Levar consolo e esperança onde o sofrimento está
Há lugares onde as pessoas mais precisam de Deus e menos o encontram: o leito de um hospital, a cela de um presídio, a escola e o trabalho na hora da crise. A capelania leva a presença de Cristo justamente a esses lugares.
É a igreja que sai dos seus muros para estar ao lado de quem sofre, muitas vezes em silêncio, segurando a mão de quem chora. O Ministério de Capelania existe para que ninguém enfrente a dor sozinho.
“Bendito seja o Deus… que nos consola em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estão em qualquer angústia.”2 Coríntios 1.3-4 (NAA)
Deus nos consola para que consolemos os outros (2Co 1.3-4). Jesus visitou doentes, tocou os rejeitados e chorou diante do túmulo do amigo (Jo 11.35); e disse que, ao visitarmos o preso e o enfermo, é a ele que visitamos (Mt 25.36). O capelão é instrumento desse cuidado: ouve, ora, lê a Palavra e aponta para a esperança que não decepciona (Rm 5.5).
Hospitais, presídios, casas de repouso, escolas, empresas, corporações de segurança e situações de emergência e luto. Em cada lugar, o capelão respeita a dor, honra a pessoa e oferece a presença de Deus sem imposição, com sensibilidade e amor, ganhando o direito de falar por meio do cuidado.
O consolo cristão não é uma frase pronta que ignora a dor, nem a falsa promessa de que tudo dará certo do nosso jeito. É a esperança real da ressurreição e a certeza de um Deus que não abandona os seus (Sl 23.4; 1Ts 4.13-18). Consolamos apontando para Cristo, e não para nós mesmos.
A capelania exige preparo, equilíbrio emocional e vida de oração. Quem cuida também precisa ser cuidado. Servimos na dependência do Espírito, o Consolador (Jo 14.16), sabendo que muitas vezes a maior obra é simplesmente estar presente, em nome de Jesus, quando ninguém mais está.