SERMÃO 96
Sobre a obediência aos pais
“Filhos, obedeçam a seus pais em tudo” — um dever esquecido que agrada ao Senhor.
“Filhos, em tudo obedeçam a seus pais, pois fazer isso é agradável diante do Senhor.”
(Cl 3.20, NAA)Antes de ler
Este sermão reflete uma estrutura familiar fortemente hierárquica, característica da Inglaterra do século XVIII. Wesley entende a obediência aos pais como dever permanente, estendendo-a até mesmo aos filhos adultos e casados, embora reconheça que nenhuma ordem contrária à vontade de Deus deve ser obedecida.
Sua linguagem sobre “quebrar a vontade” da criança e a utilização do medo e da punição pertence a antigos modelos disciplinares. Esses elementos não devem ser adotados como orientação para a educação atual. Nenhum texto bíblico autoriza abuso, agressão, humilhação, coerção destrutiva ou controle indevido sobre filhos, especialmente adultos. Autoridade cristã é limitada pela vontade de Deus, pelo amor, pela justiça, pela proteção dos vulneráveis e pelo respeito à dignidade pessoal.
Nesta tradução, as orientações fisicamente coercivas mais detalhadas são apresentadas de maneira condensada e histórica, sem transformá-las em instruções práticas. Preserva-se, porém, o argumento central de Wesley: os filhos devem aprender domínio próprio e respeitar as orientações legítimas dos pais.
— Bispo Ildo Mello
1. Durante muitos anos, discutiu-se se existem princípios inatos na mente humana.
Todos reconhecem, porém, que, caso exista algum princípio prático naturalmente implantado na alma, a afirmação “devemos honrar nossos pais” poderá reivindicar essa posição antes de quase todas as outras.
Ela é enumerada entre os princípios universais pelos autores mais antigos e pode ser encontrada até mesmo entre povos sem instrução formal.
Podemos acompanhá-la por toda a Europa e Ásia, pelos territórios da África e pelas regiões da América.
Ela não é menos, mas ainda mais observável entre as nações consideradas civilizadas.
Assim acontecia primeiramente nas regiões orientais, que durante muitas gerações foram centros de impérios, conhecimento, cultura e religião.
O mesmo ocorreu posteriormente nos estados gregos e em todo o Império Romano.
Nesse sentido, está claro que aqueles que não possuem a lei escrita são lei para si mesmos, demonstrando que a obra, ou essência, da lei está escrita no coração.
2. Em todos os lugares nos quais Deus revelou sua vontade à humanidade, essa lei fez parte da revelação.
Ela foi novamente apresentada, ampliada e confirmada da maneira mais forte.
Na revelação judaica, suas violações mais graves eram castigadas severamente.
Essa foi uma das leis que nosso bendito Senhor não veio destruir, mas cumprir.
Por isso, repreendeu severamente os escribas e fariseus por anularem esse mandamento mediante suas tradições, demonstrando claramente que sua obrigação se estendia a todas as épocas.
Essa é a essência daquilo que Paulo escreve aos efésios:
“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isto é justo” (Efésios 6.1).
E novamente aos colossenses:
“Filhos, em tudo obedeçam a seus pais” (Colossenses 3.20).
3. É notável que o apóstolo fortaleça esse dever mediante três incentivos.
Primeiramente, acrescenta aos efésios: “Pois isto é justo.”
É questão de justiça, assim como de misericórdia. Não representa mais do que aquilo que lhes é devido, em razão da própria vida que recebemos deles.
Em segundo lugar: “Isto é agradável diante do Senhor.”
Agrada especialmente ao grande Pai dos seres humanos e dos anjos que prestemos honra e obediência aos pais terrenos.
Em terceiro lugar, este é “o primeiro mandamento com promessa”; o primeiro ao qual se encontra ligada uma promessa específica:
“Para que tudo corra bem com você, e você tenha uma longa vida sobre a terra” (Efésios 6.3).
Essa promessa geralmente foi compreendida como incluindo saúde e bênçãos temporais, assim como longevidade.
Observamos numerosos exemplos de que ela pertence à dispensação cristã, assim como pertencia à judaica.
O que significa, porém, a expressão: “Filhos, em tudo obedeçam a seus pais”?
Com a ajuda de Deus, procurarei:
I. Explicar essas palavras;
II. Aplicá-las.
1. Procurarei, primeiramente, explicar as palavras, especialmente porque tão poucas pessoas parecem compreendê-las.
Olhem para o mundo, não simplesmente para o mundo pagão, mas para o mundo cristão; sim, para sua parte reformada.
Observem até mesmo aqueles que possuem as Escrituras em sua própria língua.
Quem demonstra ter ouvido falar seriamente sobre esse dever?
Aqui e ali, uma criança obedece aos pais por medo ou talvez por afeição natural.
Quantos filhos, porém, obedecem ao pai e à mãe pela consciência de que esse é um dever diante de Deus?
Quantos pais ensinam devidamente essa obrigação aos filhos?
Receio que a grande maioria, tanto dos pais quanto dos filhos, seja inteiramente ignorante sobre a questão.
Por causa deles, procurarei torná-la tão clara quanto possível.
Entretanto, estou plenamente consciente de que aqueles que não desejam ser convencidos compreenderão minhas palavras tão pouco quanto se eu estivesse falando em grego ou hebraico.
2. Vocês perceberão facilmente que, pela palavra “pais”, o apóstolo se refere tanto ao pai quanto à mãe, visto que aponta para o quinto mandamento, que menciona os dois.
Independentemente das diferenças existentes nas leis humanas, a lei de Deus não estabelece diferença nesse aspecto, mas coloca-nos debaixo da mesma obrigação de honrar e obedecer a ambos.
3. Antes de considerarmos como devemos obedecer aos pais, podemos perguntar durante quanto tempo essa obediência permanece necessária.
Os filhos devem obedecer somente até aprenderem a andar sozinhos? Até irem para a escola? Até saberem ler e escrever? Até alcançarem a altura dos pais ou a idade de discernimento?
Caso obedeçam apenas porque não conseguem agir de outra maneira, porque têm medo de castigo ou dependem dos pais para obter alimento e roupas, que valor possui essa obediência?
Somente aqueles que obedecem quando já poderiam viver sem os pais e quando não esperam receber deles recompensa alguma nem temem suas punições receberão louvor de Deus.
4. “Mas um homem adulto ou uma mulher casada continua tendo obrigação de obedecer aos pais?”
Quanto ao casamento, é verdade que o homem deixará pai e mãe e se unirá à esposa.
Pela mesma razão, a mulher deixará pai e mãe e se unirá ao marido.
Como consequência, poderão surgir situações específicas nas quais os deveres conjugais tenham precedência sobre os deveres filiais.
Não consigo aprender, porém, nem pelas Escrituras nem pela razão, que o casamento elimine ou diminua a obrigação geral dos deveres dos filhos para com os pais.
Muito menos parece que ela seja eliminada ou diminuída simplesmente porque completamos vinte e um anos.
Nunca compreendi isso em meu próprio caso.
Depois de ultrapassar os trinta anos, considerava que permanecia na mesma relação com meu pai que possuía aos dez anos.
Quando tinha entre quarenta e cinquenta anos, julgava-me tão obrigado a obedecer à minha mãe em tudo aquilo que fosse legítimo quanto quando era criança.
5. O que está incluído na expressão: “Filhos, em tudo obedeçam a seus pais”?
O primeiro aspecto da obediência certamente é não fazer coisa alguma que o pai ou a mãe proíbam, seja grande, seja pequena.
Nada é mais claro do que isto: a proibição dos pais obriga o filho consciencioso, exceto quando aquilo que foi proibido é claramente ordenado por Deus.
Podemos ir um pouco além.
Pais cuidadosos poderão desaprovar completamente uma coisa que, por alguma razão, não desejem proibir de maneira expressa.
Qual é o dever do filho nesse caso? Até que ponto deverá considerar essa desaprovação?
Seja ela equivalente ou não a uma proibição, aquele que deseja manter a consciência sem ofensa permanecerá do lado seguro e evitará aquilo que talvez seja errado.
O caminho mais excelente certamente é não fazer coisa alguma que sabemos ser desaprovada pelos pais, desde que a desaprovação seja legítima e não contradiga a vontade de Deus.
Agir de outra maneira parece envolver algum grau de desobediência que uma consciência sensível desejará evitar.
6. O segundo aspecto incluído nessa orientação é fazer tudo aquilo que o pai ou a mãe ordenam, seja grande, seja pequeno, desde que não seja contrário a algum mandamento de Deus.
Nesse aspecto, Wesley considera que Deus concedeu aos pais uma autoridade que os governantes civis não possuem.
O rei da Inglaterra, por exemplo, é um governante soberano. Apesar disso, não poderia ordenar a Wesley qualquer coisa que não fosse exigida pela lei da nação, pois sua autoridade consistia na aplicação da lei.
A simples vontade do rei não era lei para os cidadãos.
Wesley argumenta, porém, que, para os filhos dependentes, a orientação legítima dos pais possui força de lei familiar, à qual devem submeter-se em consciência, exceto quando for contrária à lei de Deus.
7. Foi com admirável sabedoria que o Pai dos espíritos concedeu essa orientação.
A força dos pais supre a falta de força dos filhos, e a compreensão dos pais supre a falta de compreensão das crianças até que desenvolvam força e discernimento próprios.
Da mesma maneira, a orientação dos pais deve guiar a vontade dos filhos até que possuam sabedoria e experiência para governar a si mesmos.
Essa é, portanto, a primeira coisa que as crianças precisam aprender: obedecer aos pais e aceitar sua orientação em todas as coisas legítimas.
Poderão ser acostumadas a isso muito antes de compreenderem a razão, sim, muito antes de conseguirem entender os princípios da religião.
Paulo orienta os pais a criarem os filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.4).
A disciplina e a formação de hábitos poderão começar nos primeiros anos, enquanto a instrução intelectual deverá avançar gradualmente.
Por isso, o primeiro ponto é ensinar a criança, desde o início do raciocínio, a aceitar limites e orientação, preparando-a para submeter-se à vontade do Pai celestial.
8. Como são poucas as crianças, até mesmo de seis ou oito anos, que compreendem alguma coisa a esse respeito!
Como poderiam compreender, caso ninguém as ensine?
Os próprios pais, tanto o pai quanto a mãe, muitas vezes são tão ignorantes sobre o assunto quanto os filhos.
Quem encontramos, mesmo entre as pessoas religiosas, que possua uma compreensão clara disso?
Vocês não observaram com os próprios olhos?
Um pai ou uma mãe diz:
“Meu filho, faça isto.”
A criança responde imediatamente:
“Não vou fazer.”
E os pais permitem que a questão passe sem qualquer orientação posterior.
Não percebem que, por meio dessa permissividade prejudicial, estão acostumando a criança à resistência constante contra toda autoridade?
Caso considerassem devidamente as consequências, tratariam imediatamente a situação com firmeza, serenidade e amor, ensinando-lhe uma resposta melhor.
9. Permitam-me argumentar um pouco mais com os pais que temem a Deus.
Caso temam a Deus, como poderão permitir que uma criança ainda pequena diga constantemente:
“Farei aquilo que vocês proibiram”,
ou:
“Não farei aquilo que vocês mandaram”,
sem receber orientação e consequências apropriadas?
Por que não interrompem esse comportamento de modo coerente, para que não se transforme num hábito?
Não possuem compaixão por seu filho nem cuidado com sua formação espiritual?
A desobediência deliberada é tratada por Wesley como um pecado tão real quanto outras formas exteriores de rebelião contra Deus.
10. Wesley apresenta então palavras de sua mãe, Susanna Wesley, sobre a formação da vontade das crianças.
Segundo ela, para formar a mente infantil, é necessário primeiramente ensinar domínio próprio e submissão a limites justos.
Desenvolver o entendimento exige tempo e precisa acontecer gradualmente, mas os hábitos de obediência e respeito devem começar cedo.
Pais considerados excessivamente indulgentes poderão, na realidade, agir de modo prejudicial quando permitem que os filhos adquiram hábitos que, mais tarde, precisarão ser corrigidos com muito maior dificuldade.
A formação da vontade é apresentada como fundamento para a educação religiosa.
Quando a criança aprende a aceitar orientação responsável, poderá ser governada pelo discernimento dos pais até que o próprio entendimento alcance maior maturidade.
A vontade própria é considerada por Wesley uma raiz de muitos pecados e sofrimentos.
Aquilo que a alimenta poderá contribuir para a infelicidade e a falta de religião no futuro. Aquilo que a limita de maneira sábia e amorosa poderá promover maturidade, piedade e felicidade.
Wesley prossegue com orientações disciplinares fisicamente coercivas próprias do século XVIII. Esses detalhes não são reproduzidos como instruções nesta edição. O princípio aproveitável é a necessidade de limites claros, coerência, presença amorosa e consequências seguras, sem violência ou humilhação.
11. Como são terríveis, por outro lado, as consequências daquilo que Wesley chama de “bondade prejudicial”: conceder aos filhos tudo aquilo que desejam e nunca lhes ensinar domínio próprio desde a infância!
Segundo ele, essa é uma das razões pelas quais tantos pais religiosos criam filhos sem religião; filhos que, depois de adultos, não demonstram respeito pelos pais e chegam a desprezá-los.
Isso acontece porque não foram acostumados desde cedo a obedecer em tudo aquilo que fosse legítimo e a compreender a relação entre obediência humana e submissão à vontade de Deus.
1. Isso é suficiente para explicar o texto. Passarei agora à aplicação.
Permitam-me, primeiramente, dirigir-me aos pais, aos quais pertence a responsabilidade de ensinar os filhos.
Vocês mesmos conhecem essas coisas?
Estão profundamente convencidos dessas importantes verdades?
Levaram-nas ao coração e as colocaram em prática na educação dos próprios filhos?
Acostumaram-nos à disciplina antes de serem capazes de receber instruções mais profundas?
Começaram cedo a ensinar-lhes domínio próprio e ainda perseveram nisso, apesar da pressão da natureza e dos costumes?
Assim que o entendimento começou a desenvolver-se, explicaram as razões de sua maneira de agir?
Apresentaram-lhes a vontade de Deus como a lei suprema de toda criatura inteligente e demonstraram que é vontade de Deus que obedeçam aos pais em todas as coisas legítimas?
Repetem isso até que compreendam claramente?
Nunca se cansem desse trabalho de amor, e seu trabalho não será sempre inútil.
2. Não imaginem que uma criança é pequena demais para aprender obediência, respeito e limites.
Comecem tão cedo quanto sua capacidade permita, não por meio de medo ou coerção violenta, mas mediante rotina, constância, exemplo, explicação progressiva e consequências proporcionais.
Caso deixem a formação para uma idade posterior, encontrarão hábitos muito mais difíceis de corrigir.
3. Para realizar isso, o pai e a mãe precisam agir em união.
Nada enfraquece mais a educação do que um dos pais contradizer continuamente o outro diante dos filhos.
Conversem em particular sobre suas diferenças e procurem chegar a uma orientação comum.
Nunca utilizem os filhos como instrumentos em conflitos conjugais.
4. Cuidem também para que nenhuma pessoa da casa destrua a disciplina estabelecida.
Parentes, empregados ou visitantes não devem dar às crianças aquilo que os pais negaram, incentivar desobediência ou ridicularizar as regras familiares.
Respeitar os avós é dever, mas eles não devem enfraquecer publicamente a autoridade dos pais.
5. Ainda não posso abandonar o assunto.
Fico continuamente entristecido ao observar pais religiosos permitindo que os filhos sigam exatamente a mesma vaidade no vestuário daqueles que não professam religião alguma.
Em nome de Deus, por que permitem que se afastem do exemplo de simplicidade que vocês próprios apresentam?
“Eles farão isso de qualquer maneira.”
Farão? De quem é a responsabilidade de terem aprendido a ignorar suas orientações?
Por que não lhes ensinaram desde a infância a importância da obediência?
Pelo menos, façam isso agora. É melhor tarde do que nunca.
Aquilo que deveria ter começado nos primeiros anos poderá ser iniciado mais tarde, embora com dificuldade muito maior.
Aceitem essa dificuldade como consequência da negligência anterior e procurem agora alcançar o objetivo por meio de ensino firme, diálogo, coerência e exemplo.
Caso amem a alma dos filhos, mantenham a mesma simplicidade que praticam.
Wesley dirige então uma exortação às avós: não enfraqueçam a autoridade das mães, não ofereçam à criança aquilo que a mãe responsável negou e não tomem o partido dos filhos contra os pais diante deles.
Caso não fortaleçam a autoridade deles, pelo menos não a enfraqueçam. Caso possuam sabedoria e piedade, ajudem-nos nessa obra de verdadeiro amor.
6. Permitam-me agora dirigir-me aos filhos, especialmente aos filhos de pais religiosos.
Caso não exista temor de Deus diante dos olhos de vocês, minha palavra não se dirige diretamente a vocês neste momento.
Caso, porém, realmente temam a Deus e desejem agradá-lo, também desejarão compreender todos os seus mandamentos, especialmente o quinto.
Já compreenderam esse mandamento?
Sabem qual é seu dever para com o pai e a mãe?
Consideram que, por determinação divina, as orientações legítimas deles possuem autoridade sobre vocês?
Já consideraram a extensão da obediência exigida por Deus?
“Filhos, em tudo obedeçam a seus pais.”
A única exceção são as coisas contrárias à vontade de Deus, injustas, abusivas ou perigosas.
Praticaram esse dever com essa extensão? Alguma vez decidiram seriamente fazer isso?
7. Tratem fielmente a própria alma.
Sua consciência está limpa nesse aspecto?
Evitam fazer aquilo que sabem ser contrário à orientação legítima do pai ou da mãe?
Abstêm-se de coisas que eles proíbem, ainda que sintam grande inclinação para fazê-las?
Até onde a consciência permite, evitam aquilo que sabem que os entristece ou desaprovam?
Por outro lado, procuram fazer aquilo que lhes pedem?
Estudam maneiras de agradá-los, ajudá-los e tornar sua vida mais tranquila e feliz?
Aquele que acrescenta isso ao desejo geral de agradar a Deus em todas as coisas é abençoado pelo Senhor:
“Para que tudo corra bem com você, e você tenha uma longa vida sobre a terra.”
8. Quanto àqueles que se preocupam pouco com essa questão; que não consideram dever de consciência obedecer aos pais, mas algumas vezes obedecem e outras vezes não; que frequentemente fazem aquilo que os pais proíbem ou desaprovam e negligenciam aquilo que lhes pedem:
Suponham que despertem do sono espiritual, comecem a reconhecer que são pecadores e clamem a Deus por misericórdia.
Seria estranho não encontrarem resposta enquanto conservam deliberadamente um pecado do qual não desejam arrepender-se?
Como poderão esperar andar plenamente com Deus enquanto permanecem na transgressão consciente de uma lei conhecida?
Não entristeçam mais o Espírito de Deus.
Pela graça divina, comecem neste momento a obedecer aos pais em todas as coisas legítimas.
Quando chegarem em casa e atravessarem a porta, iniciem uma maneira inteiramente nova de viver.
Olhem para o pai e a mãe com novos olhos.
Considerem-nos pessoas às quais Deus confiou a responsabilidade de cuidar de vocês.
Procurem, planejem e alegrem-se em agradá-los, ajudá-los e obedecer-lhes naquilo que é justo.
Não ajam somente como filhos, mas estejam dispostos a servi-los por amor de Cristo.
Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.