Meus Sermões · Volume 1 · Pessoa e atributos
As Quatro Dimensões do Amor de Deus
Texto base: Efésios 3.14-21
1. A oração de Paulo
Cumprimento a todos no santo e bendito nome de Jesus. Amém! Que bom estarmos aqui na casa de Deus, na presença de Deus, louvando ao Senhor, agradecidos por tudo o que ele tem feito e por tudo o que ele é; orando uns pelos outros, buscando a sua face, buscando o seu poder, mergulhando no seu amor.
Por falar no amor de Deus, eu convido você a abrir a sua Bíblia em Efésios, capítulo 3. Hoje falaremos sobre o poder e o amor de Deus, a partir do versículo 14:
"Por esta razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite no coração de vocês, mediante a fé. E oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo o conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém" (Ef 3.14-21).
Paulo orou para que você fosse cheio de toda a plenitude de Deus. Amém? Que isso se cumpra na tua vida; que essa mensagem — que é uma oração do apóstolo Paulo — seja ouvida por Deus lá no céu e respondida na vida de cada um de nós; e seja ouvida por nós aqui na terra, para que possamos discernir o amor de Deus por nós.
2. Um mergulho no feriado
Neste feriado eu aproveitei e fui à praia. Que bom, né? Fui ao litoral paulista, praia de Juqueí — quem conhece a praia de Juqueí? Alguns poucos conhecem. Muito boa praia. Lá estava eu passeando, graças a Deus, com a minha esposa — e por que eu digo isto? Porque, olha, Deus tem os seus espias, e não eram apenas Josué e Calebe! Cuidado com o que você faz no feriado, hein! Estava eu passeando com a minha esposa e, de repente, ouço: "Pastor! Pastor!" Era o filho do Emerson e da Leonor, lá da igreja do Aeroporto. Com quanta alegria ele se aproximou: "Vai lá em casa! O pastor Alexandre está lá, com a Tássia e os dois filhos." O mundo é pequeno! E nós nos encontramos, e passamos a noite — até parte da madrugada — conversando deliciosamente. É muito bom ter amigos; é muito bom ter um dia de folga para ir à praia.
E, na praia, o que foi que eu fiz? Eu dei um mergulho. Passeava, corria, contemplava a natureza — a sexta-feira estava linda; quem deixou para ir no sábado não se deu tão bem, mas na sexta o sol estava perfeito. Que feriado delicioso! E eu dei aquele mergulhão no mar. Gente, como é bom aquele mergulho, deixar-se envolver pelas águas!
Você sabe boiar? Quem aqui sabe boiar? Vamos ver se você é tão bom quanto eu — porque nadar eu não nado muito bem, mas boiar eu consigo; não sei por quanto tempo, mas um bom tempo eu consigo. E não é uma coisa curiosa, esse negócio de boiar? A gente, de repente, se lança, se entrega, deita — e o mar toma conta da gente. Não "toma": ele sustenta a gente. Mas tem gente que não sabe boiar. E quem não sabe boiar, no fundo, é porque não confia — não confia na água e no seu poder de sustentar. Eu sei porque eu lembro quem me ensinou a boiar: foi a Cristine. Ela não nada lá grandes coisas, mas boiar ela sabe, e ela me ensinou. A gente era noivo, fomos com o pai dela, a mãe, a família toda, para a praia, e ela boiando… Como assim, a Cristine sabe boiar e eu não? Não posso ficar para trás — o orgulho, né? "Como é que é esse negócio?" Porque eu tinha medo. A gente luta com a água, não é mesmo? A gente trata a água como adversária, a gente se debate. Tem gente que se afoga com água pelo joelho, de tanto medo, de tanto pavor — "calma, fica em pé, que você já está salvo!" Quanto medo as pessoas têm da água — medo irracional; é claro que existem os perigos, mas ela pode sustentar você. E eu aprendi que, para boiar, a gente não tem que fazer nada. Quando a gente tenta fazer alguma coisa, aí é que a gente afunda. A gente tem que simplesmente se deixar tomar pela água: se lançar, nenhum esforço, toda confiança; a nuca depositada na água, até a orelha entra na água — tem gente que tem medo, mas deixa, que você vai boiar. E eu me espreguiçava boiando; é uma coisa deliciosa.
3. O oceano que não conseguimos abraçar
Então eu tive contato com o mar. E você sabe que esse mar do litoral paulista pertence a um grande oceano, não é mesmo? O oceano Atlântico. Eu estava tendo contato com o oceano Atlântico! Gente, é muita coisa. Mas eu só podia contemplar um pedacinho do oceano — e já era grande, já era imenso, aquilo que eu podia ver. O oceano, porém, é muito maior do que aquilo que os meus olhos podem contemplar, do que aquilo que eu posso abraçar. A gente às vezes não faz ideia do tamanho do oceano. O Atlântico é enorme: cabem nele centenas de milhões de quilômetros cúbicos de água — é muito litro, é muita coisa; a gente não faz ideia. Se você já andou de navio, começa a perceber que esse oceano é grande: você se cansa de atravessá-lo, e está atravessando só um trecho. Se você o sobrevoa de avião, tem uma dimensão melhor, mais acurada. Mas ainda é pouco — porque o oceano não é só superfície; ele também é para baixo, ele tem profundidade. E aí você precisa de um submarino muito poderoso para começar a se aventurar pelo interior do oceano. Porque ele não é só para os lados — esquerda, direita, leste, oeste, norte, sul —; ele é profundo, ele é imenso. E o Atlântico é só o segundo maior oceano do planeta; não é nem o maior de todos!
O que é que isso me traz à memória? O texto bíblico que fala do amor de Deus. O apóstolo Paulo está orando em favor dos cristãos, para que os cristãos — cada um de nós; ele diz "juntamente com todos os santos", e os "santos" não é um time de futebol; quando ele fala "santos", refere-se a toda a comunidade dos crentes — possam compreender. Porque ele percebe que há muito pouca compreensão; por isso está fazendo uma oração tão especial. Ele percebe que os cristãos ainda não compreenderam devida e apropriadamente o amor de Deus; têm uma visão ainda distorcida — como aqueles cegos da fábula que tiveram contato pela primeira vez com um elefante, cada um com uma parte do elefante. Cada um teve contato real com o elefante, mas apenas com um determinado aspecto; nenhum deles conseguiu captar a grandeza, a totalidade do elefante. O apóstolo Paulo percebe que cada um de nós está tocando, tateando, está até em contato com esse amor de Deus — e já está maravilhado com esse amor, deslumbrado com ele —, mas ele é muito maior do que a gente consegue abraçar, muito maior do que a gente consegue dimensionar com os nossos olhos. E o apóstolo quer que a gente perceba a grandeza: a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Deus.
Será que você compreende o tamanho do amor de Deus? Será que você tem uma visão adequada do amor de Deus? A mensagem de hoje tem a ver com a importância de compreendermos o amor de Deus — que excede o entendimento humano, que vai além de tudo o que você puder imaginar: surpreendentemente melhor, surpreendentemente maior.
Vou falar de duas expressões do amor de Deus: uma do Antigo e outra do Novo Testamento. Porque, tanto no Antigo Testamento como no Novo, Deus é o mesmo. Tem gente que tem a ideia: "o Deus do Antigo Testamento era bravo; o do Novo é cheio de amor". Não: Deus é o mesmo, tanto no Antigo como no Novo Testamento; ele não mudou. E nas páginas do Antigo Testamento nós vemos revelado o amor de Deus também.
4. Oseias: o amor que cura a infidelidade
Vou contar um episódio em que o amor de Deus se manifesta de maneira bem especial: no livro de Oseias, Deus usa a própria vida e experiência do profeta para revelar, para manifestar, o seu amor pelo povo. Deus fala através da boca do profeta, como fala através da boca de todos os profetas; mas o mais extraordinário, neste caso particular, é que Deus não falou apenas através da boca do profeta: falou através da vida, da experiência — e eu diria, da experiência dramática — do profeta.
Esse profeta se enamorou de uma mulher que era da pá virada. A mulher não era flor que se cheirasse: era mulher adúltera, infiel. Mas ele era apaixonado por ela — foi Oseias que inspirou aquela canção: "você não vale nada, mas eu gosto de você"! A mulher o traía; inclusive, filhos que nasceram daquela mulher não eram filhos de Oseias. É claro que Oseias ficava indignado, é claro que Oseias ficava irado; mas, de repente, o coração de Oseias se derretia por aquela mulher. Imagina um profeta, naquela época, passando por isso que a gente poderia chamar de situação vexatória: o profeta era motivo de piada; tinha gente zombando, falando mal, ridicularizando. Você ia ao barbeiro, e lá estava o pessoal comentando, cuidando da vida alheia — falando da vida de quem? De Oseias, da esposa, das aventuras amorosas da esposa. Aquilo se tornou notório, conhecido.
E Deus vai usar a própria vida, a própria experiência de Oseias para falar àquele povo. De repente, Deus começa a falar — e sabe o que ele diz? "Vocês, meu povo, vocês são como a mulher de Oseias. Vocês têm me traído; vocês têm adorado outros deuses; vocês têm cometido adultério espiritual" (Os 1–3). E, de repente, a ira, a justiça de Deus, é aplacada por causa da misericórdia, por causa do amor, por causa da compaixão. E você vai ler, nas páginas da profecia de Oseias, um convite amoroso, uma nova chance concedida ao povo: "Eu os atrairei com cordas de amor" (Os 11.4). Deus traz à memória esse elo de ligação, essa paixão que ele tem pelo ser humano; e os seus braços estão estendidos — não para punir, não para condenar, não para destruir, mas para curar: "Curarei a sua infidelidade", diz o Senhor ao povo através do profeta (Os 14.4).
Puxa, que amor! Você imaginava que o amor de Deus era tão grande assim? Você já tinha compreendido a misericórdia de Deus, olha lá, no Antigo Testamento, se revelando para você e para mim? Deus te ama misericordiosamente. Não é olho por olho, dente por dente; Deus não está pagando ao homem conforme as suas próprias obras, ainda que o homem mereça exatamente isso (Sl 103.10). "Deus amou o mundo de tal maneira" (Jo 3.16) — o mundo que virou as costas para ele, o mundo que gritou "crucifica!", o mundo que anda como ovelhas desgarradas do aprisco (Is 53.6). Deus amou este mundo que estava em trevas; amou a mim e a você. "E nisto prova Deus o seu amor para conosco: em que, sendo nós ainda pecadores, Cristo morreu por nós" (Rm 5.8). Ah, que grande amor: deu o seu Filho unigênito, o seu Filho amado, o seu Filho correto, o seu Filho justo, para que esse morresse em favor dos injustos (1Pe 3.18), dos perversos, dos infiéis, dos adúlteros, dos mentirosos — para salvá-los, para curá-los de suas infidelidades.
5. O filho pródigo: o amor que recebe de braços abertos
E temos um outro episódio, que se encontra no capítulo 15 de Lucas: a parábola do filho pródigo. Se temos uma passagem do Antigo Testamento que ilustra a grandeza desse amor de Deus, temos também uma — ou muitas; estou selecionando uma — no Novo Testamento, nos Evangelhos: a parábola do filho pródigo, bem conhecida; todos já devemos ter ouvido essa história pelo menos uma vez na vida (Lc 15.11-32).
Um homem tinha dois filhos. O menor resolveu fazer o quê? Resolveu virar as costas para o pai, praticando um ato de traição, de ingratidão, mostrando o seu desafeto pelo pai. Pediu a herança, mostrando-se interessado apenas no que o pai tinha de bens materiais — interesseiro, sem nenhum afeto pelo pai. Meteu a mão na herança, virou as costas e foi viver bem longe. E lá viveu aquele rapaz, aprontou todas — o que ele queria mesmo era ficar longe dos olhares do pai, longe da presença do pai. E o que ele experimentou foi desilusão: em vez de encontrar alegria, felicidade, compensação na vida, ele quebrou a cara. Perdeu tudo o que tinha numa vida devassa e experimentou a humilhação, experimentou a fome; experimentou a humilhação de ter o pior de todos os empregos para um judeu, que era cuidar de porcos; e o que ele tinha para comer era o resto da comida dos próprios porcos. Chegou a esse ponto, esse jovem que era rico, que tinha tudo em casa.
Bom, ele se lembrou do pai e quis voltar para casa. E o pai — o que é que "tinha que fazer" com um filho desses? Não é incrível? O filho volta para casa, e como é recebido? Com sermão? Talvez, pelo menos, um sermãozinho: "Seu cara de pau! E cadê a herança? Hein? Agora que você perdeu tudo é que você vem, é que você volta? Hum, só está voltando porque está com fome! Nenhuma consideração você tem pelo seu pai!" Podíamos dizer tanta coisa para aquele moço. Mas o que foi que o pai fez? Recebeu — impressionantemente — o filho de braços abertos; abraçou o filho sujo, quebrado, rasgado; beijou o filho; preparou um belo banho para o filho, roupas dignas de um filho, e uma festa daquelas; botou nele o anel de filiação e deu para ele uma nova herança.
Foi isso que Deus fez por mim e por você. — Eu não ouvi nenhum "aleluia" assim muito alto… Vocês estão indo na dúvida, né? Por isso o apóstolo Paulo ora aqui: "que eles possam compreender". Ainda não caiu a ficha! Ainda não caiu a ficha de como somos amados por Deus, de como Deus nos quer bem. Depois de tudo — de tudo! —, ele ainda nos ama, nos abraça, nos beija, nos recebe. E, como na profecia de Oseias e na parábola do filho pródigo, vemos Deus curando a infidelidade, Deus promovendo restauração e cura, Deus providenciando reconciliação, Deus abraçando. É o que vemos na cruz: o grande amor de Deus. É preciso que conheçamos o amor de Deus.
6. O poder daquele que nos ama
E agora, o mais extraordinário é saber quem é que está amando a gente: é Deus, o Deus todo-poderoso, o único Deus, o Criador de tudo, o único ser eterno. Você tem uma ideia do poder de Deus? Você tem uma dimensão de quem ele é, da grandeza dele?
Hoje eu conversava com alguém e compartilhava uma experiência que tive num momento em que eu estava muito abatido, numa luta — eu nem lembro mais do que se tratava; sei que foi um dia difícil para mim. Eu estava desanimado, não conseguia dormir, em luta, em conflito. Liguei a televisão, e estava passando, na TV Cultura, uma ópera — um solo. E eu reparei que a cantora estava cantando uma música que eu conhecia desde criança, que aprendi na igreja. Era em inglês, e dizia simplesmente isto: Deus tem o mundo inteiro em suas mãos. Eu parei diante daquilo — quem cantava era Kathleen Battle, e cantava divinamente. Só isso: Deus tem o mundo inteiro em suas mãos. Que visão é essa! Aí eu comecei a imaginar, mesmo como uma criança: Deus tão grande, e ele tem o mundo em suas mãos! Gente, aquilo me curou. Caiu a ficha: eu creio ou não creio em Deus? E ele é bem grande: ele tem o mundo nas suas mãos. Se ele tem o mundo nas suas mãos, que dirá os meus problemas! E eu comecei a descansar — lembra aquela história de boiar sobre o mar, de me lançar aos cuidados da água? Fui experimentando uma confiança que produziu paz, alegria; e, num instante, num estalar de dedos: cadê a tristeza? Cadê a preocupação? Foi embora. Eu não tinha mais preocupação, não tinha mais medo — e nem lembro mais o que era, porque às vezes é assim na vida da gente: a tristeza faz uma tempestade em copo d'água. Às vezes aquilo é grande, é forte; mas nunca será maior do que o nosso Deus. Deus tem o mundo na mão; ele dá conta do recado. Lancemos sobre Deus a nossa ansiedade (1Pe 5.7). Tenha a consciência do tamanho de Deus.
Ele fala isto aqui — ore o versículo 16: "Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo" — que segura o mundo inteiro com a sua mão — "habite no coração de vocês, mediante a fé" (Ef 3.16-17). E oro para que vocês estejam "arraigados e alicerçados em amor". Arraigado tem a ver com raiz, com o mundo natural: que as nossas raízes estejam no amor de Deus, que é poderoso e nos ama. E, se você é do mundo da construção civil, tem aqui para você: alicerçados — que o teu alicerce seja o amor de Deus. É tão importante ter o alicerce no amor de Deus! Por tantas tentações você passará; o diabo tentará, de todas as maneiras, fazer com que você duvide do amor e do cuidado de Deus pela sua vida. Saiba disto: você será tentado e provado; você se sentirá, muitas vezes, abandonado, esquecido por Deus. Mas, se você tiver um alicerce firme neste amor, você vai superar essa tentação; se a raiz, o fundamento da sua vida, estiver nesse alicerce, e você for edificado a partir dele, você vencerá.
7. Infinitamente mais
Diz aqui, no versículo 19: "e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus". E o versículo 20: "Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos…" Veja a questão do seu poder: ele é capaz. Saiba disto, saiba da sua capacidade: ele é capaz de fazer infinitamente mais do que aquilo que a gente pede.
Quem consegue lembrar um episódio da Bíblia — pode ser no Antigo ou no Novo Testamento — em que alguém pediu uma coisa e recebeu muito mais? Vamos lá, quem é bom de Bíblia? Salomão — falou bem! O que foi que Salomão pediu a Deus? Sabedoria. Deus falou para ele: "Peça o que você quiser, e eu vou lhe dar." "Quero sabedoria." E o que diz o texto? Deus lhe deu riquezas, que ele não pediu; deu-lhe honra, que ele não pediu. Ele só pediu sabedoria (1Rs 3.5-13). Deus é bom, e é capaz de dar para a gente infinitamente mais do que aquilo que a gente pediu ou até imaginou. "Os meus pensamentos em relação a vocês" — lembra desse texto bíblico, saído da boca do profeta Jeremias — "são pensamentos de paz e não de mal, para lhes dar o fim que vocês esperam" (Jr 29.11); são maiores do que os seus próprios pensamentos, melhores, superiores. Ele é capaz — guarde isso; ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que aquilo que a gente imagina. E ele é bom.
Saber que o Ser mais poderoso do universo nos quer bem e nos quer felizes já deveria ser motivo de sossego para a tua alma. "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.31). Está temendo o quê? Qual é o bicho-papão? Qual é o nome do bicho-papão? Se o Ser supremo, todo-poderoso, nos ama e nos quer bem: confia, descansa. Como disse o apóstolo Pedro: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1Pe 5.7).
Que Deus abençoe a sua vida; que você possa compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Deus e do seu poder, para que você seja tomado de toda a plenitude de Deus — o poder de Deus que habita em nós, Cristo habitando em nós, o amor de Deus nos guardando. Que você possa pegar no sono fácil, ligeiro, tranquilo, nesta noite; que você possa descansar nos braços do Pai; que você possa acordar renovado, com muita confiança, amanhã, para enfrentar todos os seus desafios; e que você possa orar com muito mais ousadia — porque você ora, agora, sabendo que Deus é poderoso para fazer muito mais do que aquilo que você está pedindo. Infinitamente mais — é muita coisa a mais, não é mesmo? Deus quer bem a você. É para você esta mensagem. Deus abençoe.
Capítulo 4
De Meus Sermões, Volume 1: Deus — pessoa, atributos e providência. Citações bíblicas na Nova Almeida Atualizada (NAA).