SERMÃO 44
O pecado original
O diagnóstico bíblico da natureza humana — e por que precisamos nascer de novo.
“O Senhor viu que a maldade das pessoas havia se multiplicado na terra e que todo propósito do coração delas era continuamente mau.”
(Gn 6.5, NAA)Antes de ler
Neste sermão, Wesley confronta a visão otimista segundo a qual o ser humano seria naturalmente bom, autossuficiente e capaz de alcançar a virtude por suas próprias forças.
Sua posição é que, considerada separadamente da ação da graça de Deus, a natureza humana está profundamente corrompida. O problema não se limita a alguns vícios isolados: alcança o entendimento, a vontade, os afetos e os desejos.
Essa doutrina deve ser lida juntamente com a ênfase wesleyana na graça preveniente. Wesley não afirma que todas as pessoas sejam tão más quanto poderiam ser nem que nunca pratiquem atos exteriormente bons. Ele afirma que todo movimento verdadeiramente santo depende da graça de Deus, que antecede e capacita a resposta humana.
O pecado original explica por que necessitamos não apenas de instrução ou reforma exterior, mas de cura espiritual e novo nascimento.
— Bispo Ildo Mello
1. Como a descrição bíblica é diferente dos retratos agradáveis da natureza humana apresentados ao longo dos séculos!
Muitos escritores antigos fizeram descrições entusiasmadas da dignidade humana. Alguns afirmaram que o ser humano possuía em si mesmo toda virtude e felicidade ou, pelo menos, pleno poder para alcançá-las, sem depender de qualquer outro ser.
Chegaram a apresentá-lo como autossuficiente, capaz de viver de seus próprios recursos e pouco inferior ao próprio Deus.
2. Não foram apenas os pagãos, orientados quase exclusivamente pela fraca luz da razão, que falaram dessa maneira.
Muitas pessoas que carregam o nome de Cristo e receberam as Escrituras também apresentaram a natureza humana como se fosse essencialmente inocente e perfeita.
Essas descrições tornaram-se especialmente comuns em nosso século e talvez em nenhum lugar tenham sido mais divulgadas do que em nosso próprio país.
Homens de grande inteligência e amplo conhecimento empregaram todas as suas capacidades para mostrar aquilo que chamavam de “o lado bom da natureza humana”.
Se esses relatos fossem verdadeiros, o ser humano ainda seria pouco menor do que os anjos ou, traduzindo literalmente o salmo, pouco menor do que Deus.
3. Não é surpreendente que essas ideias sejam facilmente recebidas.
Quem não gosta de pensar bem a respeito de si mesmo?
Por isso, os autores que defendem essa posição são amplamente lidos, admirados e elogiados. Fizeram inúmeros discípulos, tanto entre as pessoas dedicadas aos prazeres como entre os estudiosos.
Tornou-se até fora de moda falar negativamente sobre a natureza humana.
A opinião mais aceita é que, apesar de algumas fraquezas, o ser humano é naturalmente inocente, sábio e virtuoso.
4. Mas o que faremos com a Bíblia?
Ela não concorda com essa descrição.
Por mais agradáveis que essas ideias sejam ao orgulho humano, são incompatíveis com as Escrituras.
A Bíblia ensina que, pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores; que, em Adão, todos morreram espiritualmente e perderam a vida e a imagem de Deus.
Adão, depois da queda, gerou filhos segundo sua própria imagem. Não poderia produzir algo puro a partir de uma natureza impura.
Por isso, todos nascemos mortos em transgressões e pecados, sem esperança e sem Deus no mundo.
Todos pecaram e ficaram privados da glória de Deus — a gloriosa imagem na qual o ser humano foi originalmente criado.
O Senhor olhou do céu e viu que todos haviam se desviado, que ninguém era justo e que ninguém buscava verdadeiramente a Deus.
Esse testemunho corresponde ao texto:
“Todo propósito do coração delas era continuamente mau.”
A partir dessa descrição, examinarei:
I. Como eram os seres humanos antes do dilúvio.
II. Se a natureza humana continua a mesma.
III. Algumas conclusões.
I. A humanidade antes do dilúvio
1. Em primeiro lugar, consideremos como eram os seres humanos antes do dilúvio.
Podemos confiar plenamente nesse relato, pois foi Deus quem viu, e ele não pode ser enganado.
Deus viu que a maldade do ser humano era grande.
Não se tratava apenas da maldade desta ou daquela pessoa, de alguns indivíduos ou mesmo da maioria. A declaração refere-se à humanidade em geral e inclui todos os participantes da natureza humana.
Não conseguimos calcular quantos milhares ou milhões de pessoas existiam naquela época.
Segundo a compreensão de Wesley, a terra ainda conservava grande parte de sua beleza e fertilidade originais e poderia sustentar uma população numerosa. Além disso, as pessoas viviam muitos séculos e geravam filhos e filhas durante longos períodos.
Mesmo entre essa multidão, somente Noé encontrou favor diante de Deus. Ele e, possivelmente, alguns membros de sua família, constituíam a exceção à maldade universal que logo atrairia o julgamento do dilúvio.
2. Deus viu todos os propósitos e pensamentos do coração humano.
A palavra utilizada possui um significado extremamente amplo.
Inclui tudo aquilo que é formado e produzido dentro da alma: inclinações, afeições, paixões, apetites, disposições, projetos e pensamentos.
Consequentemente, inclui também as palavras e ações que procedem dessas fontes interiores e recebem seu caráter moral daquilo que existe no coração.
3. Deus viu que tudo isso era mau.
Era contrário à retidão moral, à natureza de Deus, à vontade divina e à imagem santa e pura na qual o ser humano havia sido criado.
Era contrário à justiça, à misericórdia e à verdade.
Também contrariava o relacionamento que cada pessoa deveria possuir com seu Criador e com os demais seres humanos.
4. Não existia algum bem misturado com o mal? Não existia alguma luz no meio da escuridão?
Considerada separadamente da ação da graça, a resposta é não.
Deus viu que todos os propósitos do coração eram somente maus.
Isso não significa que Deus jamais colocasse bons impulsos no coração dessas pessoas.
O Espírito de Deus também atuava naquele tempo, procurando conduzi-las ao arrependimento, especialmente durante os cento e vinte anos em que a arca estava sendo preparada.
Mesmo assim, consideradas em sua natureza caída, não possuíam bem espiritual próprio. Sua natureza estava inteiramente inclinada ao mal.
5. Alguém poderá perguntar se não existiam interrupções: alguns períodos de lucidez em que surgisse algo bom no coração humano.
Não estamos considerando aqui aquilo que a graça de Deus ocasionalmente realizava na alma.
Separada dessa graça, não temos razão para imaginar que houvesse interrupção na inclinação para o mal.
Deus viu que ela era continuamente má: todos os anos, todos os dias, todas as horas e todos os momentos.
A natureza caída não produzia espontaneamente o bem.
II. A condição atual da humanidade
1. Esse é o relato autêntico sobre a humanidade anterior ao dilúvio, deixado por aquele que conhece o coração.
Devemos agora perguntar se os seres humanos continuam na mesma condição.
As Escrituras não oferecem motivo algum para pensarmos que a situação tenha mudado.
Pelo contrário, as passagens já mencionadas referem-se a pessoas que viveram depois do dilúvio.
Mais de mil anos depois, Deus declarou por meio de Davi que todos haviam se desviado e que não existia um justo sequer.
Os profetas de diferentes gerações apresentaram o mesmo testemunho.
Isaías disse a respeito do próprio povo de Deus que toda a cabeça estava enferma e todo o coração, fraco; da planta dos pés até a cabeça, não existia parte saudável.
Os apóstolos confirmam essa descrição, assim como todo o conjunto das Escrituras.
Aprendemos que, em seu estado natural e sem a ação da graça, os propósitos do coração humano continuam sendo maus, somente maus e continuamente maus.
2. A experiência diária confirma esse relato.
A pessoa natural não percebe sua própria condição, e isso não deve causar surpresa.
Quem nasceu cego e sempre viveu assim dificilmente percebe plenamente aquilo que lhe falta.
Se todas as pessoas de uma região nascessem sem visão, talvez nenhuma delas compreendesse o significado de enxergar.
Da mesma maneira, enquanto permanecem na cegueira espiritual, as pessoas não reconhecem suas necessidades.
Quando Deus abre os olhos do entendimento, começam a perceber a condição em que viviam.
Reconhecem que o ser humano, considerado em sua natureza caída, está cheio de vaidade, insensatez, ignorância, pecado e maldade.
3. Quando Deus abre nossos olhos, percebemos que vivíamos sem Deus no mundo.
Em certo sentido, éramos ateus práticos.
Por natureza, não possuíamos verdadeiro conhecimento nem comunhão com Deus.
É verdade que, quando começamos a utilizar a razão, podíamos concluir, observando a criação, que existe um Ser eterno e poderoso.
Contudo, reconhecer a existência de Deus não significa conhecê-lo pessoalmente.
Podemos saber que existe um governante em um país distante sem jamais o conhecer.
Da mesma maneira, reconhecíamos que existia um Rei sobre toda a terra, mas não tínhamos comunhão com ele.
Nenhuma faculdade natural consegue produzir esse conhecimento. Somente o Filho pode revelar o Pai, e somente o Pai pode revelar o Filho.
4. Conta-se que um antigo rei, desejando descobrir qual seria a linguagem natural dos seres humanos, ordenou que duas crianças fossem criadas sem receber qualquer instrução e sem ouvir voz humana.
Quando foram retiradas do isolamento, não falavam língua alguma. Produziam apenas sons desarticulados.
Se duas crianças fossem criadas sem qualquer instrução religiosa, o resultado seria semelhante, a menos que a graça de Deus interviesse.
Não possuiriam religião nem conhecimento de Deus.
Assim é a chamada religião natural quando separada da tradição, da revelação e das influências do Espírito Santo.
5. Sem conhecer a Deus, não podemos amá-lo.
Não conseguimos amar alguém que não conhecemos.
Muitas pessoas falam sobre amar a Deus e imaginam que o amam. Poucas estão dispostas a reconhecer que não possuem esse amor.
Entretanto, o fato é evidente: ninguém ama naturalmente a Deus.
Sentimos prazer naquilo que amamos, mas, em nosso estado natural, não encontramos prazer em Deus.
Ele não possui sabor para nossa alma. Amar a Deus está além da capacidade natural.
6. Por natureza, não possuímos apenas falta de amor, mas também falta do verdadeiro temor de Deus.
É verdade que muitas pessoas desenvolvem uma espécie de medo irracional, que deveria ser chamado de superstição.
Contudo, nem mesmo isso é propriamente natural; geralmente é adquirido por meio da educação, dos exemplos e das conversas.
Naturalmente, Deus não ocupa nossos pensamentos.
Agimos como se ele devesse cuidar dos assuntos do céu enquanto nós cuidamos da terra.
Assim, não existe diante de nossos olhos verdadeiro temor de Deus, assim como não existe em nosso coração verdadeiro amor por ele.
7. Embora o ateísmo prático esteja presente na humanidade, ele não nos protege da idolatria.
Em seu estado natural, todo ser humano é idólatra.
Talvez não adore imagens de metal, pedra ou madeira e não se ajoelhe diante do trabalho das próprias mãos.
Mas levanta ídolos dentro do coração e se inclina diante deles.
Adoramos a nós mesmos quando atribuímos a nós a honra que pertence exclusivamente a Deus.
Todo orgulho é idolatria, pois atribui à criatura aquilo que pertence ao Criador.
Embora o orgulho não tenha sido criado para o ser humano, ninguém nasce sem ele.
Por meio do orgulho, roubamos a glória que pertence a Deus e a tomamos para nós.
8. O orgulho não é a única forma de idolatria natural.
Satanás também imprimiu sua imagem no coração humano por meio da vontade própria.
Antes de ser expulso do céu, o adversário declarou que faria sua própria vontade, independentemente do Criador.
Todo ser humano nasce com o mesmo princípio e o demonstra de inúmeras maneiras.
Pergunte a alguém:
“Por que você fez isso?”
A resposta será:
“Porque eu quis.”
Isso significa: “Fiz porque essa era minha vontade.”
A vontade de Deus não foi considerada.
Entretanto, a vontade divina deveria ser a regra suprema de toda criatura inteligente, no céu e na terra.
9. No orgulho e na vontade própria, imitamos o diabo.
No passo seguinte, praticamos uma idolatria que nem mesmo ele pratica: o amor ao mundo.
Buscar felicidade na criatura em vez de buscá-la no Criador é tão natural para nós quanto amar nossa própria vontade.
Procuramos nas obras das mãos de Deus a satisfação que somente pode ser encontrada nele.
Buscamos os desejos da carne, isto é, os prazeres dos sentidos.
Homens instruídos e refinados podem falar com desprezo desses prazeres e fingir que estão acima deles.
Mas essa atitude muitas vezes é apenas aparência.
Cada pessoa sabe que os apetites sensuais exercem grande influência sobre ela e procuram arrastá-la, apesar de sua tão elogiada razão.
Existem diferenças de temperamento, educação e formação, além das diferenças produzidas pela graça preveniente.
Mesmo assim, quem conhece verdadeiramente a si mesmo poderá condenar o próximo como se nunca tivesse sentido os mesmos desejos?
10. Também é natural o desejo dos olhos: a busca pelos prazeres da imaginação.
Esses prazeres são provocados por coisas grandiosas, belas ou incomuns.
Talvez as coisas pareçam grandiosas e belas principalmente enquanto são novas. Quando a novidade desaparece, grande parte do prazer também desaparece.
Apesar de experimentarmos isso repetidas vezes, o desejo continua.
Quanto mais é alimentado, mais cresce e nos impulsiona a procurar um novo objeto, depois outro e ainda outro.
Abandonamos cada um deles com nossas esperanças frustradas e expectativas enganadas.
Mesmo depois de muitos anos de decepção, o ser humano continua imaginando que encontrará amanhã a felicidade que não encontrou hoje.
O amanhã chega, passa como os dias anteriores, e a busca continua até a morte.
11. Uma terceira manifestação do amor ao mundo é a soberba da vida: o desejo de elogio e da honra que vem das pessoas.
Até os maiores admiradores da natureza humana reconhecem que esse desejo é natural.
E muitos não sentem vergonha dele. Pelo contrário, orgulham-se de amar o elogio.
Até pessoas chamadas cristãs repetem a máxima pagã de que não se importar com a opinião alheia seria sinal de um caráter perverso.
Assim, passar com serenidade pela honra e pela desonra, pela boa e pela má fama, é considerado comportamento inadequado.
Mas essas pessoas nunca ouviram as palavras de Cristo?
“Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros?”
(Jo 5.44, NAA)
Se é impossível crer enquanto buscamos a honra humana em vez daquela que vem de Deus, qual é a condição da humanidade?
Tanto cristãos nominais como pagãos procuram o elogio uns dos outros e consideram essa busca uma virtude.
III. Conclusões
1. Em primeiro lugar, aprendemos uma diferença fundamental entre o cristianismo, considerado como sistema de doutrinas, e o paganismo mais refinado.
Muitos pensadores pagãos descreveram os vícios de pessoas específicas: avareza, crueldade, luxo ou desperdício.
Alguns chegaram a afirmar que ninguém nasce completamente livre de algum vício.
Contudo, como não conheciam a queda, não compreenderam a corrupção total da natureza humana.
Não sabiam que, separada da graça de Deus, a humanidade está vazia do bem espiritual e cheia de diferentes formas de mal.
Ignoravam a corrupção que atinge todas as capacidades da alma.
Essa corrupção não se manifesta apenas nos vícios particulares que dominam diferentes pessoas, mas no grande fluxo de ateísmo prático, idolatria, orgulho, vontade própria e amor ao mundo.
Essa é uma das diferenças fundamentais entre paganismo e cristianismo.
O paganismo reconhece que muitas pessoas possuem diversos vícios e até que algumas tendências nascem conosco.
Apesar disso, imagina que, em algumas pessoas, o bem natural supera amplamente o mal.
O cristianismo declara que todos nascem em pecado; que existe em cada pessoa uma mentalidade carnal inimiga de Deus e incapaz de se submeter à sua lei; e que, na natureza caída, não habita bem espiritual algum.
2. Em segundo lugar, todos os que negam essa verdade — qualquer que seja o nome utilizado — permanecem pagãos no ponto fundamental que diferencia o paganismo do cristianismo.
Podem reconhecer muitos vícios e admitir que algumas tendências erradas nascem conosco.
Talvez até concordem que não nascemos tão sábios e virtuosos quanto deveríamos.
A questão decisiva é esta:
O ser humano está, por natureza, profundamente corrompido?
Todas as capacidades da alma foram afetadas pela queda?
Os pensamentos do coração, separados da graça de Deus, são continuamente inclinados ao mal?
Se você reconhece isso, nesse ponto pensa como cristão.
Se nega, continua sustentando a visão pagã da natureza humana.
3. Em terceiro lugar, aprendemos qual é a verdadeira natureza da religião de Jesus Cristo.
Ela é o método de Deus para curar uma alma enferma.
O grande Médico aplica os remédios necessários para restaurar a natureza humana, corrompida em todas as suas capacidades.
Deus cura nosso ateísmo prático dando-nos conhecimento de si mesmo e de Jesus Cristo, a quem enviou.
Concede-nos fé: uma evidência e convicção divinas das realidades de Deus e, especialmente, da verdade:
“Cristo me amou e entregou-se por mim.”
Por meio do arrependimento e da humildade, cura a doença mortal do orgulho.
Cura a vontade própria por meio da submissão mansa, agradecida e amorosa à vontade de Deus.
E cura todas as formas do amor ao mundo por meio do amor de Deus derramado no coração.
A verdadeira religião é a fé que atua pelo amor, produzindo humildade, desapego do mundo e conformidade amorosa e agradecida com toda a vontade e a Palavra de Deus.
4. Se o ser humano não estivesse profundamente caído, essa obra interior seria desnecessária.
Não precisaríamos ser renovados no espírito da mente.
Uma religião apenas exterior seria suficiente.
Isso realmente parece suficiente para aqueles que negam a corrupção de nossa natureza.
Para eles, religião significa apenas uma sequência bem-organizada de palavras e ações.
Se o interior já estivesse limpo, seria necessário apenas limpar o exterior do copo.
Se sua suposição fosse verdadeira, uma reforma exterior seria a única coisa necessária.
5. Mas não foi isso que aprendemos das Escrituras.
Aquele que conhece o coração apresenta uma descrição muito diferente da natureza e da graça, de nossa queda e de nossa restauração.
O grande objetivo da religião é renovar nosso coração segundo a imagem de Deus e reparar a perda da justiça e da verdadeira santidade causada pelo pecado de nosso primeiro pai.
Toda religião que não alcança esse objetivo, que não conduz à renovação da alma segundo a imagem de seu Criador, não passa de uma representação vazia e uma zombaria diante de Deus, para destruição de nossa própria alma.
Cuidado com os mestres que apresentam uma religião exterior como se fosse cristianismo!
Não os sigam, ainda que utilizem linguagem suave, elegante e atraente e façam grandes declarações de respeito pelas Escrituras.
Permaneçam na fé antiga e simples entregue aos santos pelo Espírito de Deus.
Conheçam sua doença e conheçam a cura.
Vocês nasceram em pecado; por isso, precisam nascer novamente, nascer de Deus.
Por natureza, estão profundamente corrompidos; pela graça, podem ser completamente renovados.
Em Adão, todos morreram; em Cristo, o segundo Adão, todos podem receber vida.
Deus já concedeu a vocês o início da vida: fé naquele que os amou e se entregou por vocês.
Agora avancem de fé em fé, até que toda a enfermidade seja curada e exista em vocês a mesma mente que houve em Cristo Jesus.
Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.