual, afetiva e prática. A relação com os pais continua, mas deixa de ser o eixo principal da vida. O casal assume juntos um novo compromisso que exige exclusividade, aliança e prioridade.
2. Um vínculo único: “uma só carne”
Quando se casam, marido e esposa se tornam, segundo Jesus, “uma só carne” (Mt 19.6). Esta é a união mais profunda possível entre dois seres humanos. Nenhuma outra relação é descrita nesses termos — nem mesmo entre pais e filhos.
Por isso, o relacionamento conjugal deve ocupar o primeiro lugar entre todos os afetos humanos. Isso significa priorizar o cônjuge:
Acima dos pais — porque uma nova família está sendo formada Acima dos filhos — porque os filhos são fruto do amor conjugal e precisam da unidade dos pais para se sentirem seguros Quando negligenciamos essa ordem de prioridades, criamos confusão, tensão e enfraquecemos a estrutura do lar.
3. Priorizar o cônjuge também abençoa os pais
Muitas pessoas resistem à ideia de que o cônjuge deve vir antes dos pais porque associam isso à ingratidão. Mas quando um filho ou filha deixa o lar para construir um casamento saudável, isso na verdade traz alegria e tranquilidade aos próprios pais.
Pais verdadeiramente amorosos não querem manter os filhos emocionalmente dependentes. Eles desejam vê-los amadurecendo e formando lares estáveis, cheios de amor e temor a Deus. Um casamento sólido é motivo de orgulho para os pais e pode se tornar um ponto de apoio futuro em sua velhice, como ensina 1 Timóteo 5.4:
“Aprendam primeiro a exercer piedade para com a própria família e a recompensar seus pais, pois isto é agradável diante de Deus.” Portanto, “deixar pai e mãe” no casamento faz parte do processo natural de amadurecimento. Isso não exclui cuidar deles com carinho, gratidão e responsabilidade, especialmente quando mais precisarem.
4. O bem dos filhos depende da prioridade conjugal
Aqui está um erro comum: muitos casais, mesmo entendendo que os pais não devem ser prioridade, acabam colocando os filhos nesse lugar central. Quando os filhos se tornam o centro do lar e o relacionamento conjugal é negligenciado, todos saem perdendo:
O casal se distancia emocionalmente A intimidade é abandonada Os filhos crescem com uma visão distorcida de amor, limites e autoridade A melhor forma de amar os filhos é oferecer-lhes pais que se amam.** A unidade conjugal proporciona às crianças:
Segurança emocional Estabilidade espiritual Um modelo saudável de masculinidade e feminilidade
5. A ordem divina fortalece toda a família
Seguir o princípio bíblico da prioridade conjugal não destrói os outros laços familiares — pelo contrário, os fortalece. Quando marido e esposa vivem em aliança, diálogo e harmonia, toda a família prospera. Os pais são honrados com maturidade, os filhos crescem em ambiente seguro, e Deus é glorificado.
Ignorar essa ordem gera lares desestruturados, conflitos entre gerações e filhos inseguros. Obedecê-la, por outro lado, produz bênçãos duradouras.
Conclusão
O cônjuge deve ser a pessoa mais importante no contexto familiar — esta é a ordem estabelecida por Deus. Isso não significa abandonar os pais nem desprezar os filhos, mas colocar cada relacionamento em seu devido lugar.
No casamento, um novo vínculo é formado — “uma só carne” — que exige prioridade exclusiva, cuidado mútuo e compromisso de vida. Quando o cônjuge é priorizado, os pais se alegram, os filhos se sentem seguros, e o lar se torna um reflexo da vontade de Deus.
Que cada cristão compreenda e viva essa verdade com sabedoria, honra e amor — para a glória de Deus e edificação de sua casa.
Cabe aos pais escolher a religião dos filhos?+
"Escolher” ou "decidir" pelos filhos é algo forte e impositivo e não parece ser um caminho sábio. É natural que os pais transmitam a sua cultura, os seus valores morais e suas crenças aos filhos. A questão é como isto deve ser feito. Precisamos aprender com o melhor exemplo que temos de Pai. Deus que é Pai, ao criar seus filhos, poderia tê-los feito programados para obedecer a sua vontade; sim, poderia ter escolhido criar seres autômatos, algo assim como os robôs, que não tem liberdade de escolha. Mas, embora, um mundo de autômatos pudesse funcionar muito bem, sem guerras, sem injustiças e sem maldade, no final das contas, seria também um tanto sem graça, pois as próprias expressões de amor, devoção e serviço não seriam livres e espontâneas, também teriam de ser programadas, o que resultaria em algo artificial, algo sem graça e sem significado real. Ninguém, em sã consciência, se sentiria muito tocado em receber uma declaração de amor de um ser que foi programado para isto e que não pode dizer outra coisa a não ser aquilo que está na sua programação.
Deus quis que seus filhos fossem livres, mesmo sabendo dos riscos derivados da liberdade humana. Ninguém pode ser livre apenas para dizer sim. Alguém que é livre pode também dizer não, pode se rebelar e pode optar pelo mal. A história da humanidade revela as conseqüências do mau uso da liberdade, como o surgimento do pecado, egoísmo, inveja, ódio, crimes, doenças, injustiças, guerras, fomes, etc. Um alto preço tem sido pago para que possamos ter no mundo relacionamentos verdadeiramente significativos. Neste mundo temos muitas opções, somos livres para escolher, portanto, quando amamos a Deus e respondemos positivamente ao seu chamado, isto é cheio de significado. Este relacionamento entre Deus e o homem é cheio de afeto. É algo tremendo! O mesmo se pode dizer do relacionamento de amor e amizade entre os seres humanos. Alguém, certa vez disse: "Amo a liberdade, por isso deixo livres todas as coisas que tenho. Se elas permanecerem comigo será porque as conquistei, se partirem será porque, de fato, nunca as possuí
Mesmo tendo criado seres livres, Deus poderia ter se imposto aos homens pela força do seu poder. Mas não quis que fosse assim. Ele disse: “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR” (Zacarias 4.6). Deus, como Pai, não quis se impor pela força, mas decidiu cativar pelo amor! Manifestou-se ao mundo na pessoa de Jesus, que sendo o próprio Deus, esvaziou-se de sua glória para identificar-se com nossa fraqueza, revelou-se como servo sofredor, que carrega a sua cruz e dá a vida pelos seus amados. Quando se apresentou como Rei em sua entrada em Jerusalém no Domingo de Ramos, não entrou montado num cavalo portentoso e cheio de pompa e nem estava acompanhado de um forte e ameaçador exército, mas escolheu entrar de maneira humilde e mansa montado num jumentinho.
Portanto, os pais precisam se inspirar em Deus e precisam aprender com Jesus, cujo estilo de liderança foi marcado pela cruz, pelo burrinho, pela água e a toalha, com que lavou os pés dos discípulos. Sendo Senhor, foi humilde e assumiu a condição de servo. Não foi dominador e nem tirano, mas procurou cativar pelo exemplo. Não constrangeu os seguidores pela força, pois seus seguidores sempre foram livres para escolher e até mesmo desistir. Não quis se impor pela força, antes escolheu o caminho da graça e do amor. Na cruz, Deus revelou seu grande amor ao mundo e atraiu muitos a si.
Portanto, os pais devem ensinar pelo exemplo, procurando cativar os filhos pelo caminho do amor e não pela via do autoritarismo. Pais que amam a Deus sobre todas as coisas e que amam ao próximo como a si mesmos e que vivem a fé que professam, experimentando a paz e a alegria de Deus em seus corações, certamente exercerão uma forte influência positiva sobre seus filhos, que se sentirão inspirados a seguir o mesmo caminho, contudo, caberá aos filhos decidir por si mesmos.
Bispo José Ildo Swartele de Mello
www.metodistalivre.org.br
Namoro cristão: 10 dicas para encontrar a pessoa certa!+
Busque o Reino de Deus em primeiro lugar (Mt 6.33; Pv 19.14).
Pois temos a promessa de que as demais coisas nos serão acrescentadas! "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará" (Sl 37.5). Jesus definiu qual deve ser a prioridade de nossa busca. Feito isto, estamos equipados para as demais buscas da vida.
Posso testemunhar que, quando decidi me consagrar ao Senhor, foi que eu conheci a Cristina!
Busque valorizar-se adequadamente (Mt 22.39; Ef 5.28). J esus ensina que devemos amar o próximo assim como amamos a nós mesmos. Portanto, devemos amar devidamente a nós mesmos. Quando não conseguimos apreciar nosso valor acabamos dando lugar a uma série de coisas malignas que irão estorvar nossos relacionamentos sociais. Deus te ama e te dá valor!
Busque uma pessoa que tema o Senhor, de bom caráter e que te aproxime mais de Deus (Pv 1.7; 14.27; 22.1; 2 Co 6.14; Gl 5.22-23).
Cuidado, pois há muitos cristãos nominais, procure alguém que manifeste os frutos do Espírito.
Busque em lugares certos.
Há muitos riscos em buscar relacionamentos através da internet e baladas, por exemplo.
Busque estabelecer amizade para conhecer a pessoa antes de mais de nada (Pv 8.12; 21.5; 1 Co 8.2).
Busque uma pessoa que trate bem seus familiares (1Tm 5.8; 2Tm 3.1-5).
Busque uma pessoa trabalhadora e responsável (Pv 13.4; 15.19; 19.15; 21.25; 31.15, 17 e 27).
Busque uma pessoa que administre bem suas finanças (Gn 39.1-6; 41.33-39; Pv 12.27; 22.3; 31.18; Mt 24.45).
Busque uma pessoa por quem você nutra admiração (Ct 2.2-3; 6.4; Pv 31.28-30).
Busque uma pessoa que tenha afinidade com você.
Pois, se por um lado, os opostos se atraem, por outro, eles também não se entendem. No passado, o relacionamento amoroso era visto como algo do tipo "tampa e panela", no entanto, hoje em dia, tem mais chance de felicidade o do tipo "almas gêmeas". A idéia de duas metades que complementam uma a outra deu lugar ao conceito de dois inteiros que interagem e se unem em amor. No passado, a mulher era mais submissa, enquanto que, atualmente, as decisões são mais igualmente partilhadas. Homens e mulheres também estão vivendo mais e tendo também mais tempo para passeios e férias. Portanto, quanto mais gostos e interesses em comum, melhor para a harmonia do casal.
Bispo José Ildo Swartele de Mello
Mulheres no Evangelho de Marcos+
As mulheres receberam um tratamento todo especial no Evangelho de Marcos. Vejamos:
A primeira pessoa curada foi uma mulher, a sogra de Pedro. Interessante notar que é dito que Jesus a ergueu! (Mc 1.30). Jesus se manifestou para desfazer as obras do Diabo (1Jo 3.8). O Diabo derrubou a mulher, mas Jesus veio para levantar a mulher!
Se é verdade que por uma mulher entrou o pecado no mundo, tornou-se fato também que, por uma mulher, nasceu o Salvador do Mundo. Maria foi uma das mulheres que testemunhou a morte e o enterro de Jesus depois que os discípulos fugiram (Mc 15.41, 47).
Aquela mulher que sofria de hemorragia demonstrou ser uma pessoa de fé e atitude corajosa. (Mc 5.27–34).
A mulher sírio-fenícia destaca-se no Evangelho de Marcos como a única pessoa a desafiar com sucesso as palavras de Jesus, mostrando também discernir, antes mesmo dos apóstolos, que o reino de Deus é destinado a todos e não apenas aos judeus. (Mc 7.24–30.)
Jesus apreciou e destacou a oferta da Viúva pobre como a mais importante de todas (Mc 12: 41–44), Aquela mulher em Betânia que ungiu a Jesus, mostrou reconhecer, antes mesmo dos apóstolos, que Jesus era o Messias e que haveria de morrer (Mc 14.3–9).
As Mulheres que seguiam e serviam a Cristo estavam aos pés da cruz enquanto os discípulos homens haviam fugido (Mc 15.40–41). Elas testemunham o enterro de Jesus (Mc 15.47). E são as primeiras a visitarem o túmulo e o encontram vazio. (Mc 16.1–8).
Maria Madalena foi a primeira a ver a Jesus ressuscitado e a primeira a proclamar as boas novas! (Mc 16.9–10).
Numa sociedade patriarcal e machista como aquela, vemos as mulheres sendo resgatadas e erguidas por Jesus, mostrando-se iguais aos homens como seguidoras e servas de Cristo. Elas seguem o exemplo de Jesus que não veio para ser servido, mas para servir (Mc 10.45). Elas demonstram, por vezes, terem até mais fé, coragem e discernimento do que os próprios apóstolos. E Deus concedeu a uma mulher o privilégio de trazer Jesus ao mundo e a uma outra de ser a primeira a contemplar a Jesus ressuscitado e a ser também a primeira a proclamar que Ele ressuscitou!
Viva as mulheres!
Bispo Ildo Mello (baseado em Robert F. Stoops Jr., Bíblia de Estudo do Faithlife)
Eunice, sobretudo, mãe!+
Como diz o ditado, “por traz de um grande homem, existe sempre uma grande mulher”, Timóteo, um dos principais líderes cristãos da Igreja Primitiva, foi profunda e positivamente influenciado pela fé e ensino de sua mãe. Seu pai era pagão, um grego, cujo nome não é mencionado, e nada é dito sobre sua fé ou influência. Vemos que uma mãe santa é suficientemente capaz de santificar seus filhos, como disse o Apóstolo Paulo: “e, se uma mulher tem marido descrente, e ele se dispõe a viver com ela, não se divorcie dele. Pois o marido descrente é santificado por meio da mulher, e a mulher descrente é santificada por meio do marido. Se assim não fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora são santos.” (1Co 7.13-14).
O poder de influência de uma mãe consagrada ao Senhor também se vê na família de Suzana Wesley, seu esposo tinha problemas com a bebida e com o jogo, mas nenhum dos seus 19 filhos tornou-se bêbado ou jogador, pelo contrário, dentre seus filhos destacam-se João Wesley, pai do metodismo e Carlos Wesley, um dos maiores compositores cristãos de todos os tempos!
A Bíblia destaca duas virtudes de Eunice como mãe:
Em primeiro lugar, sua fé não fingida (2Tm 1.5). Ela era uma mãe integra e exemplar. Sua fé não era da boca pra fora. Ela realmente vivia de acordo com a fé que professava. Isto teve um poderoso impacto sobre a fé de seu filho Timóteo que futuramente virá a ser um dos gigantes da fé!
Eunice foi uma zelosa educadora cristã (2Tm 3.15). Ela assumiu a responsabilidade de ensinar as Sagradas Escrituras ao seu filho, desde a mais tenra idade dele. Ela fez tudo o que estava ao seu alcance para treinar Timóteo no temor de Deus. Seu nome Timóteo – escolhido evidentemente não pelo pai, mas por Eunice – significa "aquele que teme a Deus". A "sabedoria" dos hebreus consistia no temor do Senhor (Sl 111:10 e Pv 9.10).
Ressalta-se assim o fundamental papel das mães na formação de seus filhos para o bem estar de toda a sociedade, como falou Abraão Lincoln; “as mãos que embalam o berço, dirigem o mundo”!
Bispo Ildo Mello
Tenho o privilégio de ter duas mães. Explico…+
Em 1962, aquela que seria minha irmã mais velha acabou falecendo durante o parto. Imagine o que não foi para minha mãe regressar para casa e ainda ter que contemplar o berço que com tanto carinho havia sido montado para acolher a sua tão esperada filha. Foi aí que sua vizinha, Vicência, que também era a sua melhor amiga, pegou sua filhinha, que tinha poucos meses de vida e que era carinhosamente chamada de Naninha, e a colocou no colo de minha mãe e disse: “Frieda, não fica assim tão triste, pois a Naninha, a partir de agora, é sua filha também”.
Minha mãe voltou a engravidar. Meses depois do meu nascimento, a Naninha ficou gravemente enferma e veio a falecer. E, para piorar ainda mais a situação, Vicência não podia mais engravidar. Então, foi a vez de minha mãe visitá-la e me colocar em seus braços, e dizer a ela: “Querida amiga, não fica assim tão triste, pois, a partir de agora, esse também será seu filho”
Assim foi que passei a ter duas preciosas e amadas mães, uma natural e outra do coração, uma branca e outra negra, uma protestante e outra católica. Como éramos vizinhos de cerca, convivi diariamente com as duas! Ambas mulheres de fibra e de caráter irrepreensível. Elas me ensinaram a ter fé em Cristo e a amar a Deus e ao próximo.
Vicência era a melhor catequista de Cidade Ademar, tanto que, certa vez, o próprio Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns foi visitá-la em reconhecimento de seu significativo trabalho. Devido à influência dela, cheguei a fazer o catecismo e a primeira comunhão, e, por outro lado, devido à poderosa influência da minha mãe Frieda, frequentei também a Escola Dominical e os cultos da Igreja Metodista Livre. Na juventude, acabei optando por me tornar metodista livre, por concluir que as doutrinas protestantes estavam mais de acordo com os ensinos bíblicos.
Hoje, quero prestar esta singela homenagem a estas duas queridas mães, agradecendo a Deus por suas vidas, pelo seu amor, por sua honestidade e por todo bem que sempre me fizeram e ainda me fazem. Que privilégio ter mães abençoadas e abençoadoras!
Feliz dia das mães!
Homenagem às Mães Inspirada na História de Ana+
Queridas mães, Neste dia especial, desejamos homenageá-las através da inspiradora história de Ana, uma mulher de fé inabalável e amor maternal que transcende as páginas da Bíblia.
Ana, inicialmente estéril, carregava em seu coração o peso de um desejo não realizado, mas nunca deixou de confiar em Deus. Sua oração fervorosa e sua entrega sincera são testemunhos do poder da fé e do amor.
Ana nos ensina que ser mãe vai além de gerar uma vida; é nutrir, cuidar e, acima de tudo, preparar os filhos para o mundo, mesmo quando isso significa deixá-los seguir seus próprios caminhos.
Ela orou por um filho e, ao ser agraciada com Samuel, não hesitou em cumprir sua promessa, consagrando-o ao Senhor. Ana entendeu que seu filho pertencia a um propósito maior do que qualquer desejo pessoal.
Hoje, olhamos para vocês, mães, como reflexos modernos de Ana. Vocês, que amam profundamente, também enfrentam o desafio de preparar seus filhos para suas trajetórias de vida.
Com amor e sacrifício, vocês os guiam, ensinam e, quando necessário, deixam-nos ir, sabendo que cada filho tem uma missão única neste mundo.
Como Ana, que vocês sejam exemplo de fé, esperança e amor incondicional. Em cada lágrima, em cada sorriso, em cada oração, que vocês possam fazer sua parte para moldar o futuro, deixando um legado que transcende o tempo.
Neste Dia das Mães, celebramos não apenas o amor que vocês dão, mas também a coragem de permitir que seus filhos voem, confiando na direção divina para suas vidas. Que vocês sejam sempre abençoadas, fortalecidas e inspiradas pela história de Ana, uma mãe que soube amar, esperar e, acima de tudo, confiar em Deus, consagrando a Ele os seus filhos.
Com carinho e gratidão, Bispo Ildo Mello
Uma pessoa divorciada precisa amar mais seus filhos do que odeia seu ex-cônjuge.+
O divórcio não traz solução, pois gera inúmeros outros problemas. Ele produz inúmeras feridas difíceis de cicatrizar na vida de todos os envolvidos, principalmente dos filhos, que são suas maiores vítimas.
Uma pessoa divorciada precisa amar mais seus filhos do que odeia seu ex-cônjuge. Não contamine seus filhos com os seus ressentimentos. Não jogue seus filhos contra o seu ex-cônjuge, pelo contrário, colabore para que eles amem e respeitem o seu ex-cônjuge como pai ou mãe. Deixe claro para seus filhos que eles não são a causa da separação. Dedique tempo para estar com seus filhos, demonstrando amor e cuidado.
Não fique remoendo o passado, reconheça os seus erros, confesse-os a Deus, receba o perdão e a orientação de Cristo, aprenda a lição, erga a cabeça e olhe para frente, pois, em Deus, temos muita vida e esperança. Tais medidas não resolvem a questão, mas ajudam a minimizar os danos e permitem um novo começar.
Bispo José Ildo Swartele de Mello
Poesia para o dia das mães+
Honra teus pais Público Amigos Amigos exceto conhecidos Somente Eu Personalizado Melhores Amigos Faculdade de Teologia Metodista Livre Ver todas as listas…
Família familia Família Carmo Amigos Imel Iglesia Metodista Libre igreja metodista livre SIM Free Methodist Church Faculdade Teológica Batista de São Paulo São Paulo Faculdade Teológica Sul Americana Conhecidos Voltar Honra teus pais enquanto vivos, honra-lhes o nome por onde fores; se lhes negas filial afeto, não vás ao túmulo levando flores.
Tu és semente que germinou no ventre, sugando-lhe energias; foste crescendo macerando os seios que te saciavam ao passar dos dias.
Tu és deles a continuação da vida, suas lembranças da áurea mocidade alegrando-lhes o esvaecer da vida, suavizando-lhes o peso da idade.
Mostra-lhes, pois, o mais sincero amor, sem fingimento vil da hipocrisia.
Nada vale o calor de muitas lágrimas sobre a lousa da mortalha fria.
Poesia de José Alves do Carmo Extraída do Livro de Rimas e Rumos
O poder de uma mãe+
As mães representam o grupo humano mais influente sobre a terra, mais até do que o dos próprios governantes, pois estes mesmos passaram o mais importante período de formação de seu caráter debaixo da impactante influência materna que é potencializada pelo inestimável elo afetivo existente entre mães e filhos.
O Apóstolo Paulo ressalta o papel da mãe na formação de Timóteo, que tornou-se um destacado líder cristão. Que lições podemos aprender de Eunice, mãe de Timóteo? Quem era ela? Quais suas virtudes? Como foi que ela educou seu filho? O que ela ensinava a ele?
Educar é mais do que apontar o caminho correto, pois implica em dar o exemplo.
A transformação do mundo passa pelas mães.
Texto completo em:
O poder das mães
Vencendo a Depressão – No Caminho de Emaús+
Mensagem de Páscoa
Dois discípulos frustrados com a Morte de Cristo experimentam tristeza profunda e, desanimados, retornam cabisbaixos para sua aldeia chamada Emaús. Para eles, o sonho havia acabado. Imediatistas, desistiram de esperar. Três dias lhes pareceram muito tempo. A depressão lhes cegou as vistas. Deprimidos, só enxergam o pior e não conseguem enxergar nada que lhes dê esperança e ânimo. Não conseguem enxergar o Salvador. Outro problema é que eles possuíam uma deturpada visão do Reino de Deus. Eles não conseguiam compreender a mensagem da Cruz. Jesus vai ao encontro deles para os livrar da depressão e para reconduzí-los ao caminho da vida. Despertados por Cristo, eles não fazem caso do cansaço, e retornam animadamente para Jerusalém para compartilhar a grande notícia da ressurreição de Jesus.